Ativistas do Greenpeace são detidos em Brasília após ato contra o Governo, por Nathália Bignon

O protesto, realizado em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, de forma pacífica, tinha como objetivo alertar a sociedade sobre incapacidade do governo em agir diante da série de tragédias ambientais que acometeram o Brasil este ano.

Foto Greenpeace Brasil

Ativistas do Greenpeace são detidos em Brasília após ato contra o Governo

por Nathália Bignon

O Greenpeace Brasil denunciou, nesta quarta-feira (23), que 17 de seus ativistas foram detidos pela polícia após a realização de um ato contra a postura do Governo no caso do derramamento de óleo nas praias brasileiras.

O protesto, realizado em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, de forma pacífica, tinha como objetivo alertar a sociedade sobre incapacidade do governo em agir diante da série de tragédias ambientais que acometeram o Brasil este ano. O motivo da prisão não teria sido dado ainda. Os manifestantes teriam sido levados para o 5º Departamento de Polícia, na Asa Norte.

Em suas redes sociais, a ONG afirmou que “sempre irá se posicionar contra qualquer atitude que represente perigo ao meio ambiente e contra a falta de medidas efetivas do governo em mitigar os últimos desastres ambientais”. Ativistas ainda lembraram a Constituição Federal é um “direito garantido a qualquer brasileiro” e que um “lutar contra os crimes ambientais é um dever”. (https://www.instagram.com/p/B39rcS2hN8l/)

Os primeiros registros de manchas de óleo encontradas no litoral brasileiro foram em 30 de agosto, nas cidades de Conde e Pitimbu, na Paraíba. As manchas já foram encontradas em todos os estados do Nordeste e de acordo com os registros, o óleo alcançou uma faixa de mais de 2 mil quilômetros da costa brasileira, em 200 pontos de 78 municípios.

Negligente aos vazamentos, Bolsonaro mente ao tentar relacionar a Venezuela e a esquerda pelo desastre ambiental. Por nota, o Ministério do Petróleo da Venezuela esclareceu que não recebeu nenhum relato de clientes ou subsidiárias sobre vazamentos de petróleo perto do Brasil e que nenhum incidente aconteceu em sua infraestrutura, destacando ainda que as manchas estão a cerca de 6.650 quilômetros da costa venezuelana.

Sem ajuda do Governo Bolsonaro, moradores de áreas afetadas têm se mobilizado para recolher manualmente as manchas de óleo que se acumulam sobre as praias. Enquanto isso Ricardo Salles, Ministro do Meio Ambiente, briga na internet com governadores do Nordeste e movimentos sociais.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora