Justiça nega a Flávio Bolsonaro pedido de interromper investigação sobre Queiroz

Para desembargador, investigação não se baseia em dados sigilosos obtidos irregularmente, reforçando as conclusões que já tinham sido feitas no Supremo

Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz, investigados pelo MPF-RJ. Foto: Reprodução

Jornal GGN – O senador e filho do presidente, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) tentou, mas a Justiça do Rio de Janeiro negou seu pedido para interromper a investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra o seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

A notificação aconteceu nesta quinta-feira (25). Segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, Flávio alegou que, durante a investigação, o MPF do Rio quebrou seu sigilo bancário sem autorização judicial.

Esse mesmo argumento foi usado em janeiro, quando o senador solicitou no Supremo Tribunal Federal (STF) foro privilegiado para que as investigações corressem pela Corte, saindo da Justiça do Rio, e ainda que as investigações fossem paralisadas no MPF-RJ.

Na época, o ministro em plantão, Luiz Fux, suspendeu as investigações, mas sem conceder o pedido de foro. Na volta do recesso do Judiciário, o ministro relator, Marco Aurélio, negou o pedido de Flávio e liberou as investigações no Rio.

Nesta última derrota, o pedido de Flávio foi negado pelo desembargador Antônio Carlos Nascimento Amado, da 3.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). O magistrado considerou que a investigação não se baseia em dados sigilosos obtidos irregularmente, reforçando, assim, as conclusões que já tinham sido feitas no Supremo.

Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou movimentações consideradas atípicas na conta de Queiroz levando à abertura da investigação do MPF-RJ. No espaço de um ano, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, o policial militar aposentado, ex-motorista, movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta. Na época ele trabalhava como assessor do então deputado estadual, Flávio Bolsonaro.

Ainda segundo informações do Estado de S.Paulo, Flávio emitiu uma nota logo após a decisão do desembargador afirmando que “fica cada vez mais claro para o Brasil que não fez nada de errado”, acusando procuradores de terem vazado as informações do relatório do Coaf para a imprensa.

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“Mais uma vez alguns membros do Ministério Público do Rio vazam, ilegalmente, informações sigilosas, reforçando a urgência de que sejam julgadas minhas representações contra Eduardo Gussem, chefe do MP/RJ, e Cláudio Cardoso, procurador responsável pelo meu caso, para apurar os crimes de vazamento de informação sigilosa e de improbidade administrativa”, afirmou.

“Fica cada vez mais claro para o Brasil que não fiz nada de errado e que tive meu sigilo bancário quebrado sem autorização judicial”, continuou o senador. “Vou recorrer a todas as instâncias para fazer valer meu direito e para responsabilizar aqueles que tentam atacar minha reputação ilibada com acusações absurdas e fantasiosas.” Para ler a matéria no Estado na íntegra, clique aqui.

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4 comentários

    • rs…………realmente contratações arrepiantes
      deve ser porque ele acredita que é possível obstruir a justiça com fantasminhas camaradas

      e muito bem pagos, por sinal contrário, porque não sobrava quase nada pra eles

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