Imprensa requenta investigação arquivada de Lulinha para beneficiar força-tarefa, diz defesa

"Partiu do próprio Ministério Público Federal de São Paulo a iniciativa de pedir o arquivamento das investigações", ressalta advogado

Jornal GGN – Novos documentos apreendidos há dois meses, em operação que mira o filho do ex-presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, foram vazados à imprensa nesta quarta-feira (05).

“Em buscas na Gamecorp, Lava Jato achou cobrança da Oi a Lulinha no valor de R$ 6,8 mi”, traz a manchete de hoje do blog de Fausto Macedo, do Estadão, trazendo um documento de quatro meses atrás, setembro de 2019, que foi apreendido na Operação “Mapa da Mina” no início de dezembro do ano passado.

Após mais de 55 dias desde que o arquivo supostamente como indício contra o filho de Lula foi coletado pelos investigadores, o jornal requenta a acusação que integra um caso que foi encerrado pelo próprio Ministério Público Federal (MPF).

Naquela ocasião, os documentos foram apreendidos em um endereço da Gamecorp, empresa de Fábio, assim como outros papéis encontrados em endereços de sócios de Lulinha. A que manchetou o Estadão nesta quarta é uma notificação extrajudicial da operadora Oi contra a Gamecorp.

A notificação cobra R$ 6,8 milhões de um empréstimo que estava vencido. Este documento integrou um relatório elaborado pela Polícia Federal na segunda semana de janeiro.

Para a defesa de Fábio Luís, o objetivo da PF com esses vazamentos é “fixar artificialmente sua competência para conduzir uma nova investigação” contra o filho de Lula e de “requentar um caso encerrado”.

“Há quase um mês, papéis apreendidos em endereços de sócios de Fabio Luís estão sendo vazados seletivamente, quase todos os dias. Já vimos folhas rabiscadas apresentadas com ares de “provas” e detalhes picados de conversas serem transformados em indícios. Não nos resta dúvida que esses vazamentos têm o propósito único de alimentar suspeitas e teses fantasiosas, que a imprensa, infelizmente, publica como se fatos ou verdade fossem”, escreveu a defesa, em nota.

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“Em primeiro lugar: a vida de Fábio Luís da Silva e as atividades de suas empresas foram devassadas por anos a fio e nenhuma irregularidade foi encontrada. Por essa razão, partiu do próprio Ministério Público Federal de São Paulo a iniciativa de pedir o arquivamento das investigações”, introduziu o advogado Marco Aurélio de Carvalho.

O advogado lembra que Fábio não é sócio da empresa Gol Mobile e que, assim, “não tem qualquer relação com os negócios celebrados com a Prefeitura do Rio de Janeiro ou com qualquer outro cliente dessa empresa”. “É estarrecedor notar que o “modus operandi” revelado pela Vazajato para envolver a mídia e ameaçar investigados ainda esteja sendo usado com tanta naturalidade”, acrescentou.

Diante disso, a defesa entrou com uma petição na 13ª Vara Federal de Curitiba contra o vazamento de informações sigilosas. “Requer-se a apuração, em caráter urgente, da ocorrência do delito previsto no art. 38 da Lei 13.869/19 pelas autoridades envolvidas nas investigações, ante a existência de contundentes indícios da divulgação indevida de informações sigilosas, antecipando-se a culpa do peticionário”, solicitou o advogado.

Confira, abaixo:

Protocolo - Pet. art. 38

 

 

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2 comentários

  1. Lição da Lava Jato para essa parte da PF…
    como deu certo com o pai, insistir naquilo que nunca existiu, ou que já não existe, sempre será um bom negócio

    cabe perguntar: alguém sabe quanto a mídia está pagando pelos documentos arquivados?

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