Todo poeta se vê na agonia, por Romério Rômulo

Sou aos pedaços, sou outro / E pouco caibo nas altitudes do homem.

Pablo Picasso

Todo poeta se vê na agonia

por Romério Rômulo

Os escombros caem da geometria
E tudo brilha aos pedaços.
São puras as letras do poema
E o caldo que me bebe é o escuro.

Sou aos pedaços, sou outro
E pouco caibo nas altitudes do homem.
Meu olho vela nas sombras.
Minha mágoa é pouca e tanta
Que pouco sobra em meus ossos.

Todo poeta se vê na agonia.
Todo poema é um relato de nada.

Romério Rômulo

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