Inquérito contra Dirceu e filho é remetido à Justiça Eleitoral

Em sua manifestação, a PGR entendeu que sequer há provas de crimes de corrupção, apenas a suspeita de caixa dois, o que compete à Justiça Eleitoral

Foto: ABr

Jornal GGN – A investigação contra o ex-ministro José Dirceu e seu filho, o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), foi remetida à Justiça Eleitoral. A decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), é em reconhecimento à incompetência de a Justiça Comum julgar casos relacionados a supostos delitos eleitorais.

“Reconheço, por causa superveniente, a incompetência deste Supremo Tribunal Federal, em respeito à deliberação majoritária desta Corte, ordenando o envio imediato deste inquérito ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Paraná/PR, para que o encaminhe à circunscrição eleitoral competente”, disse o ministro, em sua decisão.

Fachin é o relator do inquérito que chegou ao Supremo e investiga o filho do ex-ministro, Zeca Dirceu, acusado de receber propina da Odebrecht para financiar as campanhas eleitorais de 2010 a 2014, supostamente a pedido de seu pai.

A Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, encaminhou uma manifestação ao Supremo, também reconhecendo que desde que a Corte estabeleceu que crimes eleitorais devem ser remetidos à Justiça Eleitoral, o caso analisado deveria ser julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.

Ainda, Dodge defendeu que não existem provas que confirmassem o suposto crime de corrupção, apenas de caixa dois e, portanto, a competência não é da Justiça Comum.

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2 comentários

  1. A pouco a sessão da CCJ acabou porquê o deputado Dirceu perguntou o por que de não começar com com a reforma tributária. Bancos inclusos.

    A Globo News, com apoio do âncora e Cantanhede, diz que ele questionou a dos militares. Inclusive a repórter que está no plenário diz o mesmo.

  2. Como sempre fez e continua fazendo, a quadrilha judiciária, depois de causar danos irreparáveis à vida de pessoas inocentes e ao país, reconhece parcialmente os crimes que seus agentes cometeram. E tudo prossegue com uma aparência de normalidade porque as quadrilhas midiáticas tem o poder de naturalizar e apagar no inconsciente coletivo as lembranças das abominações praticadas. Porque são todas, as quadrilhas judiciárias e seus comparsas da mídia integrantes da mesma base partidária, controlada pela banca de agiotagem comandada pelos banqueiros que, como explica Jessé Souza, precisa recuperar e manter o poder de controle sobre o Estado para continuar roubando o povo brasileiro como sempre fizeram.

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