Por omissões, PGR rescinde acordo de delação de Wesley Batista

Jornal GGN – A Procuradoria-Geral da República (PGR) rescindiu os benefícios do acordo de delação premiada do empresário Wesley Batista, irmão de Joesley, do grupo J&F, e do assessor jurídico da empresa Francisco de Assis. A decisão foi tomada após a procuradoria concluir que os dois omitiram informações nas delações.
 
Segundo Raquel Dodge, a procuradora-geral, uma das omissões está a participação do ex-procurador Marcelo Miller, acusado de prestar serviços ao grupo enquanto estava na procuradoria.
 
Em nota, a PGR aponta que as mensagens trocadas no grupo deixam claro que Marcelo Miller prestou relevante assessoria ao grupo, para que finalizassem os acordos de leniência e de colaboração premiada.

 
O pedido formal de rescisão foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, no Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator dos processos originados das delações de integrantes do grupo J&F, que tem a função de homologar. No pedido, a procuradora-geral afirmou que as provas que estão no acordo vão continuar válidas, mesmo diante da anulação do acordo.
 
Segundo o documento enviado ao STF, Dodge mencionou mensagens de celular constantes nos aparelhos de Joesley Batista, irmão de Wesley, que também teve o acordo de delação rescindido. Em uma das mensagens, Joesley indaga ao ex-procurador se ele ainda estava na PGR, se trabalharia no dia seguinte ou se já seria o último dia.
 
Para a PGR esta mensagem evidencia que todos do grupo sabiam que Marcelo Miller ainda era procurador no período em que assessorava os colaboradores e a empresa nos acordos a serem firmados com o Ministério Público Federal. Miller deixou de ser procurador somente no início do mês de abril de 2017.
 
Dodge ainda levou em conta para rescisão do acordo o fato de Wesley ter sido denunciado na Justiça por crime de insider trading (informação privilegiada), sob suspeita de ter usado informações obtidas por meio de acordos de delação para vender e comprar ações da JBS no mercado financeiro.
 
‘Reiterando entendimento exarado na PET 7003, a decisão do MPF de rescindir o acordo de colaboração significa que o colaborador voltará a estar sujeito, de modo irrestrito, à ação penal, sem direito ao prêmio inserido no acordo. Por conseguinte, na condição de acusado em denúncia, será ouvido e processado na forma da lei vigente para todos’, diz a procuradoria.
 
A defesa de Marcelo Miller soltou nota negando que ele tenha atuado no âmbito privado durante o período em que esteve na procuradoria. Segundo a nota, ele já havia pedido exoneração quando iniciou seu trabalho no âmbito privado, e em atividades que não tiveram nenhuma relação com as atribuições que ainda exercia no MPF.
 

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5 comentários

  1. Só uma pergunta…

    Só uma pergunta, a rescisão do acordo de delação encerra também a denúncia contra Temer, Aécio e o Loures? Se sim, então já entendi tudo.

  2. Já em Curitiba, onde a Lei das delações não se aplica…
    O acordo foi rescindido por omissão de informações nas delações. As acusações continuam e as provas obtidas com as delações são válidas, como estabelece a lei. Já na República de Curitiba onde a Lei das delações não se aplica e que está fora da jurisdição da PGR, os procuradores confirmam que a Odebrecht escondeu informações e provas importantíssima: os sistemas informatizados que controlavam as propinas foram entregues sem as senhas e a Farsa Jato nem conferiu, nunca teve acesso. No entanto, nem falam em seguir a lei e rescindir as relações, mantendo as provas e cancelando os benefícios, que significam décadas e décadas de prisão perdoadas por Moro. Eles podem; afinal, não estão subordinados às leis nem às obrigações da Procuradoria: aplicar a lei, sem perseguir ninguém e sem escolher bandidos como seus favoritos, deixando-os com suas fortunas resultantes dos crimes e compensa ridiculamente (e ilegalmente) reduzidas Youssef, executivos da Petrobras e das empreiteiras…)

  3. por….

    Meio milhão de Empregos no Presídio. O AntiCapitalismo de Estado se vingando. A Bandidagem comandando o Estado e tentando destruir quem os afrontam. Outro meio milhão de Empregos da Odebrecht também na cadeia. Enquanto isto Loures, Aécio, Temer, Jucá, Serra, Paulo Preto, Coronel Batista,…articulando pela vingança e destruindo Empresas Nacionais. Como não dá para prender Abilio Diniz, tentam sabotá-lo na BRF. O país mais rico do planeta com a população mais miserável que existe. E tem gente que diz não entender a Latrina/2018?!! É de muito fácil explicação.  

  4. por….

    Meio milhão de Empregos no Presídio. O AntiCapitalismo de Estado se vingando. A Bandidagem comandando o Estado e tentando destruir quem os afrontam. Outro meio milhão de Empregos da Odebrecht também na cadeia. Enquanto isto Loures, Aécio, Temer, Jucá, Serra, Paulo Preto, Coronel Batista,…articulando pela vingança e destruindo Empresas Nacionais. Como não dá para prender Abilio Diniz, tentam sabotá-lo na BRF. O país mais rico do planeta com a população mais miserável que existe. E tem gente que diz não entender a Latrina/2018?!! É de muito fácil explicação.  

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