Viúva de Marielle Franco alerta que miliciano era “figura chave” em crimes no Rio

"Provavelmente ele possuía informações fundamentais para o esclarecimento de esquemas de corrupção ligados à família Bolsonaro", disse

Jornal GGN – Ainda sem o esclarecimento sobre a morte do miliciano Adriano da Nóbrega, se seria fruto de uma “queima de arquivo”, a viúva da vereadora Marielle Franco lamentou o episódio, por se tratar de uma “figura chave para a elucidação” de crimes no Rio de Janeiro.

“Lamento que uma figura chave para a elucidação de diversos crimes no Rio tenha sido morto em decorrência de uma ação policial”, disse Monica Benício. “Provavelmente ele possuía informações fundamentais para o esclarecimento de esquemas de corrupção ligados à família Bolsonaro”, acrescentou.

Apesar de não mencionar diretamente o crime do assassinato de Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes, o PSOL também emitiu nota cobrando uma investigação sobre as cirscuntâncias da morte do miliciano Adriano da Nóbre em Operação do Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Bahia.

“Seguimos exigindo respostas e transparência para pôr fim à impunidade inato de Marielle e Anderson”, informou o partido, lembrando que o miliciano era “peça chave para revelar os mandantes do assassinato de Marielle e Anderson”.

Além de ser investigado por suspeite de envolvimento na morte de Marielle e de Anderson, o ex-capitão Adriano era acusado de chefiar o grupo criminoso Escritório do Crime, conhecidos por serem matadores de aluguel, esquema de agiotagem, grilagem de terras e outros crimes, sendo investigado pelo Ministério Público do Rio, inclusive com alerta vermelho da Interpol.

O ex-policial militar Roniie Lessa, acusado de matar a vereadora carioca Marielle Franco e seu motorista, em março de 2018, supostamente integrava o Escritório do Crime. Nóbrega também tem relação com a família Bolsonaro, recebendo homenagens do próprio presidente quando ele era deputado e de seu filho, Flávio Bolsonaro.

Em março do ano passado, ainda, o miliciano teve seu nome ligado ao escândalo da rachadinha do senador filho de Jair Bolsonaro, quando era então deputado estadual do Rio de Janeiro. Sobre o caso de Marielle, Adriano disse à época à polícia civil do Rio não se recordar ao certo onde estava na noite do assassinato, 14 de março de 2018.

Leia também:  Secretária de Saúde do Amazonas é presa por desvio de verbas públicas na pandemia

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

4 comentários

  1. Não dá pra acreditar no secretário da Bahia ..todos sabiam que ele não era um criminoso comum …tudo cheira a execução e armação ..o cara tava desarmado, não tinha opção ..a PM sequer disse qtos tiros ele deu, só que recebeu 3, dois certeiros

  2. Não vejo problema nenhum em tirar do mapa apenas 1 de 5 inseparáveis que conheciam todo o esquema da família…
    alguém deve estar com um trunfo devastador na mão para ser usado contra todos e na hora certa

    queimado e descartado ele já estava e há muito tempo, segundo seus defensores

    um cara que é preso e solto 3 vezes não morre sozinho e nem é a única peça chave

  3. Não demora e a parada vai explodir.
    Os restantes do esquema possivelmente já se movimentam para garantir a segurança de suas familias (e a própria).
    Mas estranho a morte deste sujeito.
    Se possuía tamanho poder, teria informações e registros que iriam garantir sua vida e, possivelmente, as teria dividido com alguem o que lhe daria poder de barganha. Exceto se escolheu o lobo para se queixar do cachorro.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome