O depoimento completo do presidente da Odebrecht na Lava Jato

Sugerido por Webster Franklin

Do Consultor Jurídico

O presidente da holding do grupo Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, foi à 13ª Vara Federal de Curitiba nesta sexta-feira (30/10) para prestar depoimento na operação “lava jato”, que investiga corrupção na Petrobras. Preso desde o dia 19 de junho, esta é a primeira vez que o executivo depõe.

Acompanhado de seus advogados, liderados por Nabor Bulhões, ele entregou ao juiz federal Sergio Fernando Moro, responsável pelos processos decorrentes da “lava jato”, sua manifestação por escrito. Em 19 páginas de perguntas e respostas, ele aborda questões de grande repercussão, como bilhetes e e-mails que são apontados como provas no processo.

Clique aqui para ler o depoimento.

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20 comentários

  1. Punho em Alto

    Li o depoimento completo (vale a pena)

    O Marcelo, cumpre com a solicitação da Justiça, mediante o seu depoimento escrito, porém, não dá legitimidade ao palco criado pelo Moro e o PIG. É a sua forma de mostrar o punho em alto. 

  2. Depoimento Marcelo

    Concordem ou não, culpado ou não, cumpriu sua obrigação de comparecer ao depoimento e inovou. Não deu brechas a ilações siquer  à supostas a entonações de voz, postura,comportamento. Incomodou a muitos mas foi legitimo.

  3. Esse juiz tem a calma

    Esse juiz tem a calma aparente que é própria dos homenzinhos psicopatas quando estão perseguindo, obstinadamente, aquela vítima que ele julga culpada da sua insignificância. Todos nós sabemos quem é essa vítima.

  4. popular

    No popular: O sr. Marcelo Odebrecht (181 mil empregados, Wikipedia) deu o drible da vaca no mouro.

    Mouro catimbou, reclamou, esperneou, dançou, sacudiu e…..caiu!

    Manteve o acusado? mais de longuíssimos 4 meses preso para…quebrar o seu preparo físico, moral, familiar, social. O que encontrou foi um adversário que teve esse tempo todo para se preparar contra as armadilhas deixadas no seu caminho. Altivamente o Sr Marcelo se desviou de todas as pegadinhas, rabos de arraia, voadoras e rasteiras deixando a nú o despreparo do “inimigo”.

    Fico com dó da ginástica, do contorcionismo mental e verbal que farão os “juizes” da midia PIG para dar o cartão vermelho para o sr. Marcelo.

  5. Lava jato

    A operação Lava Jato tem cumprido  um papel da maior relevância para o povo brasileiro. Lenta, mais consistentemente, a  estratégia macabra dos agentes que a conduzem, vai se revelando, E o povo vai, embora lentamente, compreendendo, toda a perversão  que ela envolve.

    No planejamento e organização da operação, seus membros devem ter sido escolhidos a dedo. Quanto mais ideologicamente alinhados com o fascismo, com a intolerância e com o fundamentalismo religioso, mais representatividade e importância na organização.

    O “capo”, embevecido, exerce papel importante na desconstrução dos dogmas propagados, lemas da santificação que se pretende ostentar. Vaidoso, se revela pelos eventos em que é reverenciado e pelas companhias que o bajulam cínica e despudoradamente.

    Representam o que de pior a sociedade brasileira permitiu ascender e ocupar lugares e encargos resrvados aos ungidos com a sabedoria que torna os homens justos e dignos.

    Mas, como não há hipótese de retorno perene à selvageria  e às trevas da ignomínia, eles. desmascarados, até pelas vestes,adornos e trejeitos caricatos, burlescos, PASSARÃO e, após eles, o clarão ofuscado pelo breu em que chafurdam.

  6. que beleza de prudência…

    e traz algo muito interessante, que na minha modesta opinião é o mote entregue ao moro pela mídia e delatores

    segue: uma vez provada a materialidade, o criminoso, por relação, pode ser qualquer pessoa

    toda lava jato tem funcionado dessa forma

    e sendo crime de corrupção, inevitável, podem realmente incriminar e condenar qualquer pessoa sem provas concretas

     

    reparem no seguinte: tudo que é divulgado só confirma a materialidade

    autoria mesmo só a dos próprios delatores

    • em tempo…

      autoria mesmo também só de quem possui cartão de débito automático com limite de 1 milhão de dólares

      perguntem a qualquer um desses empresários se algum dos seus parentes possui algo parecido

      tenho certeza que não

      porque eles sabem dar valor ao dinheiro que vem do trabalho de cada grupo

  7. O recurso à tática de abdicar

    O recurso à tática de abdicar da prerrogativa da manifestação oral foi inteligente no sentido do depoente não se submeter aos contraditórios que certamente viriam por parte do Parquet e do Juízo como também ir bem mais além do que certamente permitiria o Juiz Moro. A impressão que passa é que este ficou surpreso com a decisão do réu(ou indiciado, não sei bem a sua situação atual).

    Também é evidente que nas entrelinhas o empresário joga a culpa por eventuais dolos ao “meio-de-campo”, aos executivos de cada empresa do grupo envolvidas no processo, dadas algumas ênfases, a começar sua condição de gestor-mor do grupo empresarial em nível mais alto que a mera execução de procedimentos rotineiros numa empresa. Mesmo porque já está provado que houve o repasse de recursos para diretores da Petrobras.

    Acredito que seja condenado em primeira instância face principalmente as explicações não convincentes acerca das contas abertas na Suíça que serviram de canal para o pagamento das propinas. É certo que recorrerá até as últimas instâncias porque tem condições de bancar um grupo de advogados de primeira linha. Se será inocentado nessa saga, aí me esquivo de palpitar.

    • Não entendo, uma empresa

      Não entendo, uma empresa multinacional, que atua em dezenas de países, não pode ter contas bancárias mundo afora?

    • Essas deduções que você tirou

      Essas deduções que você tirou foi desse questionário anexo?
      Não consegui ver essa comprovação de pagamentos que citados, ao menos, não nesse depoimento escrito do Marcelo Odebrecht.
      E acredito que dizer que o Marcelo Odebrecht está transferindo as responsabilidades possíveis para seus diretores, é uma ilação, nos mesmos moldes que faz a PF e o MPF, isso não dá para se supor a partir do questionário, a não ser que se tome como verdade que o mesmo está mentindo.
      Em resumo, é apenas um palpite.

      • Não é uma ilação.
        Se vc é
        Não é uma ilação.

        Se vc é dono de uma empresa que foi pega pagando propina, a responsabilidade é sua, mesmo que quem tenha pago tenha sido seu diretor.

        • Vou mais além, se a empresa

          Vou mais além, se a empresa houvesse construido um préido de apartamentos e você tivesse comprado um deles, seria também solidário, iria em cana tambem . . . .

    •  A tática de abrir mão da

       A tática de abrir mão da manifestação oral também se deve a evitar dar material para o que Marcelo Odebrecht classificou como “publicidade opressiva”,  no popular, dar carne e sangue para o Jornal Nacional e congêneres fazerem uma edição canalha e pintar o acusado como culpado e o Moro como herói da classe média obtusa e crédula.

      Não permitir a exploração pela mídia foi também um drible no PIG, não contavam com isso. Espera-se que os demais réus que ainda vão depor, aprendam a lição.

  8. Corrupção Nunca Mais – a Solução do problema – Blockchain

    Today Corrupt Officials Spend Your Money—Tomorrow Blockchain Will Stop Them

    BY ON OCT 20, 2015FEATUREDFUTUREFUTURE OF WORKGRAND CHALLENGES 7,856  2   

    Companies are integrating blockchain technology into ledgers, using it to track diamonds and ensure fair land distribution. The projects are first steps toward making governments and industries more transparent and eliminating fraud and corruption.

    Honduras has had the world’s highest murder rate for years. The Transparency International organization’s Corruption Perception Index ranks Honduras 122 out of 175 countries and describes the transparency of the country’s budgets as ‘Scant to None’.

    For more than eight weeks over the summer, protesters took to the streets, demanding answers and reforms in the wake of the latest corruption scandal, in which the former director of the Honduran Social Security Institute and his colleagues allegedly pocketed more than $200 million to pay for sports cars, mansions and generally lavish lifestyles.

    Part of that answer might be blockchain technology.

    Honduras may not seem the most likely nexus of a digitally driven revolution. But a blockchain pilot project currently underway in the Latin American country—one of a handful of similar ventures—could reshape public governance and decimate the risk of crime, fraud and corruption in governments, as well as across industries.

    What Is Blockchain?

    Blockchain was conceived as part of a system to track and verify transactions of the cryptocurrency bitcoin. A distributed network of computers verifies all bitcoin transactions and attaches encoded information about these transactions in blocks to a public digital ledger.

    Blockchain.

    In other words, this distributed digital ledger has information on every bitcoin, including who had it before you did and who authorized moving it from one owner to another. Further, because of its massively distributed nature, it is nearly impossible to tamper with the blockchain ledger.

    Which is why blockchain is becoming an incredibly diverse tool with applications beyond bitcoin.

    It is possible to attach other kinds of information to the blockchain and possible to use things other than bitcoin for the transaction itself. This means blockchain can be used to securely and transparently track things like transferrals of — or changes made to — everything from documents for financial transactions to physical objects like diamonds.

    The company Everledger, for example, is developing a solution to prevent insurance fraud with diamonds. Everledger includes 40 unique data points about any individual stone, along with other identifiers. Every time a stone changes hands, the ledger is updated, and if it’s reported as stolen, the ledger also records this, making it difficult for thieves to resell the stone, or for owners to file a false insurance claim and resell the stone.

    Land Ledgers as a Stepping Stone

    The Honduras pilot project is a joint venture between the government and Factom and Epigraph, two Texas-based companies who are collaborating on a next-generation title registry utilizing the blockchain.

    An old ledger page lists transactions. Blockchain is a ledger for the digital age.

    The plan is to use their solution in the country’s land registry ledger system.

    Today, the land registry system in Honduras is controlled and updated by government officials. The closed nature of the system means that the data are not secured and are thus susceptible to manipulation. The same applies to many similar government ledgers around the world.

    This sort of setup has, for example, led to consternation in some countries over the apparently disproportionate number of current and former civil servants owning prime beachfront real estate.

    With blockchain, it’s possible to make changes to public ledgers more efficiently. Meanwhile, anyone can see exactly who has authorized a given change to, for example, a land registry ledger.

    “Distributed architecture, immutability and transparency are the three main attributes that allow blockchain-based apps to combat fraud and corruption,” says Abhi Dobhal, VP of Business Development at Factom. “The most well-known blockchain, the Bitcoin blockchain, is secured by more computational power than all the Google servers combined.”

    Dohal describes how this makes it impossible to hack and change data. Any data or transactions secured through the blockchain are essentially “piggy backing” off the security of the Bitcoin network.

    Blockchain is securely distributed across a wide network of computers. (Image: Partial map of the internet in 2005.)

    “No amount of money or threats can undo what’s been done without leaving an auditable trail,” he says.

    The effect of similar blockchain ledgers on governments across the world would be vast.

    World Bank calculations from 2009 show that corruption, bribery, theft and tax evasion cost developing countries $1.26 trillion a year. 2014 calculations by the ONE advocacy group used a different approach, but still ended up with the figure likely being north of a trillion dollars.

    Transparency International says that the $1.26 trillion could lift 1.4 billion people above the $1.25 a day income threshold for extreme poverty — for at least six years.

    From Crime and Corruption to…Weddings?

    Oscar Darmawan, CEO of Bitcoin Indonesia says he has already helped police by using blockchain technology to track transactions end-to-end, thereby identifying payments fraud.

    Due to the nature of the investigations, he declines to give details, but adds that the use of blockchain in public governance and payment has the potential to create changes on a large scale.

    “The prime strength of blockchain is that it is open and transparent,” he says. “Deployed on a government level, it leads to possibilities of tracking any transactions a government or government official makes.”

    Darmawan recently used a blockchain smart contract in a slightly different way—to document his marriage.

    “Vows were filed and automatically pushed into bitcoin blockchain ledger using OP_RETURN. We marked our oath down in the Bitcoin blockchain so it will be reserved for eternity,” he says.

    Future Possibilities Keep Growing—But Challenges Remain

    The future possible implementations of blockchain technologies are ever-expanding.

    Insurance fraud systems like the one being developed by Everledger could cover almost any kind of rare artifact, and in the longer term, perhaps regular household objects.

    Digital transparency via blockchain may be disruptive—but there’s more work to do in the near term.

    In governments and public institutions, combating corruption with greater transparency could also be applied to politicians themselves. For example, a politician’s record of project funding, potential conflicts of interest, campaign contributions and voting record could be immediately available through a public distributed ledger.

    But Oscar Darmawan thinks this future is still some ways off. He argues that the first use of blockchain in public institutions will be smart contracts, including ledgers. Later, blockchain could be used to give full transparency to payments and budgets of companies, governments and NGOs.

    There are also both technical and practical issues standing in the way of blockchain.

    The limit on the amount of information that can be attached to a given transaction and the number of transactions that can be made a minute are technical challenges which need to be addressed.

    Practically, countries, companies, NGOs and institutions — as well as general populations — need to agree on the desired levels of transparency. For example, an NGO engaged in girls’ education in Afghanistan would be remit to give full transparency, as it might let extremists identify and target the teachers. Similar situations might arise in government settings.

    The technology’s speed makes these discussions all the more pertinent.

    Over the last couple of years, side-chains, where the code of blockchain can be altered and further developed separately for specific projects, has accelerated development. At the same time, the Bitcoin blockchain is far from alone. Other solutions using blockchain ledger technology, like Ethereum and Pebble, are emerging.

    If the current projects prove successful in diverse areas like diamond fraud and land registry ledgers, the question very quickly becomes one of how to create similar solutions in other areas — whether you are a government, an NGO, an industry like finance or an individual company.

    Image Credit: Shutterstock.comdeavmi/Wikimedia Commonspeagreengirl/FlickrThe Opte Project/Wikimedia CommonsAndreas Frank/Wikimedia Commons

  9. Marcelo Odebrecht cancelou o show de Sérgio Moro

    Do Tijolaço

    Arriscada, provou-se eficiente a estratégia de Marcelo Odebrecht hoje ao, finalmente, ser interrogado pelo Juiz Sérgio Moro, depois de 133 dias mofando na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

    Quem esperava um depoente raivoso ou, ao contrário, amedrontado, não viu uma coisa ou outra.

    A quem assistiu, ficou a impressão de alguém muito disciplinado e focado no que pretende, juridicamente.

    E o que pretende a defesa de Odebrecht é recolocar o processo no rito convencional: a Polícia e o Ministério Público produzem provas e o acusado as contesta.

    Ninguém tem a obrigação de responder a perguntas genéricas do tipo: “como eram seus negócios com a Petrobras?”, “o senhor conhece  Fulano de tal?”, “senhor já ouviu falar de tal coisa?”.

    É à PF e ao MP que competem mostrar que tal ou qual negócio era irregular, que havia uma relação criminosa com aquele Fulano e que o acusado participava da “tal coisa” ilegal.

    Óbvio que ao longo de 70 anos de história de uma empreiteira, mãos foram molhadas em n+1 ocasiões e nem se quer aqui santificar empreiteiro que, como se sabe, não vai para o Céu no juízo final. Mas não é disso que se tratava em qualquer tribunal que não seja aquele do Dr. Moro: é de um caso específico, com negócios específicos, com pessoas e pagamentos específicos.

    Achar que uma potência empresarial do tamanho da Odebrecht, com mais de 150 mil empregados e estabelecida nos Estados Unidos, África, Oriente Médio e Europa funcione como um botequim, onde o filho do português controla o caixa com um lápis detrás da orelha, é algo que não pode passar pela cabeça de qualquer um de bom senso.

    E seu executivo sabia que seria isso o que se preparou para seu interrogatório.

    Espertamente, escapou disso e ateve-se aos pontos que o Ministério Público apontou em sua denúncia.

    Até porque, claro, sabe que apresentar defesa a Sérgio Moro é o mesmo que cumprir tabela em campeonato decidido: nada do que disser ou provar servirá para inocentá-lo ou mitigar sua condenação.

    Ele já está condenado e sabe disso.

    Como todos estão na vara do Dr. Sérgio Moro e já estavam há meses, desde que as investigações se iniciaram com um projeto de “culpas” muito bem definido.

    Marcelo Odebrecht fez o que desejava no interrogatório de hoje: demonstrar que não aceita o jogo de cartas marcadas de um julgamento que já tem sentença pronta antes mesmo de ser oferecida a denúncia.

    A sua batalha não será em Curitiba e hoje ele mostrou que é para ela que se guardou, evitando qualquer novo dano.

    http://tijolaco.com.br/blog/marcelo-odebrecht-cancelou-o-show-de-sergio-moro/

     

    • Advogado Nabor Bulhões vai

      Advogado Nabor Bulhões vai desconstruir as farsas da lava jato nas instâncias superiores. Parte dos seus fundamentos estão contidos nas perguntas e respostas do depoimento escrito dado ao juiz Sergio Moro por Marcelo Odebrecht.

       

  10. Santayanna: A engenharia brasileira não depende de corrupção

    Do Tijolaço

    Santayanna: A engenharia brasileira não depende de corrupção

     

    As grandes empresas de engenharia do Brasil, demonizadas pelo Dr. Sérgio Moro, não são escritórios de corrupção montadas por aventureiros. Representam um conhecimento acumulado que é não só uma das principais forças motrizes do desenvolvimento de um país gigantesco, com quase tudo “por fazer” mas, também, um dos braços de nossa economia que se projeta internacionalmente, disputando mercado e fazendo frente às “honestíssimas” empresas do gênero nos países ricos (alguém aí já ouviu falar na Halliburton?).

    Mauro Santayana, a propósito da vitória da Odebrecht – em sociedade com a espanhola Aciona – na disputa de um contrato para a construção da linha 1 do metrô de Quito, capital do Equador no valor de US$ 1,72 bilhão (quase R$ 7 bilhões), mostra o quanto é criminosa a criminalização deste raro setor industrial em que temos – e logo deixaremos de ter, talvez – proeminência mundial.

    Ah, e  a concorrência foi feita por ninguém menos que o Banco Mundial e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, não por um “amiguinho” qualquer.E sem dinheiro brasileiro, público ou privado, para financiar o ótimo negócio, o que já não se pode fazer para não ser colocado nas listas curitibanas. Os bancos estrangeiros agradecem.

     

    Apesar da Lava-a-Jato, Odebrecht vence licitação para
    o Metrô de Quito, sem um tostão de financiamento nacional

    Mauro Santayana

    Contrariando a tese da Operação Lava-a-Jato, da qual emana o discurso de que houve um conluio para a “criminosa” obtenção de obras para empresas nacionais de engenharia no exterior, com o “criminoso” financiamento do BNDES, para a “criminosa” geração de milhares de empregos, dentro do Brasil, em milhares de “criminosas” pequenas e médias empresas e fornecedores, para a “criminosa” exportação de serviços e produtos, para “criminosas” obras no exterior, como o “criminoso” Porto de Mariel, em Cuba – que os hitlernautas não perdoam a uma das maiores empresas do país – mesmo com o seu principal executivo, preso, há quatro meses, e ameaçado de permanecer indefinidamente na cadeia, a Organização Odebrecht acaba de vencer, em parceria equitativa com a espanhola Acciona, o edital de licitação de construção do “bolivariano” metrô de Quito, no Equador, sem a necessidade de nem um centavo de financiamento de bancos privados ou governamentais brasileiros.

    Como já mostramos em longo texto neste ano, que desmente a tese de “comunistização” da Odebrecht, ou de sua dependência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social A Odebrecht e o BNDES o Brasil financia menos de 10% de sua carteira de contratos, em todo o mundo; e a Odebrecht, longe de ser “bolivariana” está fortemente implantada em Miami e nos EUA, o país – ao menos em tese – mais capitalista do mundo.

    Isso faz dela, no lugar de uma empresa dependente do governo brasileiro, ou de “consultorias” do PT, ou de ex-presidentes da República, uma organização cada vez mais global, que tenderá a se afastar, também, cada vez mais do país que lhe deu origem, diante do clima de terror absurdo, kafkiano, imposto por uma Justiça e um Ministério Público, algumas vezes inexperientes – e outras vezes com “experiência” demais – messiânicos e seletivos, que se transformaram na matriz midiática de um novo Plano Cohen, marcado pela contaminação de vastas parcelas da sociedade pelo ódio ideológico, o preconceito, a virulência, a discriminação, pelo vira-latismo antinacional, a desqualificação e o vilipêndio de tudo o que for brasileiro, como ocorre também, por exemplo, com a Petrobras.

    http://tijolaco.com.br/blog/santayanna-a-engenharia-brasileira-nao-depende-de-corrupcao/

     

  11. O que Marcelo Oldebrecht evitou foi …

    O que Marcelo Oldebrecht evitou foi virar capa da Veja e reportagens do JN. E por que isto? Simplesmente porque seu advogado que pensou um pouco, verificou que o esquema sem a imprensa não funciona, e imprensa não lê nem trabalha com os depoimentos escritos.

    Se ele tivesse falado exatamento o que estava escrito, parte de seu depoimento seria editado e mostrado de tal foerma como uma confissão de culpa, ele esvaziou o circo.

    Acho que daqui por diante os outros advogados vão empregar a mesma tática, e a vaza a jato vai perder fôlego.

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