Vamos começar tudo de novo?, por Sebastião Nunes

centros-cerebrais-ok.jpg

por Sebastião Nunes

Durante milênios, filósofos de todas as correntes, tendências e manias especularam sobre o funcionamento de nosso cérebro.

Ocupará a crueldade um determinado escaninho?

Onde se localiza a prudência?

A capacidade de amar nasce conosco ou é acrescentada mais tarde?

E a alma? Sua origem está no cérebro, no estômago ou no coração?

O que no princípio não passava de sucessivos saltos no escuro aprimorou-se com o tempo e novos e notáveis instrumentos de especulação e pesquisa.

Responsável por toda a criação desde o início, Deus foi posto para escanteio nos tempos modernos e as sondagens se tornaram, aparentemente, científicas.

Mais tarde a metafísica caiu do galho, dando lugar à psicologia como meio de descobrir como funciona nosso cérebro.

E assim chegamos ao século XXI. E aqui estamos nós.

As guerras continuam.

Os genocídios continuam.

As traições continuam.

Os golpes de estado continuam.

A miséria continua.

Hoje, como antigamente, a maldade segue cumprindo, com galhardia, seu papel de vilã em nossa assombrosa história de inconsequência e irresponsabilidade.

Continuamos, como desde os tempos das cavernas e da pedra lascada, mergulhados em violência inaudita e, na maioria dos casos, incompreensível.

Como é possível que o ser humano, depois de tantos milênios de tentativa e erro, seja o mesmo bicho insensível e louco que foi quando mal sabia se colocar de pé?

Pessoalmente, me sinto mais confuso do que nunca.

Não sei de mais nada. Tudo o que aprendi foi pelo ralo.

Atolado em perplexidade e angústia, só tenho uma coisa a oferecer.

Um modelo setecentista de nosso cérebro, com seus 24 centros de atividades.

Quem o propôs?

Desconheço. Presumo que tenha sido alguém dotado das melhores intenções possíveis, disposto a contribuir para o nosso aprimoramento.

Aí, portanto, está ele, um modelo tosco e mal-acabado, como nosso cérebro atual.

Que os otimistas possam torná-lo, talvez e finalmente, viável.

Assine

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

12 comentários

  1. NassifBom diaApesar de

    Nassif

    Bom dia

    Apesar de sermos animais, culpo o raciocinio por nossa tragédia humana !!!

    Que tal resetarmos a memoria  ???

    Abração

  2. Seria interessante e

    Seria interessante e extremamente fácil examinar o cérebro de um representante da classe média coxinha imbecil, porque este cérebro seria formado apenas por um único centro, o da burrice.

  3. Apezar de um ou outro acerto,

    Apezar de um ou outro acerto, a maior parte do mapa esta simplesmente errada.  Pra piorar, nao tem conjufacao verbal, que fere diretamente o sentido fisico de um corpo eletromagnetico atravez do tempo, dando abertura a um lugar fisico e corporal como representante de emocao quando nao eh o lugar em si mas o relacionamento de partes, inclusive as que nao estao contabilizadas…  que nao sao poucas.

    O que esse mapa (proto)telepata representa (ou tenta e em sua maior parte falha representar) nao eh o que voce pensa, eh o que outra pessoa pensa, portanto nao tem a menor base logica da maneira que as pessoas comuns o entendem.  Esse entendimento eh critico, sem ele o mapa nao faz o menor sentido.  (Eh nisso que resulta trabalho com sentidos multiplos, alguns dos quais sao invisiveis.  Sim, esse mapa esta dizendo coisas invisiveis.  Nao adianta tentar ver, voce nao vai conseguir.)

    Porem…  pra um mapa de mais de 100 anos…  ta um trabalho admiravel!

  4. A Neurociência Cognitiva não

    A Neurociência Cognitiva não segue pressupostos da frenologia. 

     

    Seres humanos “dos tempos das cavernas” viviam em grupos pouco numerosos e relativamente isolados uns dos outros – algo ainda mais extremo no caso dos primeiros hominínios – e, portanto, grupos dotados de indivíduos violentos não resistiriam por muito tempo. Não há evidência de que a violência vista hoje nas sociedade modernas estava presente nas espécies anteriores a nossa ou mesmo nos primórdios da nossa espécie, quando  – muito provavelmente –  religião ainda não existia. 

    A fé religiosa aumenta o viés de confirmação e gera textos patéticos que não deveriam ser publicados em sites como este. 

  5. O bom selvagem

    Caro Sr. Nunes

    Sua postagem tocou um assunto digno de resposta. Por isto tentarei dar a minha contribuição ao post.

    Três milhões de anos atrás. Originalmente era o bom selvagem. Não tinha raciocínio desenvolvido, mais ou menos como os animais o são até hoje. Portanto não premeditava, não cometia genocídios, apenas defendia territórios, lutava por comida, e como os animais tinha paz interior.

    Uma pessoa, ou um animal, sem o raciocínio, é um meditador constante. Não sente ansiedade, nem depressão, vive sempre o momento presente, este é o segredo de sua Paz Interior.

    Com o tempoo raciocínio foi se desenvolvendo na espécie humana. Isto em si, não era mau. Mas o raciocínio ocupou toda a mente da espécie humana, que não deixou o menor tempo para meditar, e a parte do cérebro que servia para meditação se atrofiou, após milhões de anos, de geração em geração. Chama-se isto de evolução orientada, no caso orientada para um lado errado, pelo próprio livre arbítrio humano.

    Com isto o ser humano perdeu certas faculdades, como a capacidade de prever desastres naturais, terremotos, tsunamis, como os animais ainda possuem tal capacidade.

    Mas esta foi a menor das perdas. O ser humano, perdeu a capacidade de sentir Paz Interior e serenidade, perdeu a capacidade de sentir compaixão, perdeu a capacidade de contemplar o belo, aí começava a tragédia humana.

    Com o tempo surgiram as guerras, os genocídios, a escravização de povos inteiros. A capacidade de destruição humana, se ampliava conforme o raciocínio se desenvolvia mais e mais. A tal ponto que chega a ameaçar a existência da própria Terra com arsenais nucleares.

    Agora o raciocínio o ser humano, se tornou tão potente, que o ser humano, em sua maioria nem consegue mais desligá-lo, ou melhor desligar-se dele e parar de pensar, para finalmente meditar e sentir Paz. A ausência do pensamento produz a meditação e redesperta a perdida intuição. Finalmente a humanidade se torno escrava de seu raciocínio, e este a destruirá por completo, caso não seja controlado.

    ————–

    Pensar sem parar se tornou uma doença. A doença acontece quando as coisas desequilibram. Por exemplo, não há nada de errado com a divisão e a multiplicação das células no corpo humano. Mas, quando esse processo acontece sem levar em conta o organismo como um todo, as células se proliferam e temos a doença.

                   Se for usada corretamente, a mente é um instrumento magnífico. Entretanto, quando a usamos de forma errada, ele se torna destrutiva. Para ser ainda mais preciso, não é você que usa a sua mente de forma errada. Em geral, você simplesmente não usa a mente. É ela que usa você. Essa é a doença. Você acredita que é a sua mente. Eis aí o delírio. O instrumento se apossou de você.
                   (…) Estamos tão identificados com ela que nem percebemos que somos seus escravos. É quase como se algo nos dominasse sem termos consciência disso e passássemos a viver como se fôssemos a entidade dominadora. A liberdade começa quando percebemos que não somos a entidade dominadora, o pensador. Saber disso nos permite observar a identidade. No momento em que começamos a observar o pensador, ativamos um nível mais alto de consciência. Começamos a perceber, então, que existe uma vasta área de inteligência além do pensamento, e que este é apenas um aspecto diminuto da inteligência. Percebemos também que todas as coisas realmente importantes como a beleza, o amor, a criatividade, a alegria e a paz interior surgem de um ponto além da mente. É quando começamos a acordar. ———-” A inteligência desprovida de sabedoria torna-se muito perigosa e destrutiva. E nesse estado que se encontra a maior parte da humanidade. ” ———– “O pensamento é um estágio de evolução da vida. A natureza existe em uma quietude inocente anterior ao surgimento do pensamento. A arvore, a flor, o pássaro, a rocha são ignorantes a sua própria beleza e sacralidade. Quando um ser humano se torna internamente calmo ele vai além do pensamento. Há uma outra dimensão de “saber”, de consciência, na quietude que existe além do pensamento.”

    “O predomínio da mente é apenas um estágio na evolução da consciência.

    ” O passo seguinte na evolução humana é transcender o pensamento ( pensar apenas quando necessário ) . Atualmente é nossa tarefa mais urgente. Isto não implica deixar de pensar, mas sim, deixar de identificar-se completamente com o pensamento, deixar de ser governado pelo pensamento 

    . Pensamento e consciência não são sinônimos. O pensamento é um pequeno aspecto da consciência. O pensamento não consegue existir sem a consciência, mas a consciência não necessita do pensamento.

    A iluminação significa chegar a um nível acima do pensamento, e não em ficar abaixo dele, ao nível de um animal ou de uma planta. No estado iluminado, continuamos a usar nossas mentes quando necessário, mas de um modo mais focalizado e eficiente. Assim, utilizando nossas mentes com objetivos práticos, não ouvimos mais o diálogo interno involuntário e sentimos uma enorme serenidade interior. “

    Eckhart Tolle

    • Uma outra perspectiva correlata

      Zé Guimarães, gostei muito do seu comentário, e me senti inspirado a reproduzir aqui palavras de um sábio que eu lia dia desses, que acredito relacionarem-se ao teor das suas palavras:

      “Há três tipos de criaturas: primeiramente, os anjos, que são pura razão; a submissão, a obediência e a recordação de Deus são sua natureza e seu alimento; vivem disso, como o peixe vive da água. Não há obrigações pesando sobre eles; são puros e desprovidos de desejos. Se não cedem a desejos carnais ou não os sentem, que mérito têm? Como são seres puros, não devem fazer esforços para lutar contra tal impulso. Sua obediência não deve ser vista como tal, pois são seres que não existem sem obediência.

      Em segundo lugar, os animais que são puro desejo. Não há razão que os limite nem obrigações pesando sobre eles.

      Finalmente, há o pobre homem, composto de razão e de desejo: ele é metade anjo, metade animal; metade serpente, metade peixe. O peixe o atrai para a água, a serpente para a terra, e está sempre em conflito e dividido. “Aquele cuja razão domina o desejo é superior aos anjos, e aquele cujo desejo domina a razão é inferior aos animais.”

      “O anjo salva-se por seu conhecimento

      e o animal por sua ignorância.

      entre os dois, o homem permanece em litígio.”

      Mawlana Jalal al-Din Rumi (1207-1273), Fihi-Ma-Fihi, pp. 112-113

      • Exatamente

        Animais não tem livre arbítrio. Não podem interferir conscientemente na evolução destrutivamente, criando algo feio ou desarmonioso. Tudo na natureza é pleno de beleza, harmonia, e perfeição.

        O ser humano pode, pois possui livre arbítrio. A humanidade tem a possibilidade de falhar, se quiser, devido ao livre arbítrio.

        Anjos , seriam outra espécie sem livre arbítrio, talvez como os animais, que vibram na lei da natureza com perfeição, sem poderem se eximir deste destino.

        —————-

        ” Observe um animal, uma flor, uma árvore, e veja como eles repousam no Ser.
        Sinta a imensa Dignidade, Inocência e Dimensão do Sagrado que existem neles.”

        Eckhart tolle

    • puxa vida……………………..que bonito

      sempre acreditei que as regiões são projetores……………………….

      pioramos quando fomos, não educados, guiados………………………………………………….

      porque no que chamam de “iluminação” não necessariamente a preservação da lucidez pessoal precisa ser ininterrupta

      muitos estudos ao contrário: não chegamos porque fazemos vibrar, chegamos porque as regiões deixam de vibrar

      ininterrupta…mente………………………..ou tão somente tão somente passam a projetar

      não pense, projete no outro o que vem dele mesmo sem que ele conheça

      • o lance de projetar em outro que mencionei…

        vi no caso exoesqueleto que não dão muito valor aos…………..aos…………………..aos atalhos…………………………………………………………………………mesma projeção em outro…………………nada a ver com a psicológica

        enfim, circuitos guiam, geram respostas imediatas. apenas porque delas precisam para cientificarem que estão corretos ou que pode ser por aí, pela substitição de circuitos………………impedem o circuito danificado de se alojar em outro criado naturalmente para uma mesma, ou muito parecida, projeção de movimento

        é assim na natureza……………..circuitos procuram circuitos e não respostas que venham a servir a um só movimento ou a uma só característica de determinado componente em movimento……………………………………………………………uma peça ou processador local que se isola, quase que elimina ou se afasta do natural

      • Iluminação

        Exatamente, caro Peregrino, a Iluminação não vem do fazer, do vibrar, mas da ausência de pensamento. Ao e parar de pensar, a parte do cérebro responsável pela intuição começa a funcionar.

        O ser humano Iluminado controla seu pensamento, pode desligá-lo ou ligá-lo conforme quiser. Mas isto não influi na sua lucidez. Pois há lucidez sem pensar em nada. O meditador, mesmo sem pensar em nada continua lúcido. Mas mesmo quando dorme o ser humano Iluminado continua Iluminado.

        Há quem diga que o ser humano Iluminado adquire capacitações que pareceriam milagrosas para a humanidade atual, como se lembrar perfeitamente de seus sonhos, ou seja, sonhar conscientemente, sonhar lucidamente, pois a parte do cérebro reponsável pela intuição está ativa e funcionando perfeitamente.

         

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome