Procuro deuses que me bebam/E sambem, por Romério Rômulo

Sou a amargada visão de um calafrio / Num corpo ancestral e delinquente.

Marc Chagall - fragmento

Procuro deuses que me bebam/E sambem

por Romério Rômulo

1.
Quando a estrada me entrega ao céu mais quente
À dor que me arrebata no desvio
Sou a amargada visão de um calafrio
Num corpo ancestral e delinquente.
2.
Fizesse um pecado de repente
Surgisse pela mão qualquer de um rio
Meu olho desatado de serpente
Te entregava o escuro do desvio.
3.
Busco a visão de deuses que me lambem.
Procuro deuses que me bebam e sambem.

Romério Rômulo

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