Justiça descobre pessoas por trás de perfis que comemoraram a morte do neto de Lula

Na época, usuário do Facebook chegou publicar que morte do garoto de sete anos era uma “boa notícia”

Foto: Divulgação

Jornal GGN – Um ano e quatro meses após a morte do pequeno Arthur, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vem à tona a identificação de três pessoas acusadas de comemorarem na internet o acontecimento fatal. As informações são do colunista Rogério Gentile, do Uol.

Os dados do processo, que tramita na 7ª Vara Cível de São Bernardo, aponta que um dos acusados usou um perfil falso no Facebook e comemorou dizendo “pelo menos uma boa notícia”, ao compartilhar uma reportagem sobre o falecimento da criança de sete anos de idade. 

O tal perfil tinha o nome de Alessandra Strutzel, uma suposta blogueira, que na época também disse “se nem ele [Lula] está triste, porque eu estaria”. Segundo a Justiça, o perfil era administrado por um homem, que ainda não se manifestou nos autos do processo. Lula cobra do acusado uma indenização de R$ 50,3 mil.

Ainda de acordo com a coluna, um segundo ataque sobre a morte do garoto foi feito por Hudson Du Mato, apelido de H.L.C.M. “Lula tá só começando a pagar pelo tanto de vida que ele matou ao roubar dinheiro público da saúde”, escreveu o usuário de Minas Gerais, na época. 

A terceira pessoa identificada por propagar os ataques é Wellington Melo Castro. Ele usou um perfil com o nome de Fernanda de Carvalho da Silva Carvalho da Silva, para chamar Lula de “canalha” e dizer que o ex-presidente, à época preso em Curitiba, faria um “showmício” no velório do neto. “Vai ter ‘Lula livre’ no velório”, escreveu.

A justiça descobriu o autor das postagens, porque o perfil falso estava associado a uma conta telefônica registrada no CPF de Wellington. O homem diz não ter sido ele o autor do texto. Mas, para o juiz Maurício Tino Garcia, ele é sim o autor das ofensas.

No entanto, o magistrado não concedeu indenização à Lula, alegando que o comentário feito pelo internauta é uma crítica política e que, se referindo ao ex-presidente, “suportar críticas ácidas é parte do ônus de uma figura política de expressão”.

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6 comentários

    • Pois, tem muita, tecnicamente falando, embora discorde da arguição. Não se tem licença para criticar de forma ácida ninguém, nem juízes, nem promotores, nem garis, nem políticos… seria confundir estado de direito com anarquia

  1. A maior das violências é aquela que impede o respeito a dor de alguém…
    das violências que mais incentivam a bestialidade, muitas passaram a aflorar no Brasil depois da Lava Jato

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