Na mão atropelada em que me levas, por Romério Rômulo

Foste cruel. Na voz mata borrada / A vida não me deu os meus enredos

FOTO BERTRAND LANGLOIS AFP

Na mão atropelada em que me levas

por Romério Rômulo

Fôssemos todos brancos e azedos
O mundo só veria um caudal de trevas
Na mão atropelada em que me levas
À difusão infernal de tantos medos.

Foste cruel. Na voz mata borrada
A vida não me deu os meus enredos
Vi a cobra fatal, enovelada
Filha do cão a desmontar segredos

Meu coração em carne, quase nada
Ruídos enterrados nos degredos.

Romério Rômulo

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Leia também:  Caindo no abismo sem fundo, por Sebastião Nunes

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome