Wadih Damous vai denunciar Sérgio Moro ao CNJ

Moro em evento organizado por Doria nos EUA, que teve entre seus patrocinadores a Petrobras (Reprodução/Facebook)

da Rede Brasil Atual

Wadih Damous vai denunciar Sérgio Moro ao CNJ

Parlamentar entende que juiz violou o Código de Ética da Magistratura ao participar de evento que tinha entre patrocinadores escritório de advocacia que atende a Petrobras

por Redação RBA

São Paulo – Em vídeo divulgado nesta terça-feira (22), o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) afirmou que vai denunciar o juiz Sérgio Moro ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo o parlamentar, o magistrado cometeu grave violação do Código de Ética da Magistratura ao participar como palestrante de um evento em Nova York, organizado pelo pré-candidato ao governo paulista João Doria (PSDB), que teve entre os seus patrocinadores o escritório de advocacia Nelson Wilians, que atende a Petrobras.

“Estamos diante de um caso gravíssimo de conflito de interesses envolvendo o juiz Sérgio Moro, a Petrobras e um escritório de advocacia em São Paulo”, disse o parlamentar, destacando que a empresa é parte no processo da Operação Lava Jato. Para Damous, a participação de Moro no evento configura “um atentado à ética da magistratura”. “O que diz o código? ‘É dever do magistrado recusar benefícios ou vantagens de ente público, de empresa privada ou de pessoa física que possam comprometer sua independência funcional’. Isso está no artigo 17”, ressalta.
“Também a conduta do advogado merece ser questionada. O Código de Ética da Advocacia estabelece o seguinte em seu artigo segundo, parágrafo único, inciso dois: ‘São deveres do advogado: atuar (entre outras exigências) com independência, honestidade e decoro, e no inciso VIII, estabelece que deve abster-se de utilizar de influência indevida, em seu benefício ou do cliente’. Qual é o interesse do escritório de advocacia Nelson Wilians em patrocinar palestras, viagens de Sérgio Moro?”, questiona Damous.

Leia também:  Para STF, argumento de Moro para manter prisão em 2ª instância é ruim

Reportagem de Joaquim Carvalho, do Diário do Centro do Mundo (DCM), revela que a Petrobras comprou “a maior parte das cadeiras reservadas para os participantes do seminário de Doria com Moro, que, aliás, teve também palestra de Carlos Marun, ministro de Temer”. O presidente da companhia, Pedro Parente, esteve no evento e foi fotografado com o juiz.

Também nessa terça-feira a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou a Moro uma exceção de suspeição pela sua participação no evento por conta do apoio financeiro da Petrobras, que é parte como assistente de acusação em casos julgados pelo juiz federal. Caso o magistrado não reconheça sua suspeição, o pedido deve ser remetido para a análise do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

 

 

 

 

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3 comentários

  1. Pode denunciar, Moro está
    Pode denunciar, Moro está dando de ombros, pois sabe que não vai dá porra nenhuma. Nem no CNJ, muito menos TRF4.

    Esse cara está blindado.

    Ele só vai cair com uns tapinhas na bunda.

  2. Engraçado

    É tão fácil acabar com Lula e o PT, basta apenas apresentar uma folha indicando o crime, a culpa do Lula e a prova pertinente àquela culpa. Porque não fazem? Seria tão simples?

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