Com o olho claro e vivo da tormenta, por Romério Rômulo

Minhas quimeras, meu bordões e feras / os meus encantos, frevos e acalantos / minhas agruras, rastros e ternuras.

Pablo Picasso

Com o olho claro e vivo da tormenta

por Romério Rômulo

 

Se faço sonetinos tão estrábicos

numa visão mais seca que me late

pelos instantes mais terríveis, rábicos

da fera crua que me ama e abate

 

Minhas quimeras, meu bordões e feras

os meus encantos, frevos e acalantos

minhas agruras, rastros e ternuras.

 

E se eu cumprisse a dor que me arrebenta

e alterasse a dor que me arregaça

com o olho claro e vivo da tormenta?

 

Romério Rômulo

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