Crise no Ministério do Meio Ambiente: presidente do ICMBio se demite

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Adalberto Eberhard, pediu exoneração do cargo

Eberhard, com o microfone - Foto: ICMBio

Jornal GGN – Depois da crise dentro do Ministério da Educação (MEC), é a vez do Meio Ambiente virar o foco de conflitos dentro do governo de Jair Bolsonaro. Nesta segunda (15), o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Adalberto Eberhard, pediu exoneração do cargo.

A crise teria atingido seu ápice após o ministro da pasta, Ricardo Salles, fazer insinuações e ameças, no último final de semana, quando participou de um evento no Rio Grande do SUl, e disse que iria investigar agentes do órgão ambiental, diante de uma grande plateia de ruralistas.

Além disso, no encontro com os produtores rurais gaúchos, na cidade de Tavares, a 140 km de Porto Alegre, Salles mostrou irritação com a ausência de servidores do instituto de meio ambiente e fez ameaças diretas de punição aos funcionários por “desrespeito à figura do ministro, do presidente do ICMBio e do povo gaúcho”.

Após esse episódio, Adalberto estava sendo cobrado pelos próprios servidores do Instituto Chico Mendes a dar uma resposta ao ministro Salles pelas insinuações aos ruralistas de que o órgão de meio ambiente estaria envolvido em irregularidades e pelas ameaças contra os funcionários.

O ICMBio é responsável por gerir 335 unidades de conservação federais do Brasil. A demissão ocorre após somente três meses desde que Eberhard assumiu o ICMBio, expondo o clima tenso na pasta.

Em carta ao ministro Ricardo Salles, Eberhard disse que sua saída devia a “motivos pessoais”. “Por motivos pessoais, venho solicitar a minha exoneração do cargo de presidente deste instituto. Agradeço a oportunidade e toda a confiança em mim depositada”, escreveu o agora ex-presidente do Instituto.

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Mas não é somente o ICMBio que enfrenta crises dentro do Ministério do Meio Ambiente. A então presidente do Ibama, Suely Araújo, também havia pedido demissão, após o ministro indicar ameaças e insinuações contra o órgão, em relação ao valor da contratação de carros oficiais.

4 comentários

  1. Este governo é formado por idólatras implicantes, mexeriqueiros, ignorantes, incompetentes e tiranos.

    Eita escolha infeliz dos eleitores ludibriados pelo efeito manada. Estamos fritos…

  2. E os aplausos quando disse que iria abrir inquérito contra os funcionários? O que dói não é a arrogância e imbecilidade do do ministro, o problema são os que apoiam.

  3. Um país esquizofrênico em surto. Sem dúvida haverá muitas crises! Aguardemos! O pior é que o fogo no cabaré vai nos atingindo! Inimaginável há alguns anos, prever esse caos em que transformaram nosso país, outrora tão cordato e feliz apesar de tudo.

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