No Roda Viva, Moro pressiona Supremo a ser “firme” com Lula e outros réus da Lava Jato

Foto: Reprodução
 
Jornal GGN – O juiz Sergio Moro usou o programa Roda Viva para pressionar as instâncias superiores, principalmente o Supremo Tribunal Federal, a ser “firme” nos processos da Lava Jato, inclusive o que culminou na condenação de Lula. O magistrado de Curitiba fez o apelo após ser questionado sobre um possível “acordão” no STF para salvar o ex-presidente petista e outros políticos envolvidos na operação.
 
Moro respondeu que, “como juiz”, não pode “simplesmente acreditar numa hipótese dessa [acordão]”. Agora, é importante, e isso é verdadeiro, que as instituições – e não digo só o Supremo, mas todas as instâncias – mostrem firmeza.”
 
“Porque o que a Lava Jato revela é que havia corrupção muito grave, a dita corrupção sistêmica, que joga a gente (o País) para trás, afeta nossa economia, a qualidade da nossa democracia e o pior, ao meu ver, afeta a fé das pessoas no nosso regime democrático”, acrescentou Moro.
 
“Eu tenho a esperança e a confiança que o Supremo vai tomar as decisões apropriadas para esses, e não digo o caso do ex-presidente, mas todos os casos envolvendo a Lava Jato.”
 
Um dia antes de Moro participar do Roda Viva, o ex-presidente Lula comentou, durante uma caravana no Sul do País, que gostaria de ver o Supremo revisar o mérito do caso triplex para corrigir os erros cometidos em primeira e segunda instâncias.
 
GOLPISTA
 
Moro também foi questionado, no programa da TV Cultura, sobre como reage quando parte da população o chama de golpista, nas ruas. 
 
Ele disse que entende que alguns processos da Lava Jato têm “consequências políticas” e que isso “suscita paixões contra e a favor”. Apesar disso, disse Moro: “Eu tô muito tranquilo em relação ao que eu fiz nos processos da Lava Jato.”
 
“É de se lamentar esse tipo de ofensa, mas acredito que essas coisas passam. Com o tempo, as pessoas vão poder analisar esses fatos de maneira objetiva e de maneira mais distante do presente, e vão compreender o que foi feito.”
 
Na entrevista, Moro também defendeu o fim do foro privilegiado, o auxílio-moradia como forma de complementar o salário dos juízes e a prisão em segunda instância.
 
https://www.youtube.com/watch?v=Mpo3u35PLzg&t=794s
 

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16 comentários

  1. Uma verdade ele falou: “Com o

    Uma verdade ele falou: “Com o tempo, as pessoas vão poder analisar esses fatos de maneira objetiva e de maneira mais distante do presente, e vão compreender o que foi feito”. Para sorte dele, quando as pessoas compreenderem o que foi feito, ele também está distante.

  2. A imprensa brasileira é tão

    A imprensa brasileira é tão subversiva que aplaudiu um criminoso da 1a. instância da J (Sérgio Moro grampeou a presidente da república) quando ele tenta coagir ilegalmente o  a decidir o HC de Lula de uma maneira e não de outra. Vai ter guerra civil?

    Além de discutir publicamente os casos em que atua, Sérgio Moro ousa opinar sobre processos de competência do STF. Além de criminoso, ele age como se a Lei Orgânica da Magistratura não estivesse em vigor porque tem certeza de que o virou uma confraria de vagabundos.

    Uma vez mais Sérgio Moro confirmou minha tese. Ele é um duplo do cabo Bruno https://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/vidas-paralelas-sergio-moro-e-cabo-bruno e já não tem qualquer vergonha de exigir submissão e ostentar sua condição de criminoso justiceiro. Quando a carreira dele será encerrada?

     

  3. O que parece que pouca gente

    O que parece que pouca gente percebeu é que o Sr, Juiz reconheceu publicamente que a prisão após 2ª instância é INCONSTITUCIONAL. Tanto que sugere uma emenda para incluir esta previsão na constituição. Se precisa de emenda na constituição é porque ela precisa ser alterada para possibilitar a prisão. Portanto, hoje, a prisão é inconstitucional. Simples.

  4. Defesa pessoal

    Depois da sua sentencia truculenta, sem objetivar o crime nem provar a culpa do Lula, Moro vem trabalhando dentro do judiciário para preservar essa sentencia, como funcionou bem com os desembagrinhos do TRF4. Daqui em diante não é mais discutido o assunto do triplex, mas apenas a defesa do Moro.

  5. Publicada a sentença, exaure-se a função jurisdicional do juiz

    À exceção do Brasil, no mundo inteiro, após a publicação da sentença de mérito, o juiz cumpre e acaba seu ofício jurisdicional. Mas no Brasil, o qual é famoso mundialmente não por seus juristas, mas por suas ‘dançarinas’ – eufemismo para putas – e por suas joboticabas, o juiz publica a sentença e fica torcendo, quando não pressionando as instâncias superiores, para que sua sentença não seja modificada.

    $érgio Moro bateu o escanteio e correu prá área, estando à espera da bola a fim de fazer o gol de cabeça. Após é só pegar o seu green card e correr pro abraço. É um caboclo querendo ser inglês.

    How are You, Bixin?

  6. Presos ilegais deixarão de ser prejudicado pelo Princípio Lula

    Pretos, pobres e putas, presos ilegalmente, deixarão de ser prejudicados pela morosidade do judiciário.

    O Promotor de Justiça Valmir Soares Santos requereu o relaxamento da prisão ilegal do Filipe sob o seguinte argumento:

    “Diante do resultado e dos citados argumentos, passo a designar, no campo jurídico, que o referido resultado chama-se Princípio Lula, pois se não cabe ao ex-presidente Lula (e com a devida vênia, me parece que está corretíssima a maioria do STF), pagar com o risco à sua liberdade o atraso do julgamento provocado pelo Estado (STF), com muito mais razão, não cabe ao acusado Filipe aguardar encarcerado que o Estado (Polícia Técnica) possa concluir a elaboração dos laudos periciais.”

    É uma pena que os criminosos poderosos, que sempre viveram na impunidade, continuarão na impunidade em razão da morosidade da justiça.

    Mas se a lei deixa de garantir a impunidade dos nossos carrascos, ela nos prejudicará mais ainda, né, Gilmar Dantas?

  7. Sergio Moro definitivamente não tem noção do que seja democracia

    O Supremo de não se deixar pressionar por juiz, jornalista, papa, empresario dono de grupos de comunicação, advogado, banqueiros, dona Candinha e tutti quanti. A partir do momento que um ministro começa a votar porque turba quer/manda, ele perde todo sentido de ser.

  8. Na Roda Morta

    Nassif: eu no lugar do Verdugo também estaria preocupado em que os Superiores, particularmente o Çú-premu, anulassem seus ditatoriasis decisuns. Você já imaginou o quanto aquele governos estrangeiro já investiu no caso? Tá certo que já levou algum por conta. Alcântara foi dada de mão beijada. Mais de 2/3 do pré sal também. Sem contar que ganharam, na mão grande, Angra, as centrífugas, o submarino atômico e, a pérola da coroa, a EMBRAER. Mas são os donos do quintal. Tiram o põem governantes o quanto queiram. A única força que poderia contrariá-los seria as milícias cariocas ou do Ceará. Mas estas estão enfraquecidas, enfrentando os da farda, aliados dos ômes.

    Mas, voltando ao Justiceiro dos Pinhais, se acontecer ele fica numa saia justa. É capaz até que seu greencard seja cassado. Se tomarem sua casinha em Beverly Hills, isto é superável. O Gogoboy de Pato Branco lhe ensina como entrar no Minha Casa Minha Vida. Seja como for, a situação se complica. Podem começar fuçando, desde o BANESTADO. O Mal sempre deixa um rastilho. Ou mesmo o Duram, detalhando o indústria da delação, como se distribuia os lucros. Não que ele esteja envolvido. Deus me livre de tal leviandade. Mas que tem advogado envolvido, disso não se duvida. Ou um parente, um amigo. Dificil dizer.

    Rousseau dizia que o Homem é bom. A sociedade é que o corrompe. Vai quê…

     

  9. É impressionante como tudo

    É impressionante como tudo junto e misturado – imprensa, justiça, polícia, extremistas de direita – conseguem articular tudo e de tudo a cada dia, numa sequência infinda, desde que Lula não saia das paradas; seja o único foco para as mais variadas pautas.

    Vejamos como a TV Cultura faz o serviço bem feito: leva Moro pra entrevista no dia em que o apresentador, um anti-petista doente diz ser seu último dia o programa. Quanta glória para ambos, irmanados no ódio. Os rapapés do entrevistador ao entrevistado são notórios, já de entada.

    Eu, sinceramente, não consigo ouvir Moro falando nem por dois minutos. Não por sentir ódio dele. Aliás, também não comparo os sentimentos desse juiz com os sentimentos dos jornalistas como augusto Nunes, Merval, ou Jabor. 

    O que Moro quis, quer, e, na verdade já conseguiu em abundância, foi visibilidade, muito amor de parte da população, enquanto pra muitos representa o salvador do Brasil; único que teve a capacidade de prender homens de colarinho branco. Ele não tem esse ódio de Lula, não. O caso dele é bem outro: influência em todos os meios de comunicação, de parte do judiciário, do MP, dos Estados Unidos, etc. EUA pra onde ele irá logo que consiga enjaular Lula, senão seu trabalho será inconcluso. 

    Combater a corrupção é coisa que qualquer ser humano que ame seu país deseja imensamente. Claro que alguma coisa Moro tem feito nesse sentido. O problema é que ele podia ter sido mais genérico, indo fundo também contra outros políticos de outros partidos. Ou ter colocado a questão da delação premiada em termos menos escandalosos, se, ao fim e ao cabo, quem mais tem se dado bem nessa Lava Jato são os delatores – todos eles, menos os que tinham algo a dizer em prol de Lula. Essa coisa feia ficou estampada, sem que ninguém, de maior estatura que ele, Moro, possa um dia dizer o que já sabemos: que há em Moro uma enfermidade a ser tratada por bons médicos, na medida em que tornou-se um juiz movido por crueldades, falta de ética, desrespeitoso até com advogados, entre tanto mais que estamos carecas de ver.

    Se tomarmos apenas este ano em curso, desde janeiro até nossos dias, quando tantos movimentos políticos, econômicos, de guerras no mundo, de guerras entre facções no Brasil, de uma vereadora fuzilada em preaça pública, …, se tudo isso pudesse ser também relevante quanto mereceria, o nome de Lula estaria nas bancas, mas não dessa forma. Enquanto rola um problemão na nossa sociedade, também há de rolar um texto novo sobre Lula e o triplex da OAS. É assim que a roda gira entre nós. Tem que Lula estar assim, ou assado, mas tem que estar alguma coisa. 

    Se nas caravanas tem muitos nas plateias a apaludi-lo, isso não conta. Se jagunços do Sul destroem a orelha de um homem, ou quebra o nariz de um velho de 65 anos, também não. 

    Decidi não ver mais televisão, a não ser naqueles canais que passam documentários. Minha vida melhorou demais depois disso. Graças a Deus.

  10. capoteiro, porque a literatura e a globo permitem

    “mostrem firmeza.”

    E garantam a minha “cara” com os patrões do North maravilha e com a globo.

    …Fosse o julgamento honesto e dentro da lei, o juiz não precisaria pedir ajuda.

    …Fosse um juiz em exercício, dentro do que se espera de um juiz de verdade, esse cidadão j-a-m-a-i-s se permitiria comparecer em debate de televisão para defender o seu trabalho.

    …Fosse um pais onde a democracia imperasse, esse juiz estaria preso por conta dos crimes por ele praticados.

    Mas isso é só o Brasil.

     

  11. Tacla Duran no moro

    Na única perguntinha que não foi de compadre o moro ficou vizivelmente cosntrangido. falou em falta de provas, pode hahaha..até ele se deu conta aí ficou falando em “falta de base empírica”. realmente, não pode ter base empirica se não ouvem o Tacla Duran nem pedem pericia nos telefones, computadores e celulares dos suspeittos. Ainda tem o caso da APAES… A esquerda tem de ter calma e serenidade, virar esse jogo e botar essa quadrilha do Paraná no banco dos reus…. Vamos ver se o moro “guenta” esse “mecanismo”…..

  12. Já ser firme contra Aecio e
    Já ser firme contra Aecio e demais parceiros verdadeiramente corruptos, que roubam no atacado, na casa dos bilhőes de reais – só o trensalāo tucabo desviou 11 bi – mas nāo vem ao caso…

  13. De Gaulle

    De Gaulle jamais disse aquela frase sobre a ausência de seriedade no nosso país. Mas, se a houvesse dito, teria toda a razão. Esse juiz ainda não ter sido afastado depois do recorde de ilegalidades em sua atuação é uma prova irrefutável. Nem se precisa de outras, abundantes.

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