PMs que arrastaram corpo de mulher no Rio de Janeiro são inocentados

Corpo de Cláudia Ferreira foi arrastado por 350 metros depois de ser jogado do camburão; para Justiça, morte foi erro de execução

Crédito: Reprodução/ X

Dez anos depois do crime que chocou o país, os policiais militares apontados como suspeitos por matar e arrastar a auxiliar de serviços gerais Cláudia Ferreira, na Zona Norte do Rio, foram inocentados pelo juiz Alexandre Abrahão Teixeira, do 3º Tribunal do Júri.

Os policiais respondiam por homicídio e remoção do corpo da auxiliar, mas de acordo com o entendimento do juiz, os PMs teriam atirado em traficantes, em legítima defesa, para repelir a injusta agressão provocada pelos criminosos. Por erro de execução, atingiram Cláudia

Crédito: Reprodução/ X

Foram inocentados o capitão Rodrigo Medeiros Boaventura, o sargento Zaqueu de Jesus Pereira Bueno, os subtenentes Adir Serrano Machado e Rodney Miguel Archanjo, o sargento Alex Sandro da Silva Alves e o cabo Gustavo Ribeiro Meirelles. 

A auxiliar de serviços gerais foi baleada no pescoço quando saiu de casa, no Morro da Congonha, para comprar pão. Os PMs então a colocaram na viatura, a fim de socorrê-la, mas no caminho para o hospital, o compartimento da viatura abriu, o corpo de Cláudia foi jogado para fora do veículo e ela foi arrastada por 350 metros. 

A cena foi registrada por um cinegrafista amador, o que levantou a suspeita de que a causa da morte seriam os ferimentos causados durante o trajeto ao hospital. Mas o atestado de óbito aponta que a morte foi consequência do tiro.

Camila Bezerra

Jornalista

2 Comentários

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  1. A degradação de juízes evolui com sequências inacreditáveis. E por conta destes, o Poder Judiciário merecidamente na minha opinião, assiste sua imagem ser manchada e nos transmite a impressão que pouco fará para se recuperar, se para isso tiver que ir contra o suspeito, poderoso e imoral corporativismo.
    Quem tiver dúvidas basta pesquisar na Net, as absurdas e não menos suspeitas absolvições recentes.

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