O papel de Magno Malta em uma falsa acusação de pedofilia

Senador pensou em forjar a morte de cobrador de ônibus e, com ajuda de delegado e legista, criou factoide contra o pai de família 
 
Foto: Agência Brasil/Arquivo
 
Jornal GGN – Em 2010, o senador Magno Malta (PR) ganhou os holofotes dos noticiários brasileiros ao expor o caso de um suposto estupro de uma criança pelo próprio pai com a conivência da mãe. A matéria a seguir, do Século Diário, remonta a história incluindo a absolvição do cobrador de ônibus Luiz Alves de Lima, que relatou torturas físicas e psicológicas nas dependências do Centro de Detenção Provisória de Cariacica (CPDC) de onde saiu cego de um olho e com visão parcial de outro.
 
Sobre a atuação direta de Magno Malta que levou à sua prisão, o cobrador conta que o senador planejou, inicialmente, sua morte, detalhando as falas: 
 
“Ele não pode chegar ao presídio. Tem de descartar antes de chegar lá”. Disse mais: “Manda chutar a porta e correr. Um tiro pra cima, pra confirmar no exame de balística. Depois resolve (mata) com  outro tiro”. Por alguma razão, Luiz não foi morto mas foi levado ao presídio onde sofreu tortura durante nove meses. Acompanhe a matéria a seguir.
 
 
 
O cobrador Luiz Alves de Lima, preso após exposição na CPI, foi inocentado pela Justiça
 
Com o objetivo de ganhar os holofotes da mídia na véspera de disputar a reeleição para o Senado, em 2010, o senador Magno Malta (PR) é acusado de usar uma menina de dois anos e seus pais. O pai respondeu por estupro à criança e a mãe por ter sido conivente com o fato. 
 
O senador colocou o caso na mídia do Estado e do país na época, ganhando espaço até na imprensa internacional, legitimando a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, rebatizada de CPI dos Maus-Tratos, da qual ainda é presidente.  
 
Seu alvo principal foi o então cobrador de ônibus Luiz Alves de Lima, à época com 35 anos, acusado de ter violentado a própria filha, então com dois anos. O acusado passou nove meses preso, até ser declarado inocente pela Justiça. Luiz mora em Vitória.
 
Tortura física
 
Luiz Alves de Lima relata que foi torturado fisicamente nas dependências do Centro de Detenção Provisória de Cariacica (CPDC), até quase ser morto. Dentre as práticas de tortura a que foi submetido no local, aponta asfixia com sacola na cabeça; choques elétricos, principalmente no órgão genital; e surras. 
 
Dia sim, dia não, segundo ele, era colocado amarrado dentro de tonel de água gelada. Como consequência das torturas, diz que ficou cego do olho direito e tem visão parcial do esquerdo (só enxerga entre 20 e 25%). Afirma que também teve dentes arrancados por alicates, mas as marcas visíveis da tortura não podiam ser observadas por seus familiares: a Polícia impedia a presença dos seus parentes na prisão nos dias de visitas, como conta Luiz. 
 
Comando
 
A tortura psicológica, apontam os relatos de Luiz Alves de Lima, foi presidida pelo próprio senador Magno Malta e teria contado com a participação de dois delegados da Polícia Civil, Marcelo Nolasco e Márcio Lucas Malheiros de Oliveira. Magno Malta, como afirma o cobrador e matérias publicadas na época, convocou a imprensa local e nacional para apresentar o acusado – ele o chamava de estuprador –  e o caso explodiu nas televisões, rádios e jornais. O caso rendeu reportagens e notícias durante meses, quando Magno Malta aparecia como o herói que descobriu o caso e puniu o culpado.
 
Há um coadjuvante citado pelo cobrador por ter tido participação decisiva no caso, o médico legista Rogério Piontkowski, que sustentou o indiciamento e a ação penal. Ele atestou o rompimento do hímen da criança e o comprometimento anal. Isso no dia que os pais foram presos. 
 
Rogério Piontkowski, médico legista da Polícia Civil do Espírito Santo, concluiu: “Submetida a Exame de Conjunção Carnal e Coito Anal em 24/4/2009, foi atestado ‘ruptura himenal antiga em 11 e 2 horas’, ou seja, o desvirginamento da vítima”, conforme o laudo, como cita o juiz que deu a sentença que inocentou o pai sete anos depois. Neste dia, Luiz Alves de Lima tinha permanecido em casa, enquanto sua mulher trabalhava fora. 
 
Posteriormente, uma perita judicial, a médica Clicie Cristina Lima Turra, afirma em laudo que a criança era virgem. “… Foi observado genitália compatível com a idade. Hímen anular íntegro. Ausência de lesões de natureza violenta na genitália externa, períneo e ânus”, atestou a perita ao juiz, em 2012. Aí a história já favorecia os denunciados.
 
No começo, o show
 
A vida do casal Luiz Alves de Lima e Cleonice Conceição Silva, então com 23 anos, virou de ponta cabeça no dia 25 de abril de 2009. Foi quando a Polícia Civil prendeu o casal sob acusação de suspeita de abuso sexual de sua filha. O caso chegou à Polícia a partir de denúncia do Conselho Tutelar.
 
Durante três dias o casal esteve preso, mas não foi ouvido. A razão só se conheceu depois, como aponta o cobrador: o senador Magno Malta queria participar da “oitiva”. Passado esses dias, chega o senador. Investido da sua condição de presidente da CPI da Pedofilia no Senado, convocou um batalhão de jornalistas.
 
Magno Malta, que é bacharel em Teologia, pastor evangélico e cantor gospel, queria publicidade e a teve. Mas parecia querer também exercer a função de juiz. E teria se emplacado neste posto. 
 
Colocou sob sua batuta o delegado Marcelo Nolasco, que consentiu dar entrevista tendo na mesa de trabalho que ocupava a inscrição “Todos contra a Pedofilia”, marca cunhada por Magno Malta. Posou para fotos na imprensa nesta situação.
 
O coadjuvante do delegado Marcelo Nolasco (foto à direita) foi o também delegado Márcio Lucas Malheiro de Oliveira. Foi Márcio Lucas quem estava de plantão no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) e recebeu o casal denunciado na delegacia. Fez o pedido de prisão preventiva contra o casal, mas Luiz Alves de Lima afirma que sequer foi encaminhado para realização do exame de corpo de delito, como manda a lei.
 
O delegado Márcio Lucas Malheiro de Oliveira “ouviu o pouco que queria” e teria apontado arma para a cara do casal. Como relata Luiz, colocou a pistola na boca da mulher e exigiu que ela o denunciasse como culpado, intimidando ainda com socos e ameaças para que um dos presos acusasse o outro.
 
Cleonice Conceição Silva, a companheira de Luiz, começo a pagar com pena de prisão: foi encaminhada para presídio em Cariacica. Dois dias depois, a situação se degringola, com a chegada do senador Magno Malta e sua “trupe” ao DPJ de Vitória, jornalistas inclusos. O show já estava preparado, com exposição do casal, e particularmente, de Luiz Alves de Lima. 
 
O senador foi convidado pelos dois delegados, Marcelo Nolasco e Márcio Lucas Malheiro de Oliveira. Magno Malta, prossegue Luiz Alves, decidiu com os delegados que ele não seria mandado ao Departamento Médico Legal (DML) para exame de corpo de delito.
 
Isso porque, segundo o preso, conseguiu irritá-lo ao extremo, ao afirmar durante sua apresentação, olho no olho, que ele não podia usurpar a função da Justiça, tampouco do Ministério Público. “O senador chegou a esmurrar a mesa com força”, completa. 
 
E deu a seguir um passo em frente, afirma o acusado, “tramando sua morte”. Como? Queria impedir que o acusado chegasse ao presídio, forjando suposta fuga. Quando a imprensa deixou o local, afirma Luiz Alves de Lima, Magno Malta deu ordem aos delegados, na presença dele, de que não poderia chegar ao presídio. 
 
Luiz relata que o senador disse aos delegados: “Ele não pode chegar ao presídio. Tem de descartar antes de chegar lá”. Disse mais: “Manda chutar a porta e correr. Um tiro pra cima, pra confirmar no exame de balística. Depois resolve (mata) com  outro tiro”.
 
Por alguma razão –  talvez a mão Divina, como filosofa o acusado – a sentença de morte dada pelo senador Magno Malta deixou de ser cumprida. Luiz foi para o presídio, onde denuncia ter sofrido torturas por nove meses. 
 
Intimidação
 
Ainda na Delegacia, os relatos do acusado ressaltam que Magno Malta intimidou suas duas outras filhas, de 11 e 12 anos. Elas estavam desesperadas com a prisão do pai e com o batalhão de repórteres que acompanhavam o caso.
 
Magno Malta teria chamado as crianças em uma sala e dito para elas fazerem um exame. “Se este exame der negativo, eu solto seu pai agora”, prometeu, como conta Luiz. O acusado afirma que as crianças aceitaram e acompanhadas da mãe foram ao Departamento Médico Legal (DML). Os exames, garante, revelaram que eram virgens.Mas a promessa do senador Magno Malta não foi cumprida. 
 
Luiz se revolta ao fazer a denúncia: “Ele usou não só a mim, mas desrespeitou minha família, inclusive minhas filhas. Um dia terá que pagar por estes crimes”. 
 
O relatório da Polícia 
 
A vida do casal Luiz Alves de Lima e Cleonice Conceição Silva mudou quando a mãe notou ferimento na entrada da vagina da filha de dois anos. A criança se submetia a tratamento contra oxiúros – verme que produz intensa coceira – e a levou à pediatra Rosalva Grobério Pazó. A médica examina a criança. Tempos depois, em depoimento, esta médica daria precisão ao momento: “… em fevereiro [de 2009] não havia ruptura do hímen” e que “… um hímen rompido não se restabelece”, como cita o promotor que, a esta altura, em 2015, pediu ao juiz a absolvição de Luiz Alves de Lima.
 
Mas em abril de 2009, a médica ginecologista Cássia Gonçalves atendeu a menor de dois anos em substituição à sua colega, que havia saído de férias. 
 
Esta médica desconsiderou que a criança tratava oxiúrus (o verme que produz intensa coceira) e que no quintal da sua casa uma irmã de Cleonice criava 11 cachorros em péssimas condições de higiene e que a criança brincava com os animais. Também desconsiderou ou não leu o prontuário da criança. 
 
Segundo depoimento citado em juízo pela psicóloga Aline Lopes de Souza, a médica Cássia Gonçalves diagnosticou ruptura do hímen da criança. E encaminhou o caso para  o Conselho Tutelar. O caso foi, então, levado à Polícia. 
 
Diz o delegado ao juiz  em seu relatório, que o exame feito pelo legista do DML teria comprovado o “defloramento” da criança: “… O que temos de concreto, Excelência, é uma menina de dois anos deflorada. E isto alguém fez”, afirma. Ele também cita que o acusado protestou inocência. Mas que “… Entendo que pesa em desfavor do acusado o fato de ficar sozinho com a criança durante todo o dia, período em que a mãe permanece trabalhando…”.
 
Depois de historiar o caso, sem nenhum constrangimento, diz o delegado Marcelo Nolasco de Abreu  ao juiz: Clique para continuar lendo. 
 

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14 comentários

  1. Exemplo de homem de família…
    Tais quais os que gritavam “queima, queima” nas execuções de 100 mil “bruxas” da inquisição

    Por isso que digo que deos não existe. Se existisse não se deixaria representar tão mal aqui na terra.

    • Deus existe sim, todo bem que

      Deus existe sim, todo bem que existe na terra vem dos que coloca DEUS acima de tudo, o mal vai sempre te oferecer algo em troca da renúncia de Deus, e muitos aceitam imediatamente, é o caso de alguns “pastores” que na verdades são Predadores.

      Deus está acima de todo Homem, que quer exercer poder sobre outro Homem, é muito triste Pai de familia leva esposa e filhos e entrega aos PREDADORES, isto não é Pai, nenhum animal faz isto, mas mais da metade da população está agindo assim, falta de Cultura e preguiça de ler e procurar ler e entender a Biblia em casa com sua familia, paga carissimo para estes picaretas ler ao modo deles.

  2. Corre um vídeo na Internet –

    Corre um vídeo na Internet – You Yube – com esse pai, desesperado, narrando exatamente o que está descrito no post acima. Fiquei na dúvida, visto essa série de mentiras. Todavia, aguardei esse momento para dar minha opinião sobre Magno Malta, e sua bandeira de honradez, de homem preocupado com as família brasileira, que, a meu juízo, não merecia respeito e atenção pelo que sabemos de sua vida como político. Ele, Feliciano, e tantos outros, são farinha do mesmo saco. Um bando de mentiroso, de falsos cristãos, infiltrados na política para juntarem riquezas e poderes, enquanto engambelam os incautos. 

    E Magno Malta, pasmem, encontrou em Datena, e sabe-se lá em quantos mais seguidores desse apresentador de programas polialescos, sensacionalistas, que são iguais ou piores que Magno Malta. 

    Foi nos programas de Datena que esse Capichaba desavergonhado, sacana, fez muito de suas campanhas, sempre se dizendo em defesa das crianças, e contra os pedófilos. Cheguei a assistir alguns, em que o espanto de Datena em ver umas imagens que o senador mostrava, mas que dizia serem impróprias para o horário, deixando-me com uma pulga na orelha, porque além das narrativas do canalha, sobrava o espando do canalha-apresentador, sem, contudo, apresentarem coisa nenhuma posível de dar validade aqueles caros minutos de propaganda de um candidato.

    Esse senhor, pai de uma criança, que ele mesmo diz ter conduzido ao hospital por estar muito sofrida com uma infecção de oxiúros, como foi primeiramente diagnosticado o problema, também conta que ficou admirado de ser levado à delegacia e lá ter visto a presença de Magno Malta. Ou seja, tudo partiu desse sujeito, que na condição de parlamentar, viu-se com autoridade para mandar prender, e até matar um cidadão de bem.

    Seria bom que Datena e outros sensacionalistas de programas imundos como os dele, viessem agora a público, não mais para elgiar um sacripanta como Magno Malta, mas para mostrar que ele é sacripanta, bandido, e o que fizera com uma pobre família que há de carregar até a morte essa tajédia que caiu sobre sua família por uma mentira produzida. 

    Depois ainda há quem negue que a gente tem que ter muito medo do guarda da esquina. Eles reproduzem tudo que mandavam e mandam os generais de plantão, ávidos pelo sangue dos inocentes,

  3. Poucas vezes me senti tão
    Poucas vezes me senti tão impotente quanto ao assistir o depoimento de Luiz Alves de Lima nesse vídeo estarrecedor.
    O mais grave, o gravíssimo é constatar que Magno Malta ainda esteja dando as cartas e exibindo um Ministério.
    Como isso foi possível?
    O Brasil dispõe de uma imprensa venal e as instituições do Estado estão ideológisadas.
    Num país civilizado Magno Malta estaria fora do convívio social.

    O depoimento https://youtu.be/jDnWZu2FZGA

    • Acho incrível

      Fato acontecido a 7 anos. Lendo a reportagem, parce que nada aconteceu aos nobres membros da polícia. Pena que a reportagem não cita ( ou realmente nada aconteceu). Ao nobre senador talvez aconteça um ministério caindo-lhe na cabeça.

  4. Acusação de pedofilia
    Chama o Super Moro, Ministro da Justiça, para desenganar se o Juiz que inocentou o acusado deve ser punido ou se o senador ou quase ex senador deve responder as acusações por diversos crimes que lhe são imputados. Fazer o que ele não fez com o cobrador; dar o direito de defesa e contraditório num JUSTO processo Legal.

  5. O governo Bozo edta repleto
    O governo Bozo edta repleto de bandidos. Malta,moro, onyx. O próprio Bozo,etc
    Nosso país será destruído naquilo que sobrar depois do desastre temer.
    E pensar que vem por aí desastre pior ainda

    Que pais resiste a duas tragédias seguidas?

  6. Religião é um perigo.

    As pessoas de boa fé buscam a religião por diversos motivos nobres, porém, viram presas fáceis de CANALHAS que os manipulam para tirarem proveito de poder e financeiro.

    Esse senador nunca me enganou.

    Sempre achei que se tratava de mais um oportunista sen escrúpulos que faria qualquer coisa por poder e dinheiro.

    Agora só falta o Bozo criar um ministério para esse crápula escapar de um julgamento na justiça comum.

    Que seja denunciado e que pague exemplarmente pela destruição da vida e da família deste cobrador.

    É como diz o ditado:

    FÉ DEMAIS, NÃO CHEIRA BEM…

  7. Um camelo em busca de um Deserto

    http://bahia.ba/politica/tem-de-arrumar-um-deserto-para-esse-camelo-diz-mourao-sobre-malta/

    Aconselhado a manter discrição durante campanha eleitoral, o general Hamilton Mourão voltou a causar desconforto com as suas falas. Ele cutucou o senador Magno Malta (PR), derrotado após tentativa de reeleição no Espírito Santo e agora cogitado para assumir um eventual “Ministério da Família”. A ideia é integrar as pastas de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social.

    Mourão comparou o pastor evangélico a um “camelo” e afirmou que teria que “arrumar um deserto” para ele ficar. Malta rejeitou o convite para ocupar a posição que seria do general, de vice na chapa de Bolsonaro, e agora é um “elefante no meio da sala” que precisa “arrumar”.

    “Olha, eu não vi nada para o Magno Malta. Eu acho que ainda estão discutindo. Tem que resolver esse caso. É aquela história, ele desistiu de ser vice do Bolsonaro para dizer que ia ganhar a eleição para senador lá no Espírito Santo. Agora ele é um elefante que está colocado no meio da sala e tem que arrumar, né? É um camelo, e tem que arrumar um deserto para esse camelo”

  8. O HORROR!!!

    Esta é a corja que estará no poder exigindo respeito à autoridade e aos representantes de instituições. Meu estômago está embrulhado. Não se de ódio, nojo, impotência, medo…

    Me coloco no lugar de qualquer membro desta família e quase não dá pra suportar a revolta. Montros! Montros! Monstros! O Malta e todos que comporão este desgoverno sujo! Que gente é esta?! E que povo é este que com certeza vai sublimar algo tão hediondo e dizer, como os fascistas da ralé alemã: “Mas, eu não sabiiiiiia!!!”

    Já se esqueceram dos netos do Macedo? Com certeza, sim! Acharam uma desculpa pra chamar o fato de fake news. 

    Talvez este seja o principal traço do fascismo: as pessoas escolhem no que acreditar. Não se curvam nem ao que enxergam pessoalmente. Não é uma vítima que levou um soco. É mão do agressor que tomou uma cabeçada.

    Se isto não virar escândalo, não sei mais o que seria capaz de indignar o brasileiro.

  9. + comentários

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