Juiz que mandou prender Eike é o mesmo que condenou almirante que tentou suicídio

Jornal GGN – O juiz federal Marcelo Bretas é a bola da vez da Lava Jato desde que autorizou a prisão do empresário Eike Batista, suspeito de pagar 16 milhões de dólares em propina para o ex-governador Sergio Cabral, em contas no exterior.

A BBC Brasil fez um perfil do magistrado, levantando biografia e reclamações da defesa de réus da Lava Jato sobre as mudanças nos métodos empregados por Bretas.

Em suma, os advogados dizem que Bretas era um juiz muito ponderado e preocupado em não cercear defesas. Mas desde que a Lava Jato caiu em seu colo por decisão do Supremo Tribunal Federal, Bretas passou a “pesar a mão” para mostrar rigor, a exemplo de Sergio Moro.

No caso da Eletronuclear – que o STF tirou das mãos de Moro e mandou para o Rio de Janeiro – Bretas condenou o ex-presidente da estatal, Othon Pinheiro, a mais de 40 anos de prisão por suspeita de receber propina sob contratos da usina de Angra 3.

O almirante, recentemente, tentou cometer suicídio numa prisão militar. A defesa confirmou a tentativa, mas não forneceu detalhes. Apenas informou que Othon recorre da decisão e que alega ser vítima de uma injustiça na Lava Jato.

Evangélico, Bretas consta numa lista da Ajufe (Associação dos Juízes Federais) com nomes encaminhados ao presidente Michel Temer para ocupar a vaga de Teori Zavascki no Supremo.

A reportagem da BBC diz que ele estava em um cruzeiro quando a Polícia Federal deflagrou a nova fase da Lava Jato com foco na prisão de Eike Batista. O juiz teria acompanhado tudo à distância, apreensivo com os desdobramentos.

Procuradores da Lava Jato relataram, em condição de anonimato, que têm “confiança” no trabalho de Bretas.

Já os advogados disseram que Bretas é o oposto de Sergio Moro, pois não é “espetaculoso” como o juiz de Curitiba, mas tem adotado expedientes questionáveis, como a banalização do uso de prisão preventiva e conduções coercitivas.

“Não existe o que muitos juízes estão fazendo, a lógica do ‘mandar prender para ouvir’. Não podemos ter prisões preventivas como forma de espetáculo, por mais que não se goste da figura política”, disse uma advogada que não foi identificada.

O juiz também foi definido como cordial, determinado e um “ser humano evoluído”, um “juiz extremamente bem preparado”.

9 Comentários

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ricardo gonçalves

- 2017-01-31 20:51:31

Sujo Moro legalizou a

Sujo Moro legalizou a condução coercitva e ninguém fala mais nada.

Nosso STF não cumpre seu papel e ainda quer usurpar a competência do legislativo por meio de chantagem.

Onde vamos parar...

antonio francisco

- 2017-01-31 18:36:12

Página retirada da Wikipedia

Não me foi possível saber nem se o Marcelo Bretas juiz é o mesmo Marcelo Bretas cuja página foi retirada da Wikipedia ontem, 30/01/17:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Marcelo_Bretas

 

 

EDSON PLAZZA

- 2017-01-31 18:22:09

Preventiva!

Prisão preventiva que até se raspa a cabeça do individuo?  Alguem ai falor em fim do humanismo!? E do Iluminismo!?

Maria Rita

- 2017-01-31 17:44:50

Com mais uma vedete em

Com mais uma vedete em ascenção só podemos concluir que tem Bububu no Bobobó do MPF. É uma revista completa.

Jaide

- 2017-01-31 17:34:47

Prisão precedida de escala em

Prisão precedida de escala em Nova Iork foi intrigante.

Novdade no "manual".

Ugo

- 2017-01-31 17:10:38

pode ser, mas...

De fato no valhacouto existes meninas bonitas recatadas e do l(upan)ar.

Vixe

- 2017-01-31 16:54:59

Mais um

A serviço dos yankees...

Pedro Rinck

- 2017-01-31 16:45:27

A prisão de Eike seria para

A prisão de Eike seria para ele delatar Lula  ?

Jorge Fernandes

- 2017-01-31 16:41:29

Mais um

canalha, canalha, canalha

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