O meu cavalo é surto quando em pelo, por Romério Rômulo

Posso aterrar as mantas do cabelo que cobrem as manhãs do meu cavalo.

Cândido Portinari

O meu cavalo é surto quando em pelo

por Romério Rômulo

1.
Segunda chance: a morte do cavalo
Numa estrada barrada em pesadelo
O corte da estrada é o apelo
Que faz a vida parecer quebrada.
2.
Se apesar de tudo, eu, num estalo
Perder a mansidão do meu desvelo
Posso aterrar as mantas do cabelo
Que cobrem as manhãs do meu cavalo.
3.
Estalo, mansidão, tudo atropelo
Feridas que se fecham na quebrada
O meu cavalo é surto quando em pelo.
4.
Revelo, me revelo, em puro gelo
Do olhar que acompanha como nada
Este cavalo doido. Quero vê-lo.

Romério Rômulo

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