Queiroz recorrerá a depoimento por escrito para não se complicar diante de promotores, diz revista

Jornal GGN – Depois de faltar 4 vezes em depoimentos agendados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, Fabrício Queiroz deve pedir para explicar a movimentação suspeita de R$ 7 milhões ao longo de 3 anos por escrito. É o que informa a revista Época. 

Segundo o veículo, a ideia da defesa é “apresentar uma peça por escrito detalhando as justificativas de seu cliente”. Época não informa a fonte da informação, mas crava que Queiroz deixará de lado a história de que compra e revende carros.

Ele disse em entrevista ao SBT que é um “homem de negócios” quando questionado sobre uma terceira atividade financeira. Até o segundo turno da eleição presidencial, Queiroz era assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro e também recebia rendimentos como policial militar. A soma dessas últimas duas remunerações chega a R$ 23 mil. Segundo o Coaf, Queiroz não tem renda nem patrimônio compatíveis com a movimentação de R$ 7 milhões em 3 anos, sendo R$ 1,2 milhão somente entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Ainda segundo Época, “provavelmente a mulher e as filhas de Queiroz adotarão a mesma estratégia” de depor por escrito. As duas também tinham cargos no gabinetes de Flávio e de Jair Bolsonaro. Nathalia, a filha, é personal trainer e acumulava a função no gabinete do presidente até o dia 15 de outubro, quando foi exonerada – no mesmo dia em que Queiroz foi demitido por Flávio. Ambas também faltaram ao depoimento marcado em 8 de janeiro.

Àquela altura, o Ministério Público Federal – que já tinha a lista do Coaf com o nome de Queiroz e outros assessores considerados suspeitos – se preparava para deflagrar a operação Furna da Onça, que prendeu uma dezena de deputados do Rio e funcionários da Alerj.

Embora tenha faltado 4 vezes ao MP, Queiroz não deixou de dar entrevistas à imprensa. Mas não falou para nenhuma emissora de TV depois que a imprensa revelou que ele é amigo do Capitão Adriano Magalhães, miliciano que teve mandado de prisão expedido na Operação Os Intocáveis, deflagrada pelo MP-RJ contra o Escritório do Crime (o maior grupo de extermínio em atividade no Rio).
 
Adriano tinha esposa e mãe lotadas no gabinete de Flávio Bolsonaro há vários anos. Além disso, o dito miliciano – o MP afirma que o ex-capitão do Bope é o chefão do Escritório do Crime – foi homenageado duas vezes por Flávio na Alerj. O hoje senador eleito ainda tem elo com outros 3 milicianos: o major Ronald Pereira, também alvo da operação Os Intocáveis, e dois irmãos gêmeos que faziam a segurança de Flávio na campanha eleitoral, e que foram presos na operação Quarto Elemento.
 
ASSUNTO VOLTARÁ À MÍDIA
 
A revista ainda lembrou que Queiroz saiu dos holofotes da mídia desde o acidente da mineradora Vale, em Brumadinho. Mas a pauta deve retornar a partir de 1º de fevereiro, quando o Judiciário retorna do recesso.
 
O ministro Marco Aurélio Mello deverá analisar a decisão em caráter liminar do plantonista Luiz Fux, que acolheu pedido da defesa de Flávio Bolsonaro e suspendeu o inquérito contra Queiroz.
 
Flávio quer anular as provas obtidos junto ao Coaf, alegando quebra de sigilo bancário e fiscal, sem autorização da Justiça.

5 comentários

  1. As perguntas formuladas dependem…
    Após a primeira pergunta de um depoimento, as demais perguntas formuladas dependem das respostas dadas pelo depoente.

    Se quem toma o depoimento pergunta ao depoente se este conhece o miliciano fulano de tal o depoente nega, a próxima pergunta formulada dependerá da resposta dada. Não tem lógica depoimento por escrito. Se não pode comparecer, faz por videoconferência.

  2. se esss pessoas (sic) são

    se esss pessoas (sic) são homens de negocios e espelham

    o nosso capitalismo atual, estamos ferrados….

    além do estado de exceção,

    o estado de violencia

    legalizado pelos donos da vida e da morte so poder atual…

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