Por que Moro condenou Lula, Por José Gilbert Arruda Martins

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Foto: Pedro Olveira/Alep
 
Por que Moro condenou Lula
 
Por José Gilbert Arruda Martins
 
“Sejamos o pesadelo dos que querem roubar nossos sonhos”. É uma tremenda responsabilidade abrir este ou qualquer outro texto usando palavras do guerrilheiro argentino Che Guevara, mas o momento político brasileiro exige a ousadia. 
 
Como podemos ser o pesadelo dos caras que estão roubando sonhos de milhões de trabalhadores e trabalhadoras do país com apenas marchas, passeatas, acampamentos, discursos e reuniões?
 
Comícios, marchas, panfletagens, caminhadas, passeatas etc., parecem não surtir o menor efeito sobre a voracidade dos rentistas daqui e de fora. Do impedimento até hoje, mesmo com todas as ilegalidades cometidas pelos golpistas, nada, absolutamente nada, do que a classe trabalhadora e os movimentos sociais fizeram nas ruas e praças desse país, parece impedir o desmonte total de todo o ensaio de Estado do Bem-estar Social que existia desde 1943.

 
E, para dar continuidade ao golpe, as elites e a grande mídia, com a colaboração do judiciário na figura STF e do senhor Moro, condenaram Luís Inácio Lula da Silva em uma ação cheias de erros e absurdamente partidária. Incluo o STF porque a suprema corte se mostra incapaz de frear as ações partidárias do juiz do Paraná. 
 
Nesse contexto, precisamos pensar que o juiz de Curitiba, que se transformou em herói de parte da classe média e dos ricos do Brasil, condenou o ex-presidente Lula por várias razões.
 
Moro fez o que fez porque não temos mais coragem de lutar por nossos sonhos, somos um bando de assustados líderes sindicais e militantes teleguiados pelo consumo e pela grande mídia defensora das classes ricas. Temos medo do confronto. Somos incapazes de ir além da marcha e dos discursos fáceis.
 
Essa condenação absurda, sem nenhuma base jurídica séria, não existiria se tivéssemos a companhia de um Zumbi dos Palmares, o alagoano que foi o principal representante da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos dos engenhos, índios e brancos pobres expulsos das fazendas.
 
Moro não teria a petulância de condenar Lula se tivéssemos entre nós uma Bárbara Alencar, matriarca, centro da organização da rebelião da família, conspiradora, escritora e avó do escritor José de Alencar, nascida em Exu, interior de Pernambuco, em 1760. 
 
Uma das mulheres de quem se tem notícias a envolver-se na revolução de 1817, Bárbara participou de várias revoltas, organizou-as e fez de sua casa um lugar de encontros.
 
A “republiqueta” de Curitiba não colocaria a cabeça de fora se tivéssemos uma Maria Quitéria de Jesus que lutou nos batalhões nacionalistas nas guerras de independência e não deve ser vista como mais uma exceção em meio a mulheres inativas e silenciosas. Conta-se que comandou um batalhão de mulheres. Nascida no dia 27 de julho de 1792 na Bahia, ainda criança assumiu o comando da casa e a criação dos dois irmãos mais novos. Mulher bonita, altiva e de traços marcantes, Maria Quitéria montava, caçava e manejava armas de fogo. Tornou-se soldado em 1822, quando o Recôncavo Baiano lutava contra os portugueses a favor da consolidação da independência do Brasil.
 
Lula está sendo perseguido há mais de uma década porque não temos mais as lideranças negras muçulmanas da revolta dos Malês da Bahia de 1835: Ahuna, Pacífico Licutã, Nicobé, Dassalu e Gustard.
 
Falta num momento como este, a figura de Anita Garibaldi, catarinense, que se unindo a Giuseppe Garibaldi, participa das lutas republicanas durante a Guerra dos Farrapos, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, e posteriormente luta pela unificação da Itália, na Europa.
 
Moro condenou Lula por que não temos mais um Antônio Conselheiro, o líder sertanejo nordestino, que no século XIX lia a “Utopia” de Thomaz Morus e guiou, juntamente com seus companheiros e companheiras, a criação de uma sociedade igualitária em plena caatinga.
 
O juiz de primeira instância condenou Lula por que não temos mais um lampião e uma Maria Bonita, se tivéssemos, esse rapaz já estaria fora da magistratura brasileira pagando por seus erros.
 
Lula está sendo condenado por que não temos mais um João Cândido (o almirante negro) o líder popular que nos faz muita falta em tempos de medo e manifestações via redes sociais.
 
Falta a atuação da feminista anarquista Maria Lacerda de Moura que revela “a outra face do feminismo”. Ela questionou temas enfocados pelas mulheres da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF): a maternidade consciente, o amor livre e o direito da mulher ao amor.
 
O juiz de Curitiba, definitivamente, não teria a ousadia de condenar o maior líder popular da América Latina, se tivéssemos no cenário político brasileiro atual a presença de Francisco Julião Arruda de Paula, advogado, político e escritor brasileiro. Que nasceu no Engenho Boa Esperança, no agreste pernambucano. Advogado formado em 1939, em Recife, foi líder em 1955 das Ligas Camponesas, no Engenho Galileia.
 
Moro condenou Lula por que falta-nos em fim um Paulo Freire para nos dizer: “Quem, melhor que os oprimidos, se encontrará preparado para entender o significado terrível de uma sociedade opressora? Quem sentirá, melhor que eles, os efeitos da opressão? Quem, mais que eles, para ir compreendendo a necessidade da libertação? Libertação a que não chegarão pelo acaso, mas pela práxis de sua busca; pelo conhecimento e reconhecimento da necessidade de lutar por ela. Luta que, pela finalidade que lhe derem os oprimidos, será um ato de amor, com o qual se oporão ao desamor contido na violência dos opressores, até mesmo quando esta se revista da falsa generosidade referida.”
 
O poder e o glamour das elites sempre nos deslumbraram. E esse deslumbramento nos cegou, provocando uma espécie de indiferença, apatia moral, indolência, prostração, preguiça. De uma certa forma hospedamos e amamos o opressor, por isso mesmo, sentimos admiração e, muitas vezes, medo de quem historicamente nos oprimiu.
 
O pensamento das elites é muito influenciado por noções como propriedade dos meios de produzir riquezas – aqui se inclui a exploração da força de trabalho de milhões de pessoas -, pelo sucesso pessoal na conquista de riquezas por quaisquer meios, desprezo absoluto pelas camadas menos favorecidas, ideologia do mandonismo e da repressão violenta. Mesmo tendo certo conhecimento dessas características das classes ricas, lideranças sindicais de esquerda e de direita, com raras exceções, e o povão, acreditam que os problemas vividos pela sociedade é do Estado e não dos rentistas.
 
O pensador estadunidense Noam Chomsky disse certa vez que “A população geral não sabe o que está acontecendo, e eles nem sequer sabem que não sabem” Será que é isso mesmo? Com tão farta e rápida informação que circula em todo lugar, as pessoas do povo, a classe trabalhadora e suas lideranças, não sabem o que se passa com Lula e o país? Não acredito.
 
Nós da esquerda, com raras exceções, que assumimos cargos nos governos petistas dos últimos treze anos, viramos as costas para o povo. E o povo também nos virou as costas. As igrejas pentecostais e neopentecostais ocuparam esses espaços abandonados por nossa volúpia em viver a vida de pequeno-burguês e “fizeram a festa” aliciando o povo para um projeto direitista que sempre combatemos
 
Por fim, Lula perdeu a esposa – Dona Marisa -, convive dia após dia com a insegurança jurídica própria da republiqueta Brasil, porque, entre outras coisas, falta organização e vontade real de enfrentamento e combatividade às nossas lideranças sindicais e à classe trabalhadora como um todo.
 
Segundo Instituto Brasileiro de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), o Brasil possui, atualmente, 16.491 organizações de representação dos interesses econômicos e profissionais, sendo 5.251 de empregadores e 11.240 de empregados. Os sindicatos de trabalhadores são 10.817. Esses dados são reconhecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e estão disponíveis no texto escrito por André Gambier Campos: Sindicatos no Brasil: o que esperar no futuro próximo? No estudo, além de discutir a vastidão dessas organizações, o autor faz um comparação internacional e aponta as fragilidades das instituições.
 
Onde estão esses sindicatos e suas lideranças num momento como este? Será que, de tão gordos, serão capazes de sair do “bem bom” de suas salas refrigeradas para lutar contra o desmonte do Estado Previdência e a favor do cara que, com erros e acertos, foi, de longe o melhor presidente para os trabalhadores e o povo das últimas décadas? Desconfio que não.
 
Precisamos entender que o real se alimenta desta perpétua vontade exibida pelos defensores da regra do jogo liberal e capitalista de diluir o conflito, de o aniquilar desde o início ou mesmo de o tornar impensável, prevenindo-o o quanto antes. A negação da luta, seja ela das classes ou generalizada, continua sendo o credo reivindicado por aqueles que a tornam possível e a entretêm. Mascarada, sufocada, escondida, dissimulada, negada, ela se transforma em avenida para a circulação dos interesses daqueles que lutam contra a luta (MICHEL, 2001, p. 240).
 
Somos um bando de frouxos, falta-nos a coragem e o espírito guerreiro para suportar desgraças, para superar grandes desafios, enfiamos nossas bundas no assento das nossas vidinhas pequeno-burguesas e, esquecemos o povo. Se depender de nós, Lula irá sangrar até morrer. Pois não temos a coragem de irmos além das manifestações vazias, que falam pra nós mesmos, não iremos além das marchas e passeatas que não levam absolutamente a nada de concreto. As elites estão se linchando para esses modelos de manifestação.
 
Você, que leu até aqui, pode estar pensando: “Nossa reação precisa ser dentro do respeito à lei e à democracia”.
 
Pergunto: Que democracia?
 
Referências: MARTINEZ, Paulo. A teoria das elites. São Paulo: Scipione, 1997. ONFRAY, Michel.
 
A política do rebelde: tratado de resistência e insubmissão. Tradução de Mauro Pinheiro. Rio de Janeiro: Rocco, 2001.
 
Pesquisa do Ipea traça um panorama dos sindicatos. Disponível em: http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=29256
 
 
José Gilbert Arruda Martins é Mestre em Ciência Política

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8 comentários

  1. Esperança é comburente

    Eu trocaria “somos” em “Somos um bando de frouxos”, por exemplo, por “Temos sido”, no texto e no coração.

    Se a consciência dos fatos são o combustível, a indignação e a revolta são o calor, a esperança é o comburente.

    ***

    Esperar por heróis como Zumbi, Bárbara Alencar, Maria Quitéria, Anita Garibaldi ou até Lula não me parece tão eficiente. Quem gosta de individualidades são eles, nós contamos com coletividade, com solidariedade.

    “Quem não pode com formiga não atiça o formigueiro!”

  2. Não temos ninguém para

    Não temos ninguém para acender o pavio, mas se aceso será que o rastilho iria em frente até o barril ou se apagaria no instante seguinte?

    Se somos um barril, não temos o rastilho que levaria até nós o fogo para a explosão. Apenas recebemos os dejetos nesse barril, que pode até transbordar, mas nunca não explodir.

  3. Nem sequer uma manifestação

    Nem sequer uma manifestação de peso após a canetada absurda de Moro em sua sentença, da qual sai do papel e na boca dele prossegue sentenciando, julgando, e infamando o ex-Presidente, com o apoio integral da imprensa, quase toda ela disposta a endeusar um juiz perseguidor, em nome da luta pela corupção, quando bem sabemos que mesmo dentro das organizações de mídia se encontram corruptores de peso.

    Nem sei se posso crer que Lula, tão só, quase abandonado por um partido que ele deu vez e voz, terá condições físicas e psícológicas de correr o Brasil como pretende. 

    A gente pensa que pode avaliar o que esteja sendo a vida de Lula, mas isso é impossível. Há tão pouco tempo perdeu uma esposa querida, que lhe dava sustentação moral e psíquica, com certeza deixando um túmulo dento de casa, com os aperreios que decorrem da perda de uma mãe, ou avó. Nunca saberemos o que vai na cabeça desses filhos, se podem até atribuir a morte da mãe a Lula, com divergências intramuros. Nem falar sobre os problemas financeiros que deve estar enfrentando. Nenhuma riqueza se mantém quando não há entradas e as reservas saem desproporcionalmente. Refiro-me à imposição de Moro com os processos se arrastando para que os advogados de defesa, sim, produzam mais receitas em suas contas. E a multa cobrada, que também não é insignificante. 

    A infinidade de maldades multiplicadas pelos jornalistas, que nem tem como debaterem nada, se juntam-se extamente os homens com as mesmas ideias. Caso do programa da Band aos finais de domingo, da Roda Viva, das entrevistas das rádios Jovem Pan, e tantas outras, com o mesmo foco. 

    Há quem diga que ainda estamos vivendo numa democracia, que nossas instituições são fortes, e outras mais patacoadas. Mas, que democracia é essa, se os meios de comunicação, que não davam espaço a Lula e Dilma como presidentes, e quanto mais agora que votaram a ser apenas cidadãos comuns, com seus nomes jogados na lama, insultados permanentemente por todos aqueles que são a favor de Moro porque Moro precisa desse reconhecimento e porque Lula precisa ser lembrado como um verme imundo.

    Tanto se pergunta sobre os patos e as panelas dos coxinhas, mas agora está-se perguntando e querendo saber onde foram parar os movimentos sociais de esquerda. Aos gritos dos abusados da direita, ouve-se a voz do silêncio.

     

     

     

  4. Mais do mesmo

    Esse articulista repete o mantra de Aldo Fornazieri e quejandos. É fácil desqualificar a maioria do povo, da classe trablhadora, alienada, manipulada, mas desde sempre oprimida e rerimida, sempre que ousa enfrentar o stablishment oligárquico e neoliberal privatista. Difícil é sair a campo, liderar ou formar lideranças, aglutinar essa massa explorada e espoliada, conscientizando-a e orientando-a sobre como agir.

    Esse discurso real-fatalista já encheu o  saco; em nada ele contribui para tirar a massa trablhadora da letargia em que se encontra. Pergunto: que ações o articulista desenvolve, para o mudar quadro desolador que le traça? Escrever é fácil, sobretudo quando usamos essa escrita para desqualificar alguém que não nos lê e que não pode responder às ofensas.

    • Eu também vejo, mais ou menos

      Eu também vejo, mais ou menos assim, como vosmecê, meu caro João de Paiva. 

      De fato, enche o saco ouvir esse surrado lenga lenga: ah! Como fazer algo com um povo que só pensa em futebol, carnaval e cachaça?

      Primeiro, que isso é uma rematada idiotice. Claro que por ouvir repetido, desde o momento que acorda e abre os olhos, até voltar a dormir. Queriam mesmo estes senhores o quê?

      Também já me encomoda essa conversa mole. De alguns. por mera preguiça mental. De outros, por ignorar, mas, ainda assim, adorar papagaiar.

      Por último, os escolhidos. Aqueles que, por rematada má-fé, ou ainda, por convencimento e crença (a dalagnol) na superioridade dos de boa-fé e dos bem nascidos. De preferência, quando brancos, de olhos azuis e, se possível, de sangue idem. Ai, só falta o reino de um ap em Miami. Amém!

      Orlando

       

  5. Por que Moro condenou Lula

    Apesar do autor acertar quanto a biografia da resistência, é bom lembrar que todos foram vencidos pelo poder da riqueza. Até mesmo Anita, a heroína de dois mundos teve seus fracassos (com o próprio Garibaldi, por exemplo). O problema do PT, como governo, era não ser um partido unanimamente socialista. Marx, imbuido do pensamento dialético, sempre alertou: “a verdadeira ciência é a História”. Esqueceu-se isso. O PT, principalmente pela sua vertente paulista, esqueceu dos ensinamentos da era Vargas. Em 2003, deveria ter pensado: quantos brasileiros leram a Carta Testamento daquele “Caudilho”? Vamos reinventar o Brasil por aí. Mao Tsé Tsung disse: ” O povo sem memória acabará vendo a história se repetir”. Eu tento imaginar o sentimento de Vargas em seus últimos dias. E. assim como Lula e o PT, voltamos aos tempos de Robespierre e a primeira república, para saber que perdemos o momento oportuno, na história do Brasil, para fundar a liberdade. 

  6. Paciência: o circo vai pegar fogo.

    O articulista nos mostra, pelo exemplo de vários líderes populares de nossa história e de movimentos de revolta que eles comandaram, quais as alternativas de luta em relação às manifestações, comícios, passeatas, marchas, acampamentos, discursos e reuniões.

    Por muito menos que isso, a ditadura civil-militar de 1964 deu o golpe dentro do golpe, baixou o AI-5 e deu no que deu: 21 anos de ditadura. Milhares de prisões e mortos, tortura e exílio, a farsa de democracia que tínhamos foi para o espaço.

    A opressão de ricos contra pobres, no formato de senhores contra escravos, aristocratas contra burgueses e burgueses contra trabalhadores, é o fio condutor de toda a história da humanidade. O que está acontecendo no Brasil, hoje, é apenas mais um episódio dessa eterna  “luta de classes”.

    Os fatos históricos demonstram que a maior qualidade de um revolucionário é a paciência aliada a capacidade de medir a correlação de forças, aliadas a capacidade de agir quando for possível.

    O paradoxo da situação atual é que as massas não agem o suficiente para derrubar o atual opressor porque os governos populares de Lula e Dilma foram tão significativamente bons para elas, no sentido de criar-lhes benefícios e empoderamento, que elas ainda não estão sentindo, em sua plenitude, o pau na moleira que virá com os retrocessos aprovados e em curso para aprovação pelo governo de exceção que se instalou ilegitimamente no país.

    Particularmente, eu estou surpreso com a capacidade de mobilização das vanguardas militantes desde o impedimento da Presidenta Dilma Roussef. A mobilização tem ocorrido em todo o país de norte a sul, de leste a oeste, particularmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e as capitais do Nordeste. 

    A dúvida que me assola é se as vanguardas militantes estarão preparadas para ombrear com as massas populares quando estas descobrirem que a escravidão voltou, quando o pau quebrar e o circo pegar fogo.

    O cenário de hoje é o aperitivo do que está por vir.

    É também o momento de arregimentar forças, organizar e planejar. É fundamental manter a mobilização pelo menos no pico já alcançado.

    Não há porque precipitar. É preciso esperar a decantação do processo social.

    Ter paciência, avaliar permanentemente, avançar quando a correlação de forças mudar.. 

     

     

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