Força-tarefa quer que Engevix devolva R$ 152 milhões

Jornal GGN – Pedido da força-tarefa da Operação Lava Jato para a Justiça Federal quer que quatro executivos da empreiteira Engevix e outros quatro réus sejam condenados à de 30 anos de prisão e que devolvam R$ 152 milhões, referentes às propinas pagas pela empresa em contratos com a Petrobras.

Os oito réus são acusados de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção e falsificação de documentos. Segundo o Ministério Público Federal, os desvios teriam ocorrido em contratos nas obras da Refinaria de Abreu e Lima (Rnest), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e na Refinaria de Paulínia (Replan), entre outras.

Do Estadão

Lava Jato pede condenação de 30 anos para executivos da Engevix

Ministério Público Federal quer que os executivos da empresa e outros quatro réus devolvam a quantia que teria sido desviada em contratos na Petrobrás

Por Mateus Coutinho, Fausto Macedo e Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A força-tarefa da Lava Jato pediu à Justiça Federal que quatro executivos da empreiteira Engevix e outros quatro réus sejam condenados à pena máxima de 30 anos de prisão e devolvam R$ 152 milhões aos cofres públicos referentes às propinas supostamente pagas pela empreiteira em contratos com a Petrobrás.

A solicitação foi feita nas alegações finais, últimos argumentos da defesa e da acusação antes da sentença, apresentada nesta quainta-feira pelo Ministério Público Federal na ação contra quatro executivos da Engevix, incluindo o vice-presidente Gerson de Mello Almada e outros quatro réus: o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef, Carlos Alberto Pereira da Costa, Enivaldo Quadrado – já condenado a três anos e seis meses de prisão no mensalão – e Waldomiro Oliveira, que atuavam para o doleiro Alberto Youssef.

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VEJA AS ALEGAÇÕES FINAIS CONTRA OS EXECUTIVOS DA ENGEVIX

Também nesta quinta foram apresentadas as alegações finais na ação contra os executivos da Galvão Engenharia. Com isso, o MPF já apresentou seus argumentos finais em todas as cinco ações penais que tramitam na Justiça Federal contra os executivos de empreiteiras detidos na sétima fase da Lava Jato, deflagrada em novembro do ano passado.

Dos R$ 152 milhões, a força-tarefa pede que seja decretado o perdimento (que os valores sejam devolvidos à Justiça) de R$ 37,9 milhões dos réus, referentes ao 1% do valor dos contratos assinados pela empreiteira e que teriam sido repassados a título de propina para Paulo Roberto Costa, então diretor de Abastecimento da estatal. Além disso, o MPF pede que sejam ressarcidos à Petrobrás R$ 113,9 milhões, referentes a 3% do valor total de todos os contratos e aditivos no interesse dos quais houve a corrupção de empregados da petrolífera.

Os procuradores pedem ainda que seja imposta aos acusados, como efeito secundário da condenação pela crime de lavagem de dinheiro, a interdição do exercício de cargo ou função pública de qualquer natureza e de diretor, de membro de conselho de administração ou de gerência das pessoas jurídicas pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade.

Na ação, os executivos da Engevix são acusados de pagar propinas de 1% do valor dos contratos da empreiteira para a diretoria de Abastecimento por meio do esquema montado por Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e seus funcionários. Segundo o MPF, os desvios teriam ocorrido em contratos envolvendo as obras da Refinaria de Abreu e Lima (Rnest), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), Refinaria de Paulínia (Replan), do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), Refinaria Randulpho Alves (Rlam), Refinaria Presidente Bernardes (Rpbc)e a Refinaria Gabriel Passos (Regap).

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Ao todo, os oito réus são acusados de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção e falsificação de documentos. Para justificar a pena máxima, os procuradores da Lava Jato argumentam que no Brasil, há progressão de regime após o cumprimento de um sexto da pena e a possibilidade de perdão natalino – definido todos os anos pela Presidência – para os condenados que cumprirem um terço da pena. Com isso, explica o MPF, “uma punição de 30 anos, a título de corrupção, significaria, de fato, uma punição de dez anos. Como a corrupção de altos valores não foi alçada a crime hediondo, tais benefícios incidem normalmente sobre os criminosos.”

Além disso, a força-tarefa aponta vários agravantes, como o fato de os réus terem boas condições financeiras e, no caso dos executivos da empreiteira, terem cometido os crimes em busca de ascensão na empresa. “Os motivos são negativos em relação aos acusados Gerson Almada (vice-presidente), Carlos Albero, Newton Prado(ambos diretores técnicos) E Luiz Roberto Pereira (executivo) pois suas ações foram movidas a fim de buscar exclusivamente o bom desempenho da empresa a que serviam e, consequentemente, a sua ascensão funcional dentro da Engevix”, assinalam os promotores.

“Prestígio, poder, influência e promoção foram os móveis privados, e não apenas riqueza, pois não necessariamente enriqueciam seus bolsos com os crimes, mas sim os da empreiteira”, seguem os procuradores.

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8 comentários

    • Sei não…

      Eles e seus patrões deveriam ter pensado nisso antes de DELINQUIR. E o senhor já é velho o suficiente para dar um melhor exemplo a juventude de nosso pais. Fazer defesa de BANDIDO é o fim  da linha para vossa senhoria…

       

      Quanto a empresa: Quebrando, outra toma o lugar. O acervo é dos ENGENHEIROS…

      • Será …

        Vc acha que a “técnologia” da área do petroleo é dominada por muitos e basta comprar engenheiros?.

        Só para essa retomada em projetos gastou-se milhões em apredizado(e erros).

        Não estamos falando de construção de uma casa.

    • Dependende de que bandidos vc está falando…

      Os “nossos” ou os seus?!

      Eu que defendo a nação, a Justiça e o bom senso, prefiro prender todos os bandidos, incluindo estes.

      Mas ANTES, prefiro prender aqueles que são bandidos por vender, alugar e doar a riqueza trilionária do país e estorquir a nação com juros (suco de dinheiro) “superfaturados dos mais escorchantes do mundo, coçando o saco em suas reuniões elegantes, usufruindo daquilo que pode resgatar milhões da fome, miséria e morte precoce.

      DEPOIS (ou juntos), aqueles que continuam usando sua riqueza e poder históricos para formar a política de esgoto deste país, para roubar os impostos da saúde, educação, moradia , segurança e outros, apenas para abastecer suas contas aqui e lá fora, para si e seus familiares, amicci e patrões de outras línguas.

      Em seguida aqueles que pagaram a mais (neste cenário podre acima) para poder fazer hidrelétricas, estradas, pontes, portos, aeroportos, reservatórios, plataformas de petróleo, navios, adutoras, cidades, univesidades, usinas e outras cositas mas, que VOCÊ usufrui até para escrever estes seus comentários puros e moralistas, rescendendo a flatulência do “ah, mas o meu é mais cheiroso”…

      Esta seria a ordem natural das coisas num país que quer (e precisa) se corrigir. Com inteligência e discrição.

      Há porém quem defenda não apenas uma ordem diferente, mas parcial e seletiva. Torcedores de arquibancada que não pensam, apenas gritam e batem bumbo para seus times que controlam a federação e seus juízes (e até jogadores de outros times).

      Por não querer mudar o que sempre foi é que vc ainda vive num país de merda (e gosta), há mais de 5 séculos.

      E ainda tenta desqualificar os que são pela mudança.

      Parabéns, “esperto”, vc merece o que persegue.

  1. A Operação Terra Arrasada não

    A Operação Terra Arrasada não pode parar,  o “apartidário”  Dellagnol teve amplo espaço na mídia para detonar a proposta de acordos de leniência que, como sabemos, significariam punição as empresas mas sem fechá-las, sem eximir de punição na area penal às pessoas que tenham cometido crimes. Que isso valha também para as pessoas juridicas envolvidas na Zelotes e seus mais de 500 bi roubados dos cofres publicos. Segue link parra artigo da imprensa tucana sobre a proposta de leniencia, 

    http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2015/02/23/interna_politica,620576/mp-se-opoe-a-proposta-de-dilma.shtml

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