Xadrez de como, com jeitinho, Barroso beneficiou o Itau

Começa a ficar mais clara a intenção do Ministro Gilmar Mendes quando, no bate-boca com o colega Luis Roberto Barroso, acusou-o de beneficiar seu antigo escritório de advocacia.

Barroso era titular do escritório Luis Roberto Barroso & Associados. Quando assumiu o STF (Supremo Tribunal Federal) em 2013, o sucessor do escritório foi Barroso, Fontelles, Barcellos, Mendonça & Associados, do seu sobrinho Rafael Barroso Fontelles.

Cena 1 – Barroso se declara vítima de distração

No dia 14 de março passado, três órgãos da imprensa procuraram o gabinete do Ministro Luís Roberto Barroso, com a informação de que teria favorecido o Banco Itaú em uma ação cujos advogados eram do escritório de seu sobrinho, sucessor do seu próprio escritório.

A ação visava excluir o ICMS/ISS do PIS/COFINS, reduzindo a dívida do banco.

Para o site “O Antagonista”, Barroso declarou o seguinte:

  •  A área técnica do seu gabinete, “sem que ele soubesse”, deu aval a essa ação.
  • “Jamais atuei em qualquer processo que fosse patrocinado por meu antigo escritório. Não chego nem perto e até saio do Plenário quando algum processo entra em pauta”.
  • Mesmo antes do novo Código de Processo Civil, havia no meu gabinete a orientação, por motivo de foro íntimo e não por impedimento legal, de não atuar em casos do Banco Itaú e do Google, por terem sido meus clientes antes de me tornar ministro.
  • Apesar da solicitação feita à presidência de que não me fossem distribuídos processos dessas partes e do próprio controle interno do meu gabinete, o Gabinete atuou em alguns poucos casos dessas duas empresas, que escaparam ao filtro, em recursos apresentados antes de 2016.
  • Lembro que o Gabinete recebe a média de 7 mil processos por ano. Nunca, porém, atuei em casos dessas empresas levados ao Plenário ou à Turma. Só houve atuação do Gabinete, em raríssimos casos, em decisões padrão produzidas pela Assessoria.”

O assunto não entrou nas pautas dos jornais, nem acompanhado dos esclarecimentos de Barroso. A história é bem mais que um mero caso de distração de Barroso.

Guardem bem o que disse, para confrontarmos mais adiante com os fatos.

Cena 2 – a 1ª rodada do RE (Recurso Extraordinário) do Itaú

Em 2015, depois de ter seu pedido negado no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, o Banco Itaú ingressou com um Recurso Extraordinário no STF.

No dia 22.06.2015 o RE foi distribuído para o Ministro Barroso. No dia 05.08.2015, Barroso deu parcial provimento ao recurso extraordinário. Decretou como indevida a cobrança majorada do PIS na redação da Emenda Constitucional no.17.1997, antes de decorridos 90 dias contados da publicação da emenda.

Leia também:  OAB pede no STF suspensão de efeitos da delação de ex-presidente da Fecomércio

Disse ele:

“A pretensão merece ser parcialmente acolhida. De início, cumpre registrar que o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência de ambas as Turmas desta Corte no sentido de que a Medida Provisória no 517/1994 apenas dispôs sobre deduções e exclusões da base de cálculo da contribuição ao PIS, não dispondo sobre o Fundo Social de Emergência”.

Na sequência, Barroso declarou a inconstitucionalidade da Emenda Constitucional n. 17/1997 na sua forma original, garantindo o êxito dos interesses do Banco Itaú, sem submeter à avaliação da Turma ou do Plenário do STF.

Não há a menor condição de uma sentença questionando uma Emenda Constitucional tenha saído da área técnica do gabinete de um Ministro do Supremo.

Releia suas explicações acima:

“Mesmo antes do novo Código de Processo Civil, havia no meu gabinete a orientação, por motivo de foro íntimo e não por impedimento legal, de não atuar em casos do Banco Itaú e do Google, por terem sido meus clientes antes de me tornar ministro”.

Por que a menção ao novo Código de Processo Civil? Porque este estabelece impedimento do juiz, “quando a parte é cliente do escritório de advocacia de parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, mesmo que patrocinado por advogado de outro escritório”.

Vamos conferir o que ocorreu depois que o novo Código de Processo Civil entrou em vigor.

Cena 3 – Barroso após o novo Código de Processo Civil

O Itaú apresentou  um agravo regimental, recurso que obriga a apreciação da matéria pela Turma, a não ser nos casos em que o Ministro relator reconsidere o voto dado.

No dia 11.05.2016, em decisão monocrática (sem consultar o plenário), Barroso não apenas reconsiderou, como ampliou a decisão anterior, conferindo integral provimento ao recurso do Banco Itaú.

Conforme disse no voto, “reconsidero a decisão agravada para modificar a parte dispositiva reconhecendo o provimento integral do recurso extraordinário”.

O novo Código de Processo Civil já estava em vigor.

Anda que fosse legalmente obrigado a se declarar impedido, o Ministro Roberto Barroso optou por ampliar, de forma monocrática, sua decisão anterior

No Relatório da Administração do Banco Itaú BBA S.A. de 19 de agosto de 2015, há a informação de que o Recurso Especial analisado por Barroso representava R$ 29.864.000,00, aproximadamente 75% de todos os depósitos em garantia de obrigação legal pelo banco.

Diz o relatório:

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“PIS – Anterioridade Nonagesimal e Irretroatividade – R$ 29.864: Pleiteamos o afastamento das Emendas Constitucionais 10/96 e 17/97, dado o princípio da anterioridade e irretroatividade, visando recolhimento pela Lei Complementar 07/70. O saldo do depósito em garantia correspondente totaliza R$ 29.864”.

O escritório Barroso Fontelles Barcellos Mendonça & Associados foi criado em 2013 como sucessor do escritório Luís Roberto Barroso & Associados. Possui diversas ações do grupo Itaú.

Cena 4 – outras distrações de Barroso

No dia 28.03.2018, o Jornal GGN noticiou que o Ministro Barroso iria receber pagamento de R$ 46,9 mil do Tribunal de Contas de Rondônia, por palestra de uma hora de duração.

Para a coluna de Mônica Bérgamo, Barroso deu as seguintes explicações:

“Não tenho a menor ideia de que valor é este. É um valor completamente fora do padrão, fora do que eu cobro.”

Segundo Barroso, ele foi convidado para dar uma aula em Rondônia pela editora Fórum, responsável pelo lançamento de seus livros e por organizar eventos de divulgação aos quais ele às vezes comparece.

“Eu não tinha a menor ideia de que poderia haver o envolvimento de algum órgão público, do tribunal de contas ou de qualquer outro. E, se tivesse, não aceitaria”, afirma ele. “Meu contrato é com a editora.”

No dia 04.04.2018, o GGN trouxe informações sobre uma palestra anterior de Barroso, para o mesmo TCE-RO, no mesmo evento, edição 2017, sendo intermediado pela mesma empresa contratante e pago o mesmo cachê de R$ 46,8 mil. O tema da palestra foi “combate à corrupção”. A assessoria do Ministro não explicou esse caso de distração reiterada do Ministro.

As palestras e os temas confirmam o que o GGN vem dizendo há tempos: as declarações midiáticas permanentes do Ministro contra a corrupção, como forma de investir no mercado de palestras.              

 

Como o Ministro Barroso vem sendo vítima de distrações sucessivas, para que não pairassem dúvidas sobre sua idoneidade, seria relevante que abrisse mão espontaneamente do sigilo bancário tanto do seu escritório quanto do sucessor. Mesmo porque, foi em cima do mote da luta contra a corrupção e o jeitinho que o MInistro se tornou um campeão do mercado de palestras.

Cena 5 – o pensamento muito vivo de Barroso 

Um breve apanhado dos escritos sociológicos de Barroso, depois que se tornou Ministro do STF:

  • Vive-se aqui a crença equivocada de que tudo se ajeitará na última hora, com um sorriso, um gatilho e a atribuição de culpa a alguma fatalidade (falsamente) inevitável, e não à imprevidência
  • Eu cheguei ao Supremo Tribunal Federal vindo da advocacia. Mais de uma vez chegou a mim a queixa de que eu “virei as costas aos amigos” e que sou um juiz muito duro. Não sou. Mas sou sério, e isso frustrou a expectativa de quem esperava acesso privilegiado e favorecimentos
  • No que diz respeito à ética pública, a verdade é que criamos um país devastado pela corrupção. Não foram falhas pontuais, individuais, pequenos deslizes ou acidentes. Foi um modelo institucionalizado, que envolve servidores públicos, empresas privadas, partidos políticos e parlamentares. Eram organizações criminosas, que captavam recursos ilícitos, pagavam propinas e distribuíam dinheiro público para campanhas eleitorais ou para o bolso. Isto é, para fraudar o processo democrático ou para fins de enriquecimento ilegítimo. É impossível não sentir vergonha pelo que aconteceu no Brasil.
  • O jeitinho brasileiro contribui para esse estado de coisas. Em primeiro lugar, o hábito de olhar para o outro lado para não ver o que está acontecendo.
  • Immanuel Kant enunciou a mesma ideia em uma frase memorável: “Aja de tal forma que a máxima que inspira a sua conduta possa se transformar em uma lei .
  • O jeitinho oscila em uma escala que vai do favor legítimo à corrupção mais escancarada. E é precisamente porque algumas de suas manifestações não são condenáveis, que ele termina sendo aceito de forma generalizada, sem que se distinga adequadamente entre o certo e o errado, o bem e o mal.
  • A ética pública, de que tanto nos queixamos, é em grande medida espelho da ética privada
  • Improviso, relações familiares e pessoais acima do dever e a cultura da desigualdade contribuem para o atraso social, econômico e político do país. Mais grave, ainda, o jeitinho importa, com frequência, em passar os outros para trás, em quebrar normas éticas e sociais ou em aberta violação da lei.
Leia também:  TV GGN 20h: 70 anos de TV brasileira. Valeu a pena?

E fechando com chave de ouro sua filosofia sobre o brasileiro padrão, da lavra de um Ministro argentário:

  • Em uma reunião social, ouvi um interlocutor queixar-se contra as mazelas do país, sobretudo a corrupção. Em seguida, narrou que a empregada que contratara não queria assinar a carteira, de modo a não perder o valor que recebia como bolsa-família. Naturalmente, isto é errado.

1. As ligações do escritório Barroso Fonteles com o Itau.

2. Relatório do Itau-BBA demonstrando os ganhos com a decisão de Barroso.

3. A primeira decisão de Barroso.

4. A segunda decisão de Barroso.

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57 comentários

  1. Barroso é mais umm exemplo de

    Barroso é mais umm exemplo de que quando se perde a fórmula da transfiguração e se passa a ser integralmente Mister Hade, tudo passa a ser possível e a vida parece ser esplendorosa.

  2. Não é motivo para

    Não é motivo para imeachment???

     

    Duas situações chamam a atenção, a facvilidade com que bancos se livram de multas e débitos, o itau se livrou de uma divida de dezenas de BILHÕES!! no afamado carf, entre outros processo nacasa de centenas de milhões, o santander também, e ninguém se incomoda???? O outro fato são as ligações da turma do sobrenome, da velha máxima: “o bom advogado conhece as leis, o melhor conhece o juiz.”……

  3. Nassif:
    Muito cuidado com
    Nassif:

    Muito cuidado com esses fatos.
    A primeira decisão resolveu matéria de direito repetitiva no mesmo sentido de outras decisões de outros ministros.
    A segunda decisão, aparentemente, só reconheceu que o banco havia desistido de parte dos pedidos da ação na instância inferior, de modo que o recurso extraordinário somente versava sobre a matéria decidida pelo ministro. Assim, o provimento seria mesmo integral,não parcial, sem mudança no conteúdo da decisão anterior.
    Se isso aconteceu dessa forma o ministro não mentiu na resposta e o volume de recursos sobre matérias repetitivas que são resolvidos por decisões padronizadas – trabalho de assessores e estagiários – torna razoável a explicação do equívoco.

    • Para responder a este comentário vou citar Barroso
        O jeitinho brasileiro contribui para esse estado de coisas. Em primeiro lugar, o hábito de olhar para o outro lado para não ver o que está acontecendo.Immanuel Kant enunciou a mesma ideia em uma frase memorável: “Aja de tal forma que a máxima que inspira a sua conduta possa se transformar em uma lei .O jeitinho oscila em uma escala que vai do favor legítimo à corrupção mais escancarada. E é precisamente porque algumas de suas manifestações não são condenáveis, que ele termina sendo aceito de forma generalizada, sem que se distinga adequadamente entre o certo e o errado, o bem e o mal.A ética pública, de que tanto nos queixamos, é em grande medida espelho da ética privadaImproviso, relações familiares e pessoais acima do dever e a cultura da desigualdade contribuem para o atraso social, econômico e político do país. Mais grave, ainda, o jeitinho importa, com frequência, em passar os outros para trás, em quebrar normas éticas e sociais ou em aberta violação da lei.

      • Insisto.
        Se o banco não teve
        Insisto.
        Se o banco não teve vantagem alguma em relação a outros litigantes e a matéria era repetitiva, isso é como aquele escândalo das “bailarinas” compradas por um ministro no governo Dilma.
        Como leitor, não gostaria de ver o Nassif se incomodar novamente no Poder Judiciário por algo que não vale a pena.

        • Esse assunto é tão comezinho
          Esse assunto é tão comezinho e repetido no Judiciário que não há cogitar impedimento para decidir algo que há anos todos os juízes do país julgam igual. Em verdade, essa ação nem deveria estar lá e só está graças à ineficiência da Receita que não cumpre decisão do STF.
          O Nassif ver problema nisso é porque está de fato pessoalizando a discussão, e duvido que o Gilmar tinha em mente tal questão. Deveria ter consultado o advogado antes de escrever, um amigo do direito, porque aqui só tem comentários de universitários nesse assunto, com exceção deste que respondo, que corretamente pontuou que não houve mudança nada na decisão, só o esclarecimento para efeito de sucumbência. Errou na análise o Nassif, no mínimo repetindo o padrão de desinformação que grassa na grande imprensa, com deturpação dos fatos.

          • Ora a lei ao barro
            O impedimento é ordem pública, de ofício, ainda q haja oríficio permitido por reiteradas decisões, um juiz deve (á lá Miguel Reale) declarar-se impedido. É um imperativo categórigo do princípio LIMPE (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência)do art 37 da CF (ora a CF!, se com jeitinho e pelo fato dos efeitos serem os mesmos da jurisprudência, a “eficiência” à frente da legalidade, inverte-se a Carta).

    • A questão é não se declarar impedido quando deveria

      Nassif não está questionando o mérito da decisão favorável ao Itaú, e sim não ter se declarado impedido quando deveria, coisa que o próprio ministro admite ao alegar ser “vítima de distração”. Critica também o jeitinho enviesado de desconsiderar que a última decisão no caso Itaú foi depois do novo código civil em vigor.

      Também critica o jeitinho mal explicado de justificar as palestras de 47 mil cada por dois anos seguidos pagas por um órgão público (TCE-RO), coisa vedada à juízes (que não podem receber remuneração nenhuma de nenhum órgão público, exceto do magistério, o que não é o caso). 

    • Lesa pátria, funcionário público, crime federal, cadeia.

      … e as mentiras do ministros foram ditas só porque ele é um indíviduo ingênuo e inocente?

  4. Mas é um ilusionista ou não
    Mas é um ilusionista ou não é?
    A seleção de Gotas de Saber do ministro merece publicação nas páginas da Readers Digest. Feita por encomenda para os ouvidos da plebe ignara.

    • cabral no país das maravilhas

      Casou cheio de expectativas e ela te traiu

      O teu sócio de tantos negócios te roubou

      O teu deputado trocou de partido novamente

      O caráter e as traições das pessoas medem-se pelos fatos futuros.

  5. Eh Nassif…sou capaz de

    Eh Nassif…sou capaz de jurar, que a palavra C A N A L H A , foi uma criação inspirada neste indivíduo.

    Orlando

  6.  NASSA:
    Depois de muitos e

     NASSA:

    Depois de muitos e muitos e muitos comentários negativos sobre o ministro Barroso, digo que vc não sabe da missa a metade.

    Barroso é do bem.—-espero não comentar mais sobre o assunto.

    Porque se comentar , irei listar o que esse cara fez de bem ao país que vc não sabe, Nassa.

    E escrevendo o que fez de bem ao país, irá parecer que estou fazendo apologia sobre drogas, abortos e PICARETAS PRESOS  em PRIMEIRA instância, como é em todo país civilizado.

    Barroso até concordou em prisão em segunda instância…

        O seu grande defeito:

     Não é defeito. Foi advogado de um criminoso condenado em 4 paises.Assassinou e mutilou diversas pessoas. Não é crime político. É crime comum e o Brasil acolheu esse assassino no último ato da presidência Lula, com indulto ou coisa parecida.

    Defeito ? Como advogado não é defeito.

      DEfeito é aquela moça que assassinou os pais ,junto com o namorado, e ser PROCURADA pra ser deputada pelo PT.

              Ufa !

       Valha-me ZEUS !

    • O quê esperar de alguém que,
      O quê esperar de alguém que, além de se autodenominar anarquista pretende ser levado a sério? Em tempo: Os países “sérios” a que este senhor se refere seriam aqueles que,vendo derrotados os grupos terroristas que financiam,bombardearsm a Síria na noite passada? Ah,tá: entendi!

    •   “Barroso é do

        “Barroso é do bem.—-espero não comentar mais sobre o assunto.”  

         Essa é boa! Tenho um comentário à altura: Barroso é do mal – espero não comentar mais sobre o assunto.   De resto, você capricha em expor seu caráter: a assassina dos próprios pais conta com sua simpatia, mas um partido político com 1.600.000 de filiados só pode estar mentindo, segundo você. Interessante é que teriam procurado até a assassina para ser candidata, mas ainda não chegaram ao ponto de te procurar, hein?   Falando nisso, como vai sua sinecura no Rio Grande do Sul, patrocinada pelo PSDB, partido ao qual você é filiado?

  7. O discurso do Barroso sobre
    O discurso do Barroso sobre corrupção carrega a marca indelével da contradição. Em sintonia com o tal “sentimento social”, critica a quantidade de habeas corpus que chegam ao STF, enquanto julga tranquilamente uma causa de natureza tributária envolvendo um dos maiores bancos do país, ligado ao seu ex escritório de advocacia. Coerência, zero. 

  8. De tanto esperto que era, se atrapalhou
    Isso poderia ser tema de uma ópera bufa:
    O pretenso iluminista que de tanto esperto que era, se atrapalhou.

  9. Santo de barro
    É de se gargalhar das esquivas do ministro frente às invectivas da inteligência ubuntu de Nassif. Ágora, o tanto de titubeio e tatibitate do juiz ante a corrupção, as palestras ñ seriam álibis às próprias corruptelas do vernáculo empolado do ilusionista, digo, iluminista ? E quis por à prova, com a voz embargada pela pusilanimidade, o caráter de Gilmar Mendes, seguindo o relatório da globo. Só os ignóbeis ñ enxergam a deslavada quadrilha q assaltou a democracia. Perguntas de um peão q questiona o saber jurídico dod bispos do Supremo. E leu Brecht…

  10. Barro de santo
    É de se gargalhar das esquivas do ministro frente às invectivas da inteligência ubuntu de Nassif. Ágora, o tanto de titubeio e tatibitate do juiz ante a corrupção, as palestras ñ seriam álibis às próprias corruptelas do vernáculo empolado do ilusionista, digo, iluminista ? E quis por à prova, com a voz embargada pela pusilanimidade, o caráter de Gilmar Mendes, seguindo o relatório da globo. Só os ignóbeis ñ enxergam a deslavada quadrilha q assaltou a democracia. Perguntas de um peão q questiona o saber jurídico do bispo do Supremo. E leu Brecht…

  11. Xadrez barroso
    Pavão misterioso pássaro formoso,tudo e mistérios nesse teu voar…muita história tem para contar…eles são muitos e não podem voar, pavão misterioso!!!!

  12. Xadrez….

    O contrário de Pobreza é Riqueza. Aqui até o óbvio é de difícil compreensão. 93% dos Brasileiros (cerca de 200 milhões de pessoas) ganham menos que o Auxílio Moradia do Judiciário de 4.500 reais. Um País Trilionário de Milhões de Miseráveis. Dinheiro nunca teve em falta. Dinheiro nunca foi o problema. Dinheiro foge pelo ladrão. Quer saber onde está o dinheiro? Leia a s matérias de GGN e as cifras sempre citadas. Febraban e o Poder Judiciário, embolados em Resort’s Paradisiacos podem explicar uma parte do caminho das pedras. O Brasil é de muito, mas muito, mas muito fácil explicação.   

  13. STF: um trabalhinho pro ganho “extra”
    Nossas excelências ministros e suas atividades fora do tribunal… Pra eles STF não é principal atividade e sim uma “renda extra”. E que renda extra essa

  14. Barro de santo
    É de se gargalhar das esquivas do ministro frente às invectivas da inteligência ubuntu de Nassif. Ágora, o tanto de titubeio e tatibitate do juiz ante a corrupção, as palestras ñ seriam álibis às próprias corruptelas do vernáculo empolado do ilusionista, digo, iluminista ? E quis por à prova, com a voz embargada pela pusilanimidade, o caráter de Gilmar Mendes, seguindo o relatório da globo. Só os ignóbeis ñ enxergam a deslavada quadrilha q assaltou a democracia. Perguntas de um peão q questiona o saber jurídico dos bispos do Supremo. E leu Brecht…

  15. Lembrete

    É bom não esquecer quem o nomeou. Aliás, quem nomeou a maioria dos ministros do STF 9com oportunidades de corrigir eventuais equívocos, já que alguns se aposentaram e outros faleceram ao longo do mandato).

  16. Causa do Banco ITAÚ
    Sr. Nassif,

    Considero sempre nos meus Comentários que a Imprensa Livre é Benéfica para a Democracia, idem para os Órgãos Fiscalizadores.

    Está Reportagem e Abrangente surgindo num momento de atrito entre os Membros do STF.

    As Leis do País são Confusas, e é uma Constante desde1984, medidas Provisórias (que raramente, viram Leis), ou seja : posso entender que elas têm a Finalidade de (Arrecadação), e as empresas que recolherem os Impostos das Medidas Provisórias, se não vira Lei, recorrendo, são Absolvidos de Pagar, ou ter o valor Pago restituído, em Créditos Futuros.
    São inúmeros os Casos nesta Situação.

    É um Empréstimo Compulsório que o Governo Criou, e quem Reclamar ele Devolve, que não reclama, ficamos Cofres para fazerem o que bem entenderem, menos, beneficiar o PIB.

    Caso Eu não esteja correto nos meus Comentários, agradeço me retornar.
    Grato

  17. Barroso, assim como FHC, são

    Barroso, assim como FHC, são apenas formas distintas do mesmo Brás Cubas de Machado de Assis. Tentam agradar a platéia, mas são mesquinhos, carentes de caráter e insignificantes (tal como o personagem, nada de significativo deixarão). Tenho certeza de que FHC, na próxima entrevista na Europa, dirá que a prisão de Lula é injusta. Barroso é o sujeito que acha que deixando concorrer apenas os candidatos de sua preferência pessoal, a democracia seria fortalecida. Pra entender a cabeça destas peças, só a ironia do mestre Machado mesmo.

  18. Toga

    Acabo de entender para que servem as togas.

     

    Proponho que este site edite uma seção só com os casos de corrupção por ordem alfabética de cada Ministro de Supremo, porque acabamos perdendo a conta e é uma pena não podermos citaá-los no momento oportuno.

    • Golpe dos Corruptos

      Já eu tenho absoluta certeza que sim. Lembre-se dos principais promotores do Golpe: Eduardo Cunha; Aécio Neves; Michael Temer; Aloysio Nunes; Romero Jucá; Sérgio Moro….

  19. novamente…
    Repetindo, muitos juízes que tornaram -se celebridades têm medo de fazer o seu trabalho como juízes, eles seguem a imprensa golpista por medo de terem suas vidas expostas, juízes do stf julgam casos empresariais envolvendo bilhões e a prevaricação e corrupção São notórias, caso eles contrariem os golpistas terão suas ” vísceras” expostas, além de conseguirem novos mercados no ramo das palestras.

  20. em breve

    ele vai propor uma nova interpretação hemeneutica da lei da gravidade.

    somente se criam essas frívolas figuras por conta de nossa ignorancia. 

  21. “barroso” virou “gabinete”

    Para sair pela tangente o ilusionista e malabarista substitui até seu nome. Agora entendi porquê ele é tão solicitado para dar palestras sobre a “corrupssão”, já que entende como ela funciona por experiência própria.

    Será que ele é capaz de dar alguma palestra sobre DESIGUALDADE, nosso maior problema?

  22. Então, os donos de mídia
    Então, os donos de mídia escolheram um novo rei. O novo rei nomeou novos juízes.

    Reis nomeiam juízes para carimbar seus estatutos e decretos. Sua seleção é feita com cuidado para não nomear alguém que cause problemas.

  23. Favor enviar esse
    Favor enviar esse levantamento sobre a ficha suja do santo Barroso pro Gilmau Mendes. Vai ser interessante ver Gilmau desmascar mais uma vez esse pavão misterioso.
    E esse corrupto togado ainda vem querer condenar Lula.

  24. Cínico

    Mais um coxinha deslumbrado que comprou casa na Florida (EUA) mediante off shore da sua esposa.

    Como confiar o “bem do Brasil” ou a “verdade” a um sujeito desses, ainda com o rabo preso com a rede Globo?

  25. Por uma operação Lava-Toga

    Mais um vergonhoso caso de funcionário público que se submete aos interesses das grandes corporações em troca de migalhas. Enquanto não tivernos uma Operação Lava-Toga para limpar essa corrupção em diferentes graus que assola o Judiciário, o Brasil permanecerá essa republiqueta com todas as suas instituições a serviço do capital. 

  26. Por uma operação Lava-Toga

    Mais um vergonhoso caso de funcionário público que se submete aos interesses das grandes corporações em troca de migalhas. Enquanto não tivernos uma Operação Lava-Toga para limpar essa corrupção em diferentes graus que assola o Judiciário, o Brasil permanecerá essa republiqueta com todas as suas instituições a serviço do capital. 

  27. Mais um moralista ficando nú,
    Mais um moralista ficando nú, corrupção nos olhos dos outros é refresco!
    Obs:Nassif eles chegam lá e vêem q é tão fácil “ganhar o seu”e q “não pega nada”(punição)q se empolgam,mas sabe o q é pior? Este discurso hipócrita,lembrou muito o impeachment da Dilma na câmara dos deputados (é câmara mesmo viu Moro(ignorante)e não CAMERA como vc já disse na tv(pasmem),(uma pessoa igual eu dando lição de português ao “maior juiz”do mundo,quem diria e pior,aplicando um “português matemático q nem existe cheio de parentêses)!)
    Obs²:Nassif,desculpa esse comentário,vou procurar melhorar na qualidade p poder agregar mais,eu ” pago um pau”p a inteligência de vcs,queria ser igual um dia,mas sei q tenho uma inteligência tb(acho)!

  28. belo trabalho investigativo

    Parabéns pela matéria. Grande trabalho investigativo! Precisávamos de mais jonalistas como você.

  29. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come…

    Chega uma hora em que você não consegue mais separar o crime que é cometido por bandidos com a ação de certos juízes!

    O que diferencia um do outro é o nível de reação!

    Com os crimes dos bandidos você fica indignado e vê a esperança na policia e na justiça, com ação destes juízes você fica perplexo e impotente pois eles carregam atrás de si, o judiciário e toda sua estrutura, a policia e agora as Forças Armadas!

    De que adianta o policial prender o ladrão da lata de sardinha, arriscar a levar bala para impedir o contrabando nas fronteiras, prender traficantes se o juiz anistia poderosos na casa dos milhões?

    A ação de certos juizes é mais danosa, sai mais caro para o país!

    O crime do bandido sai mais “barato” e assim, pasmem – é melhor do que a ação de certos juizes!

    É mole ou quer mais?

  30. Desprestigio a ética e a lei. Juiz Imperial.

    Neste momento Magistrados e Tribunos estão juntos em busca criativas formas de justificar riqueza.

    Outro ponto, Elite brasileira, via de regra, não respeita quem lhe pareça inferior em prestigio no seu meio, ou em riqueza.

    Assim, consideram que importancia do cargo está emparelhada com a remuneração. Quem ganha menos, vale menos. Quem ganha mais: manda. Quem ganha menos: obedece.

     

  31. Os ratos

    Se fôssemos estudar o brasileiro e seus paradoxos, ficariamos doidos. O judiciario por inteiro vive dando seus jeitinhos e quando o juiz não se considera impedido existe sempre uma mão para lavar a outra…

    E ai o problema é o sitio dos amigos do Lula. O problema é um apartamento classe média no Guaruja. O problema é uma pobre de uma empregada doméstica, que não deve ganhar suficentemente bem, e que acumula com os 160 ou 180 reais de bolsa familia.

    A sonegação de impostos no Brasil e pratica geral e irrestrista – incluindo toda essa gente de bem, que comemora prisão de Lula e o genocidio nas periferias e favelas – não vem ao caso. Tem que se arrumar sempre um bode expiatorio para se jogar em cima dele a culpa de todos os jeitinhos que se dão no Brasil do andar e assim conclamarem nos salões, tal qua no poema de Carlos Drummond:

    Mas que século, meu Deus! – Exclamaram os ratos.

    E voltaram a roer o edificio.

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