Deixei as vidas arcaicas, delinquentes, por Romério Rômulo

Fui quantos na estrada deste mundo? Não tive rima, nunca fui Raimundo.

Deixei as vidas arcaicas, delinquentes

por Romério Rômulo

Não vim de pai nem mãe. Sou filho torto.
Eu, filho da quadrilha e do esgoto.

Bandeiras ancestrais que me trouxeram
Nos ouros e nas pedras me deixaram.

Fui quantos na estrada deste mundo?
Não tive rima, nunca fui Raimundo.

Amei fadas e bruxas e miúras
E fui queimado no fogo destas fúrias.

Deixei as vidas arcaicas, delinquentes
No rasgo das estradas mais dementes.

Eu amei tantas, nem tanto fui amado
Absurdas vilãs do meu pecado.

Romério Rômulo

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