TCU vai apurar influência do mercado financeiro na definição da taxa Selic

De acordo com subprocurador, a descoberta da manipulação do mercado financeiro para ganhos próprios e indevidos não seria uma novidade

Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Ministério Público do Tribunal de Contas da União (TCU) ingressou uma representação para investigar eventuais desvios de finalidade pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na definição da taxa Selic.

Os órgãos vão checar a influência das projeções constantes do chamado ‘Boletim Focus’, elaborado por instituições do mercado financeiro a partir de resultados de pesquisas macroeconômicas, na definição mensal da taxa básica de juros.

De acordo com o subprocurador Lucas Furtado, tais instituições “podem ter interesse na manipulação do índice para ganhos próprios e privados indevidos e em prejuízo aos interesses públicos e ao erário”.

Furtado comentou ainda que a descoberta da manipulação do mercado financeiro para ganhos próprios e indevidos não seria uma novidade ou surpresa.

A investigação foi motivada pela descoberta do ex-banqueiro Eduardo Moreira, do ICL, quando foi conferir as projeções de inflação, e conferiu que a taxa máxima projetada de inflação para 2025 a 2028 era de 8% ao ano – um salto monumental que, por si só, identifica manobras especulativas. 

Na coluna econômica desta terça-feira, o jornalista Luís Nassif explica a suposta manobra do Banco Central, influenciado pelo mercado. Leia na íntegra.

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Camila Bezerra

Jornalista

8 Comentários

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  1. Finalmente vão ANALISAR AS ATIVIDADES DO BACEN. Espero que não CAIAM NA LOROTA DE EXPECTATIVAS “DESANCORADAS” DE INFLAÇÃO ditando uma taxa de juro REAL para deixar AGIOTA RUBORIZADO.
    E ESSE senhor tem pedigree pois seu AVÔ foi o pior MINISTRO DA FAZENDA DA DITADURA MILITAR SENDO RESPONSÁVEL POR MUITA FOME E POBREZA!!!

  2. É piada?

    Não teve graça.

    Vou me abster de fazer uma rima indelicada com TCU.

    Arf, a realidade está ficando, realmente, insuportável.

  3. O crime é confessado a cada 42 dias nas atas do COPOM. O tal comitê confessa sempre, sem precisar de luz na cara nem porrada no lombo, que fixa a taxa de juros que leva a inflação prevista para a meta. Para saber se a taxa está indo para a meta ou se desviando dela, pergunta aos mercadores de dinheiro sobre suas expectativas. Se a previsão de inflação futura da planilhinha do BC coincidir com a chutometria dos mercadores, está então ancorada. Se estiver desancorada, estamos numa nau sem rumo.
    Passou da hora do CMN proibir a comunicação do BC com agentes mercadores de dinheiro. Quem tem que falar é só o BC. Os mercadores podem ouvir se quiserem, mas não podem ter voz.

  4. A influência é realizada pela imprensa também. Então o inquérito policial teria que investigar além da relação do Presidente do Banco Central com o setor financeiro, a ligação da imprensa também. Especial a jornalista Mirian Leitão que deu voz positiva à privatização do Banco Central e faz lobyies jornalísticos positivos. É uma opinião independente ou ela trabalha para o setor?

  5. Presidente do Banco Central, deve ser nomeado pelo Presidente da República, uma vez por ano, podendo muda-lo quando o presidente assim o definir. Do jeito que está, só benefícios àqueles milionários que tem muito dinheiro para investir. Precisamos investir em produção, a baixar custos e preços finais para os consumidores. A TAXA DE JUROS CONSTANTES NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, CONSTA QUE JUROS MÁXIMOS NÃO PODEM ULTRAPASSAR 1%.

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