Dos portais de Villa-Lobos, meu outono, por Romério Rômulo

Pela fera em visão de abandono / Na crueza infiel da melodia

Dos portais de Villa-Lobos, meu outono

por Romério Rômulo

Pela dura escassez, um cão sem dono
Pela múltipla água da agonia
Pela fera em visão de abandono
Na crueza infiel da melodia

Dos portais de Villa-Lobos, meu outono
Toda morte tornada em fantasia
Arrasado e viral, um cão sem dono
Pela crassa intrusão da poesia

Bachiano queimado do meu sono.

Romério Rômulo

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