Faz sismo, mas eu me levanto, por José Carlos Peliano

dos pés derrapa nosso chão / dos olhos escapa o futuro / falta juntar quando e então / para o como se ter maduro

Faz sismo, mas eu me levanto
(a Thiago de Mello)
por José Carlos Peliano

Junte aí tudo o que sobrou
guarde na geladeira o vinho
não me espere que hoje eu não vou
ainda há sombras no caminho

nuvens prendem o por do sol
um sol antes cor de laranja
bagaço agora de um rol
de medos que só medo esbanja

escuto você me chamar
por entre os ecos de esperança
nem que me escureça o olhar
ainda volto para a dança

quando puder eu chego aí
estou em busca de achar
com os outros um tempo aqui
onde encontrar refeito o ar

dos pés derrapa nosso chão
dos olhos escapa o futuro
falta juntar quando e então
para o como se ter maduro

lutar por todos de mãos dadas
ir atrás de destino igual
passar por todas as estradas
com a liberdade ao final

faz sismo, mas eu me levanto
para o dia melhor guiar
faz escuro e também eu canto
qual Thiago já fez brilhar

espero só me ver voltar
para refazer nossa vida
o vinho pegar e brindar
a sua luz em mim florida

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