A Epidemia do Carbono e a Poluição Agrícola

Essa coluna apresenta um outro problema da epidemia do carbono. Como se diz “não se faz omelete sem quebrar os ovos”, etc, etc, ok. Obvio que a mineração vai causar um impacto local-regional. Mas se o projeto for bem feito “design”, o processo de reabilitação das áreas exploradas pode melhorar muito o sistema de produção do minério. Enfim o país ganha ao deixar de importar $$$ e os custos agrícolas são minimizados $$$, e assim, maior lucro para o produtor rural $$$, uma maravilha! Por outro lado, os “ambientalistas” vão a juízo levantar as toneladas de carbono, a perda da biodiversidade local-regional, os riscos sobre a qualidade das águas do rio madeira, etc, com certa razão. No entanto, aqui entra as distorções sobre as prioridades dadas pela assimetria entre o impacto local da mineração e o impacto difuso da distribuição dos fertilizantes nas propriedades rurais país afora. No discurso, a prioridade vai ser com certeza a Epidemia do Carbono em detrimento da biodiversidade, das águas com risco de poluição local, etc. Veja, ninguém vai lembrar que um dos maiores impactos ambientais no país, ou melhor, a perda de receita das propriedades agrícolas com a erosão (lixiviação) difusa dos nutrientes dos solos e fertilizantes que vêm causando um processo lento e silencioso de eutrofização em nossos rios, lagos e mares, e conseqüentemente a perda de qualidade das águas continentais. Enfim a deterioração do maior insumo humano, a água, e a perda de receita das propriedades rurais. Aqui um caminho sinérgico para os “ambientalistas” e os produtores rurais trilharem a ajuda mútua.

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