Ex-secretário de Anastasia e operador do PSDB são presos por fraude

Narcio Rodrigues, à esq., com Aécio e Anastasia em convenção do PSDB
 
Jornal GGN – Ex-secretário do então governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), e aliado próximo de Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-presidente do PSDB de Minas Gerais, Nárcio Rodrigues, e o suposto operador Odo Adão Filho foram presos na Operação Aequalis. O motivo é envolvimento em desvios, fraudes e superfaturamento em 2014.
 
Trata-se de uma compra de equipamentos para o centro de pesquisas Cidade das Águas, na cidade mineira de Frutal. A compra foi intermediada por Odo Adão, sob a gestão de Nárcio na Secretaria de Ciência e Tecnologia do governo tucano. A aproximação dos dois ocorreu, ainda, por meio do pai de Odo, que foi prefeito de Uberaba pelo PSDB, em 2004.
 
Da Folha de S. Paulo
 
Operador ligado a tucano é acusado de fraude em Minas Gerais
 
Por Flávio Ferreira, Wálter Nunes e Bela Megale
 

Operador ligado ao ex-presidente do PSDB de Minas Gerais Nárcio Rodrigues, Odo Adão Filho intermediou a compra de equipamentos para o centro de pesquisas Cidade das Águas, em Frutal (MG), na qual foram constatados desvio, fraude e superfaturamento em 2014.

Na época da aquisição, Nárcio era secretário de Ciência e Tecnologia do então governador Antonio Anastasia (PSDB), além de aliado próximo do atual senador Aécio Neves (PSDB).

Tanto Nárcio quanto Odo foram presos na Operação Aequalis, deflagrada pelo Ministério Público mineiro. Eles se aproximaram por meio do pai de Odo, que foi prefeito Uberaba pelo PSDB, em 2004.

No partido, Odo é conhecido como o responsável pelos negócios do ex-deputado, além de lobista em países africanos por ser vice-cônsul do Senegal há 15 anos.

Um e-mail obtido pela Controladoria-Geral de Minas durante a auditoria realizada na Cidade das Águas indica que as supostas irregularidadesbeneficiaram uma empresa do grupo Yser, um dos maiores de Portugal, que firmou parceria com a administração de Anastasia em 2012 para fazer investimentos no Estado.

A mensagem, de outubro de 2014, refere-se à compra de aparelhos para um laboratório do centro de pesquisas. Nela, o presidente da Fundação de Apoio à Universidade Federal de São João del-Rei (FAUF), entidade gestora do projeto do laboratório, Jucélio Sales, relata uma reunião com Odo, que se mostrou envolvido na aquisição de aparelhos.

No e-mail fica claro que a compra dos equipamentos deveria ser realizada via licitação, em razão dos valores envolvidos, mas Odo achava que poderia fazer a aquisição baseada em três orçamentos.

A Controladoria pediu esclarecimentos a Sales sobre a mensagem e recebeu como resposta a afirmação de que na reunião “Odo deixou parecer que os equipamentos seriam importados diretamente das empresas fabricantes dos equipamentos e com um processo simplificado de aquisição”.

Nárcio e Odo admitem que são amigos, mas negam terem ligações em negócios ou relações partidárias. Odo disse que foi filiado ao PSDB até cerca de dois anos atrás.

A acusação é que a compra para o laboratório do Complexo das Águas, feita com com dinheiro público, teria sido montada de maneira que uma empresa da Yser, a Biotev, fosse a executora do projeto e depois a organizadora da cotação de preços que teve como vencedora outra companhia do grupo português, a SRN Comercial Importadora e Exportadora S/A.

Na época, a SRN tinha como diretores os portugueses Firmino Rocha, que em acordo de delação premiada afirmou que Nárcio foi beneficiário de propina e que parte do suborno foi usado no financiamento de campanha eleitoral em 2014.

Uma empresa que pertencia a Odo, a Brastrading, foi uma das três participantes da cotação de preços, o que para a controladoria reforçou a suspeita de fraude na contratação, que acabou sendo feita sem licitação.

OUTRO LADO

Odo Adão e Nárcio Rodrigues negam irregularidades.

Odo reconheceu ter feito reunião com Jucélio Sales sobre a aquisição dos aparelhos, mas disse que apenas sugeriu a utilização de uma “trading” para agilizar a aquisição. Quanto à cotação de preços dos equipamentos, disse que à época tinha uma empresa e participou regularmente da disputa.

Nárcio diz que a criação do laboratório envolveu uma parceria público-privada, e o Yser, por meio da Biotev, pretendia investir R$ 60 milhões no projeto. O grupo Yser e Bernardo Maia não responderam aos contatos da Folha.

21 Comentários

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Cidadão

- 2016-06-13 01:43:08

Manda bosta nenhuma

Acreditar nisso é desconhecer totalmente o grande poder dos governadores locais na política brasileira, que vem desde o império e atravessou as ditaduras duríssimas de Getúlio e a Militar sem se perder.

As forças de repressão locais sempre foram e continuam sendo submissas aos governadores. Com excessão, é óbvio, quando alguns incompetentes por algum motivoocuparam esses cargos, mas nem aí elas foram submissas a outros governadores e sim, tornaram-se independentes. E incompetência política passa longe do governador Pimentel.

Cidadão

- 2016-06-13 01:36:39

Não avisaram ?

Falha imperdoável do pessoal do governador Pimentel.

MarFig

- 2016-06-12 23:05:32

Pergunte a ele

MarFig

- 2016-06-12 23:00:52

Achou ruim? Imagina se

Achou ruim? Imagina se tivessem avisado a globo com antecedência pra que ela postasse seus "reporteres" e o golpecop sobrevoando casa do meliante, mostrandoa a prisão, tudo ao vivo, na hora do Mau Dia Brasil? 

gnsouto

- 2016-06-12 22:56:44

A partir de agora, manda...

A partir de agora, manda...

Almeida

- 2016-06-12 21:07:00

Nonada. Tudo disfarçado de chinelo e vermelho.

Vazaram pra passar "mensagem" de que são petistas.

Ugo

- 2016-06-12 20:51:34

bolsa troll tucana decadente

O testa da cazzo de bico tucano.

Cidadão

- 2016-06-12 20:22:30

Interessante

Olha como a polícia de Minas vaza a foto de um tucano.

Nunca vi um petista nesses trajes.

Gostei do modelito. Hehehehe

Cidadão

- 2016-06-12 20:19:05

Hehehe

Se você está sugerindo que o tucanato paulista manda no MPE de Minas, na Justiça de Minas e na Polícia Civil de Minas, é porque você não conhece nada de Brasil.

Cidadão

- 2016-06-12 20:17:14

E porque não investigam

Quem está investigando isso e prendeu esses bandidos foi o MPE-MG de Minas e a Polícia Civil de Minas.

Isso não é crime federal e quem tem que investigar é o próprio estado. Pelo menos enquanto ainda formos uma República Federalista.

Só resta parabenizar o governador Pimentel por estar sabendo fazer o seu serviço e comandar as suas instituições.

Ivan de Union

- 2016-06-12 18:05:32

  Operacao Aequalis uma

 

Operacao Aequalis uma ova...  Operacao Sao Paulis, isso sim.  IMAGINEM isso acontecendo la pra descobrirem o obvio.  P

arece impossible tirar o osso do poder das garras deles.

 

 

 

 

Schell

- 2016-06-12 17:59:01

Mais uma vez, comprova-se que

Mais uma vez, comprova-se que a destituição da Dilma serve a dois despropósitos, (a) cessar a sangria das investigações do lava-jato sobre pmdb, psdb e outros menos votados e (b) voltar a sangria do dinheiro público que a Dilma inibiu - principalmente - a partir de 2012. Os vampiros do povo brasileiro não podem ficar muito tempo sem chupar o sangue da população, custe o que custar. Mas, pelo visto, pelas reações até agor, os ministrecos e os procuradores-sem-sentido, sem contar o juiz dos juízites são caolhos e, como escreveu o Millôr: em terra de olho (gordo), quem tem um cego...

peregrino

- 2016-06-12 17:35:07

tá bom , vai rindo...

mas o próprio STF traindo, não a pátria, mas sim diretamente a Constituição é o quê?

peregrino

- 2016-06-12 17:28:44

somando-se...

ao desvio de verbas para saúde, tudo contribui para um atentado hediondo

peregrino

- 2016-06-12 17:17:07

nestes crimes sim, caberia uma intervenção militar...

atentado à saúde da população

peregrino

- 2016-06-12 17:12:23

só tem pilantras nesse golpe...

e golpe só deu certo porque quando chegamos neste nível de bandidagem,

a honestidade dos outros passa a ser vista como crime

MarFig

- 2016-06-12 16:38:11

Imagina se investigassem a

Imagina se investigassem a construção do Centro Administrativo, a reforma do Mineirão e Independência? 

Centro Administrativo, na época ao custo de 1,2 bi.

Nove construtoras, agrupadas em três consórcios, foram as responsáveis pela execução das obras. A Camargo Corrêa, Santa Bárbara e Mendes Júnior formaram o lote um. A Odebrecht, Queiroz Galvão e OAS compunham o segundo consórcio e as construtoras Andrade Gutierrez, Via Engenharia e Barbosa Mello, por fim, o terceiro lote de empresas.

 

 

Jossimar

- 2016-06-12 16:30:14

Onde foi parar aquele

Onde foi parar aquele policial que entregava dinheiro vivio para este Satanástasia? Alguém sabe?

E um merda destes ainda vai julgar a presidanta.(assim mesmo)

Isto sem falar nos traficantes de drogas mineiros.

naldo

- 2016-06-12 15:55:42

E pensar que quando

E pensar que quando denunciaram que deram um milhão de doletas - em mãos -  para esse cidadão, alguns correram para inocenta-lo....tem gente que acreditou no senador mineiro e seus amigos, como muitos acharam que o serra era o supra sumo da inteligencia..

Jair Fonseca

- 2016-06-12 15:46:21

E como sempre Anastasia

E como sempre Anastasia posando de bom moço na comissão que vai cassar a presidenta da República.

Rita Lamar

- 2016-06-12 15:42:49

CADEIA NELES!!!

Ladroes descarados.  O dinheiro saiu dos brasileiros!!!!

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