Associações de magistrados se preocupam com aliados de Cunha no CNJ

Jornal GGN – Através de nota, três associações de magistrados se mostraram preocupadas com a divulgação de indicações políticas no Conselho Nacional de Justiça. Três advogados próximos ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) são cotados para vaga que será indicada pelos deputados. 

Um dos candidatos é o advogado Lucas Rivas, de 24 anos, que já tem coletado assinaturas no Congresso e se destacou nos bastidores por ser um dos principais responsáveis pela defesa de Cunha no Conselho de Ética da Câmara. 

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalhao (Anamatra) afirma que há “riscos de ingerência política” no CNJ. As entidades defendem a revisão de possíveis candidaturas ligadas à atividades políticos e pedem exigência de 10 anos de atividade jurídica.

“Os indicados a conselheiro(a) devem preencher plenamente os requisitos para o cargo, ter currículo jurídico adequado e ser cidadãos com substancial saber jurídico e reputação ilibada”, afirmam as entidades. Leia a nota abaixo:

Da Ajufe

Associações de magistrados manifestam preocupação com indicações políticas no Conselho Nacional de Justiça
 
Em virtude da divulgação de supostas indicações de candidatos para integrar vaga no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra)  manifestam preocupação devido aos riscos de ingerência política no órgão.
 
Importante instituição de atuação junto ao Judiciário, o CNJ tem, entre suas atribuições, a função de propor estratégias e apontar soluções para as questões jurisdicionais do País. Para garantir que esse papel seja plenamente desempenhado, as entidades defendem não apenas uma revisão das possíveis candidaturas vinculadas a atividades políticas como também a exigência de, no mínimo, 10 anos de atividade jurídica, assim como ocorre em relação às vagas destinadas ao quinto constitucional, por simetria.
 
A AMB, Ajufe e Anamatra acreditam, ainda, que os indicados a conselheiro(a) devem preencher plenamente os requisitos para o cargo, ter currículo jurídico adequado e ser cidadãos com substancial saber jurídico e reputação ilibada.
 
Dessa forma, as associações reforçam a importância de garantir um Judiciário independente, amparado pela atuação de um Conselho autônomo, evitando o risco de intervenção e possíveis tentativas de manobras políticas.
 
Roberto Veloso
Presidente da Ajufe
 
João Ricardo Costa
Presidente da AMB
 
Germano Siqueira
Presidente da Anamatra

11 Comentários

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AlexPontes

- 2016-06-17 21:49:49

Cunha vai delatar

No meio jurídico (e empresarial) do RJ já se dá como certa a prisão e a delação do Cunha. Em uma reunião hoje um grande empresário com informação desse meio em brasília tava de cabelo em pé e olho arregalado: não sobra ninguém no RJ, terra arrasada, em brasília sobra pro temer.

CEduardo

- 2016-06-17 19:32:10

Liberou geral na CEI. Estou

Liberou geral na CEI.

Estou assistindo.

CEduardo

- 2016-06-17 18:12:27

Não saiu o ponto de

Não saiu o ponto de interrogação?

Então vc o condena antes, apenas por ser alguem que passeou pedindo alguma coisa..a pedidos.

 

CEduardo

- 2016-06-17 17:21:08

É este Lucas Rivas(rádio

É este Lucas Rivas(rádio Gauiba)?

http://felipevieira.com.br/site/tag/sartori-debatera-aumento-temporario-do-icms-com-base-aliada-lucas-rivasradio-guaiba/

CEduardo

- 2016-06-17 17:18:48

Então vc o condena antes,

Então vc o condena antes, apenas por ser alguem que passeou pedindo alguma coisa..a pedidos.

(GGN Falta informação a respeito)

Pergunto. Baseado no que foi dito no início.

E quem aceitou? Terá o mesmo tratamento?

CEduardo

- 2016-06-17 16:44:35

Neste momento, Ana Amelia, na

Neste momento, Ana Amelia, na CEI.

Telefonema - depoente - Lula

Roxane

- 2016-06-17 16:32:44

24 anos no CNJ? E advogado do

24 anos no CNJ? E advogado do usurpador mor?   Acho que não entendo mais o que leio. Vou esperar minha neta de doze anos chegar da escola para me ajudar, devo estar gagá, acontece...

bonobo de oliveira, severino

- 2016-06-17 16:12:11

O bêbado falando do embriagado.

Para mim essa preocupação da AMB parece aquela estória do porco preocupado com o mau lavado. A AMB deveria ter esclarecido, em vez de limitar-se a emissão de notas de desabafo, aquele episódio em que o próprio CNJ, na fala da sua Corregedora, Eliana Calmon, denunciou a existência de "...bandidos escondidos atrás das togas....". Como ela nunca foi processada por isso, quem cala consente. Então, não há porque reclamar da presença de gente indicada pelo "colega" Cunha.

Mauro Segundo

- 2016-06-17 15:52:28

Sinceramente, é uma pouca

Sinceramente, é uma pouca vergonha ter gente do Cunha lá no CNJ, mas o omissão do CNJ em relação aos desmandos do Moro pra mim põe todos eles no mesmo saco.

Andre Araujo

- 2016-06-17 15:35:37

Com 24 anos de idade no

Com 24 anos de idade no Conselho Nacional de Justiça?  Qial a experiencia, vicencia, sabedoria nessa idade para compor o orgão de cupula do Poder Judiciario?

Deveria haver a regra de idade minima de 35 anos, comum a funções que exigem experiencia e maturidade.

Ivan de Union

- 2016-06-17 15:31:11

Quase chorando de dor por

Quase chorando de dor por eles...  Eles assistem um governo legitimo ser derrubado, entra o novo governo com clara intencao de corromper suas associacoes, e eles entram no berro publico.

Tai:  eles tem alguma coisa pra dizer a respeito da perola de gilmar mentes na Suecia?

(trecho do Miguel do  Rosario em outro post do dia:0)

"Ele (gilmar mentes) diz que "o processo é político, se ela tivesse cometido crime, se ficasse flagrantemente provado, que ela tivesse cometido crime, e ela tivesse 172 votos, ela também não seria processada".

Ora, ora, ora!

A máscara dos golpistas está caindo na velocidade da luz.

Quer dizer que Dilma não cometeu crime e será derrubada?

E se ela "tivesse flagrantemente cometido crime", poderia não ser derrubada?

Eita, Brasil! Condena quem não cometeu crime, inocenta quem cometeu, tudo por conta de julgamentos políticos realizados por um parlamentos cheio de bandidos presidido por Cunha!

E o voto popular, que é o principal julgamento político da nossa democracia, não vale nada?

Gilmar esqueceu disso? Que Dilma ganhou, por duas vezes consecutivas, as eleições presidenciais?"

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