“Vontade da maioria não pode oprimir a minoria”, diz Rosa Weber a Bolsonaro

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Rosa Weber decidiu fazer um discurso em defesa das minorias e da tolerância em meio a cerimônia de diplomação de Jair Bolsonaro como presidente eleito, que ocorreu nesta segunda (10), no Tribunal Superior Eleitoral.

Weber, primeiro, ouviu a fala oficial de Bolsonaro e, na sequência, ocupou o microfone lembrando, já no início, que a diplomação ocorria exatamente no dia em que se celebra o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Depois de afirmar, em várias passagens, que as eleições de 2018 ocorreram dentro da “total normalidade” institucional, graças à competência do TSE, Weber mandou um recado a Bolsonaro.

“A democracia é também exercício constante de diálogo e de tolerância, de mútua compreensão das diferenças, sopesamento pacífico de ideias distintas, até mesmo antagônicas, sem que a vontade da maioria, cuja legitimidade não se contesta, busque suprimir ou abafar a opinião dos grupos minoritários, muito menos tolher ou comprometer os direitos constitucionalmente assegurados”, disse.

Segundo Weber, o princípio democrático não se expressa somente na fé inabalável nas instituições da República, mas também na “observância da ordem jurídica” e no “respeito às minorias, sobretudo aquelas em situação de vulnerabilidade”.
 
A ministra defendeu ainda a “jurisdição das liberdades” e a convivência harmoniosa entre as pessoas que pensam diferente.
 
Durante o segundo turno eleitoral, Weber, na condição de ministra do TSE, viveu a saia justa de dar uma resposta insatisfatória para o combate às fake news e para a denúncia de que a campanha de Bolsonaro vinha sendo financiada ilegalmente por empresários anti-PT que gastaram, segundo denúncia da Folha, milhões de reais em disparo em massa no WhatsApp.
 
https://www.youtube.com/watch?v=iwxoARdejro
 

8 comentários

  1. Pagar pra ver

    Palavras ao vento, senhora. A prática mostra exatamente o oposto. Vamos ver mais a frente o que acontecerá.

  2. Admirável Governo Novo

    Nassif: justiça seja feita, Rosinha (minha canoa) é sensível, na data do DireitosHumanos, ao programa de eliminação da criminalidade, implantado por daBala. No passo, até meados do ano que vem metade dos 91 milhões de eleitores que não votaram nele estarão devidamene eliminados, nos campos de Goiás. Restarão, tão somente, 45 milhões, que serão comandos pelos 56 milhões de seguidores do PSL. Ficarão com maioria eleitoral e dirão à ONU que no Brasil a DemocraciaMilitar, com a farta cumplicidade do Judiciário, é um sucesso.

  3. Como vontade da maioria?

    Como vontade da maioria? Referindo-se a Bolsonaro e a seu futuro governo, a ministra golpista e que recusou livrar o Presidente Lula da injusta e ilegal prisão, não deve ter exqaminado os votos da eleição que permitiu que fosse fraudada, exatamente por Bolsonaro, Bolsonaro foi eleito com menos de 40% do colégio eleitoral. Mais de 60% deste colégio não sufragou seu nome e o PT elegeu a maior bancada na Camara de Deputados e foi o partido com maior número de governadores eleitos. Não é bem a oposipáo que é minoria. Daí, muito juízo para não mexer com o que não deve, na base do voluntarismo, do ódio ideológico.

  4. A cara de pau
    Quem é mais cara de pau? Quem é mais demagogo?
    Acho que este governo vai em frente, aprontando suas besteiras e todo mundo vai continuar quieto sofrendo as consequências, sem se manifestar.
    Quanto aos donos do poder e da grana: pra eles tá bom assim, e vai ficar melhor.

  5. Essa declaração vai cair
    Essa declaração vai cair muito bem nos telejornais mundo afora,quem quiser acreditar q acredite,viva o Brasil, cada vez mais se superando, aliás isso já é parte da nossa história !!

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