A política para o lixo e os incineradores

Nassif a amigos,

 a aprovação dessa lei é uma vitória histórica, em certa medida foram 21 anos em que ambientalistas, movimentos sociais e entidades procuraram criar um marco legal para a geração de lixo no Brasil. O andamento dessa lei sempre foi bloqueado pelo interesse das indústrias que preferem não gastar a mais na gestão dos resíduos de geram. São, em muitos casos, resíduos perigosos que afetam a saúde humana e a natureza de forma irreversível.

 Não é uma lei perfeita, pois abre muitas brechas para que os endinheirados não assumam a responsabilidade que lhes cabe. Essa lei poderia ser muita mais eficiente, no entanto a de se verificar muitos pontos positivos importantes, como os planos de gestão para planejamento do manejo com o lixo, a inclusão dos catadores no sistema de gestão e o apoio a essa atividade de forma que garanta melhores condições de trabalho para essa categoria.

Deveríamos estar comemorando, pois não é sempre que algo importante como essa lei sai do Congresso para se tornar realidade, mas acabamos de sair de uma luta para entrar em outra.

Entre as mudanças feitas no Senado está a redação de um parágrafo que favorece a implantação de incineradores para queima do lixo no Brasil. Nos últimos meses empresas multinacionais têm empreendido um grande LOBBY nas prefeituras para a venda de incineradores que prometem acabar definitivamente com o problema do lixo e ainda gerar energia. Os equipamentos são caríssimos e o custo para geração de energia é tão alto a ponto de ser descartado, mesmo ainda no projeto, para a comercialização, o custa do Kw é impossível de ser pago pelo consumidor.

Com a mudança redação do trecho da PNRS que dizia: “após esgotadas as opções de redução, reutilização e reciclagem” a adoção dos incineradores seria então a ultima prioridade. Com a retirada desse trecho, abriu-se o caminho para a implantação dos incineradores nas cidades brasileiras consumindo dinheiro público e afetando a saúde da população de forma irresponsável, uma vez que os equipamentos que estão sendo vendidos na América Latina são aqueles proibidos de serem instalados nos países europeus, ou seja, sucata ultrapassada enviada para o terceiro mundo.

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