Temer intima ministros e afirma que será absolvido no STF

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Acusado pela oposição de compra de votos para barrar a denúncia da Lava Jato, Michel Temer intimou 22 ministros a participarem de uma reunião que durou cerca de 3 horas e, durante o encontro, ameaçou retaliar os partidos que não ajudarem a impedir que o Supremo Tribunal Federal tenha autorização para processá-lo por corrupção passiva, a reboque da delação da JBS.

Segundo a Folha, um dos participantes do encontro disse que Temer está confiante que, mesmo diante de uma eventual derrota no plenário da Câmara, ele será absolvido pelo Supremo Tribunal Federal. Isso porque, na visão dele, a Procuradoria Geral da República não tem como provar que ele era o destinatário final da mala de propina que a JBS entregou a Rodrigo Rocha Loures.

“Temer cobrou fidelidade de seus aliados. Determinou empenho para garantir que as bancadas dos partidos de sua base votem contra o prosseguimento da denúncia e insinuou que aqueles que não trabalharem a seu favor podem ser punidos caso o governo sobreviva, de acordo com relatos dos presentes”, disse o jornal.

Ainda de acordo com a Folha, “quase todos os ministros presentes discursaram a favor do presidente e prometeram trabalhar para que seus partidos o apoiem durante o processo.”

Essa semana, Temer recebeu ais de 30 parlamentares que estão indecisos sobre a denúncia da Lava Jato. A oposição, liderada pelo PT, vai representar contra o peemedebista por compra de voto, já que Temer distribui cargos e emendas parlamentares para manter a base unida.

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O pedido da Lava Jato para processar Temer no Supremo será votado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima semana. Há expectativa de que Temer tenha um relatório em seu desfavor. Depois disso, a denúncia irá ao plenário da Câmara e só será enviada de volta ao STF para investigação e afastamento do presidente se tiver apoio de 2/3 dos parlamentares.

Além de corrupção passiva e compra de votos, Temer ainda pode ser alvo de mais duas denúncias da Procuradoria Geral da República. Uma sobre obstrução de Justiça – e as notícias de que Eduardo Cunha e Lúcio Funaro estão terminando o acordo de delação não são boas para Temer – e outra por uso da máquina para favorecer empresas amigas com o decreto dos Portos, cujo pedido de inquérito foi enviado ao STF.

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6 comentários

  1. A denúncia será rejeitada no plenário

    Prezados,

    Em que pesem as constínuas ações criminosas de ‘MT’ e sua camarilha e a fartura de provas, tornadas públicas por meio da divulgação da conversa entre Joesley Batista e ‘MT’ ou entre esse empresário corruptor e Aécio Cunha, é improvável que a denúncia seja aceita no plenário da Câmra, onde necessita da aprovação de 2/3 dos deputados, ou 342 votos pela abertura do processo contra ‘MT’ no STF.

    É facil perceber que essa e outras denúncias – repletas de fragilidades e inconsistências, as quais atestam a incompetência de Rodrigo Janot e auxiliares diretos – serão rejeitadas na Câmara. A razão é simples: basta que os deputados não compareçam à sessão de votação, para assim apoiarem o chefe da quadrilha, o ‘MT’; os parlamentares não precisam se expor a câmeras e microfones. A bilionária liberação de recursos para emendas parlamentares, além do leilão de cargos na máquina estatal, constituem o ‘azeite’ que faz funcionar a engrenagem fisiológica da Câmara, onde o baixo clero dominado por Eduardo Cunha ainda decide os destinos de quem ocupa a cadeira de presidente da república.

    Rodrigo Janot, em fim de mandato, com suas bravatas, é tiro de festim; o arco e as flechas de Janot estão apodrecidos e tortos, sem chances de atingir o pretenso alvo.

     

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