Molon vai pedir convocação de Segovia à CCJ da Câmara

Deputado pede esclarecimentos sobre declarações do chefe da PF sobre inquérito que investiga Temer em Decreto dos Portos 
 
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(Foto Agência Câmara)
 
Jornal GGN – Não apenas setores da Polícia Federal mas também políticos estão se manifestando sobre as declarações que o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, deu em entrevista à Reuters, onde afirmou que faltavam indícios de crime na investigação contra o presidente Michel Temer no chamado inquérito dos portos, indicando que há tendência de arquivamento do processo dentro da corporação.
 
Também segundo informações da Reuters, o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) disse que irá apresentar na próxima segunda-feira (19) um requerimento para que Segovia explique suas declarações ao portal de notícias. 
 
Na matéria extensa, de mais de cinco laudas, publicada na última sexta-feira (09), o chefe da PF parece defender o presidente Temer, além de acusar à falta de acuidade da corporação que representa fazendo conclusões do tipo que “os indícios” que basearam o inquérito aberto pelo então-procurador da República, Rodrigo Janot, no Supremo Tribunal Federal “são muito frágeis” e que, “em tese”, o tal decreto que teria sido sancionado por Temer para beneficiar empresas detentoras de contratos no porto de Santos, em São Paulo, “não foi feito para beneficiar” o Grupo Rodrimar, ligado ao empresário Ricardo Mesquita que, segundo o delator da J&F, Ricardo Saud teria sido indicado por Rocha Loures (enquanto exercia cargo de assessor especial da Presidência) para intermediar pagamento de propina semanal. 
 
O chefe da PF ainda indicou que caberá à atual procuradora-geral, Raquel Dodge, requerer novas diligências que possam levar ao arquivamento da ação destacando, na mesma entrevista, que Janot “deixou o troço muito aberto porque tem um espectro muito maior para ver se pega alguma coisa”. 
 
Segundo Molon, o requerimento será para que Segovia se manifeste na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara: “Estou apresentando requerimento à CCJ a presença do mesmo para que tente explicar o que quis dizer ou pelo menos se retrate do absurdo que disse.”
 
Caso Segovia não atenda ao pedido, o deputado avisa que irá entrar em contato com o ministro da Justiça, Torquato Jardim, para realizar a convocação que, aí sim, terá que ser atendida, por ser superior ao diretor-geral da PF em nível hierárquico.
 
Logo após a saída das declarações de Segovia, na última sexta-feira, o presidente da ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), Edvandir  Felix de Paiva se manifestou dizendo que as declarações de Segovia feriram as prerrogativas dos delegados que atuam no inquérito. 
 
Em seguida a essa reação, o chefe da PF esclareceu que “em momento algum” falou que a apuração deveria ser arquivada, isso em uma mensagem enviada para colegas no WhatsApp, segundo apuração do jornal Estado de S.Paulo
 
Logo quando a notícia foi publicada, a Reuters escreveu que Segovia tinha “afirmado” que a tendência era de arquivamento, em seguida re-publicou a matéria corrigindo que o chefe da PF havia “indicado” e não afirmado a respeito do possível arquivamento.  
 

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