Roliúde – Leitura de Quarentena, por Homero Fonseca

Tomo a liberdade de recomendar meu romance Roliúde como opção de leitura para esses difíceis tempos de quarentena.

Roliúde – Leitura de Quarentena, por Homero Fonseca

Amizades, vou contar uma história de Carlitos, cujo nome verdadeiro é Chaplin, mas isso em americano, porque em brasileiro Chaplin quer dizer Carlitos. Esse Carlitos é um caboclo liso, pobre de Jó, sempre metido em ingresias. Ele anda de um jeito engraçado, assim, feito pé-de-pato. Sujeito mal-amanhado tá ali: chapéu-coco fubento, calças afolozadas, uma bengalinha ensebada – uma marmota! Cagado e cuspido um flagelado da seca. Um dia, Carlitos vai para o garimpo nas montanhas, atrás de encontrar ouro.

Sinopse:

O romance Roliúde (Record, 2007) realiza uma simbiose entre o imaginário profundo do Sertão nordestino e o Cinema, uma arte largamente globalizada. É protagonizado por Bibiu – descendente direto de João Grilo, Cancão de Fogo, Pedro Malazartes, Quaderna, Lazarilho de Tormes e até mesmo Odisseu –, um contador profissional de filmes. Já velho, ele narra em 1ª pessoa sua trajetória pelas feiras, praças, bares, fazendas, puteiros, usando a linguagem entendida pelos sertanejos, adaptando a cultura cinematográfica aos valores locais e alterando os enredos para satisfazer as expectativas da audiência. Intercalando os capítulos, desfiam-se transcrições literais de sua colorida apresentação dos filmes, misturando aos mitos e costumes nordestinos as aventuras de Carlitos, Oscarito, Tarzã, King Kong, A dama das camélias, Casa Blanca e E o vento levou, entre outros sucessos.

O livro foi adaptado para o teatro por João Ricardo Oliveira e foi tema da escola de samba paulista Colorado do Brás no carnaval de 2017.

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O que eles disseram:

Fernando Monteiro, escritor e cineasta: “Este primeiro romance de Homero Fonseca é, antes do mais, um achado literário com base na força do imaginário do cinema – que os autores contemporâneos ainda refletem pouco, apesar de a tela ser uma onipresença há um século contado da primeira exibição pública (Paris, 1895) de imagens em movimento.”

Nélson de Oliveira, crítico: “O texto não caminha, voa, a leitura jamais tropeça ou fica maçante. E os clássicos do cinema, contados de maneira divertida e sertaneja, servem pra quebrar a rotina, mudar o ponto de vista, divertir. Creio que é isso mesmo: o humor é a coluna vertebral do teu romance. Sem o humor, com certeza o livro não alçaria voo. Bibiu e Macunaíma são irmãos siameses.”

Paulo Betti, ator: “Seu livro é uma delícia! Muito divertido mesmo!

Cada hora escolho um filme e leio sempre com muito prazer. Uma ideia sensacional e muito bem realizada. Sua escrita é de primeira! Vou emprestar também para amigos que já estão curiosos com o livro.”

Bráulio Tavares, escritor: “A arte de contar filmes é um dos ramos menos lembrados da literatura oral, e só isto bastaria para justificar a existência do romance.”

Xico Sá, jornalista e escritor: “rapaz, reli agora o teu livro, pq ja tinha achado do caralho. livraço mesmo.”

Maurício Kubrusly, crítico de TV: “Mais uma geringonçada idéia do Bibiu – aquele q vc viu aqui no Fantástico, contando o filme da vida de Jesus. João Miguel (o ator nota mil, q está por aí com o filme Estômago, só ñ viu quem já morreu) faz o papel do pernambucano Bibiu, a partir da reportagem do pernambucano Geneton Moraes Neto, q entrevistou o pernambucano Homero Fonseca, q escreveu o livro Roliúde. Ufa!… é muito pernambucano pra uma frase só. O livro é uma festa.”

Roliúde pode ser encontrado em livrarias, inclusive na Amazon e na Estante Virtual, em formato impresso e digital (e-book).

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Vejam vídeo: You tube https://youtu.be/zxRyH4mNlZc

 

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