As novas cores de Macunaíma

Jornal GGN – Depois de entrar em domínio público, em 1º de janeiro deste ano, o clássico de Mário de Andrade, Macunaíma, ganhou uma versão em quadrinhos pelas mãos do artista Ângelo Abu, em coautoria com Dan-X.

Com traços marcantes e cores fortes, chapadas, os quadrinistas optaram por não seguir à risca o texto original e se permitiram adaptar a linguagem aos dias atuais. O resultado é um livro de 80 páginas, encadernado pela Editora Peirópolis, que já chama atenção pela capa – quente, caótica e cheia de referências ao original.

“A adaptação para os quadrinhos aumenta a procura por esse tipo de leitura e aproxima os jovens”, acredita o autor. “Quanto mais versões, mais vasta a realidade”.

De fato, a prática de adaptar livros de referência para os quadrinhos tem se tornado cada vez mais comum. Em geral, os jovens demonstram maior interesse pelo formato e a adaptação pode ser uma maneira de aproximá-los de uma literatura clássica, obrigatória, de formação.

O mercado também está sabendo aproveitar o nicho. Frequentemente, essas releituras ganham editais do governo, que oferecem recursos para incrementar significativamente as tiragens com o objetivo de que a distribuição chegue a prédios públicos, como escolas e bibliotecas.

Certamente, a saga de Macunaíma precisa ser aprendida e compreendida pelas novas gerações de brasileiros, se não quiserem se ver refletidas nas falhas de caráter desse anti-herói.

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