EUA paralisam negociações ambientais com o Brasil

Investigação envolvendo Ricardo Salles e reativação do SGP colocam auxiliares do governo Bolsonaro em estado de alerta

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente. Foto: Reprodução

Jornal GGN – As negociações sobre meio ambiente entre Brasil e Estados Unidos encontram-se congeladas, quase dois meses após a realização da Cúpula do Clima – e coincidindo com o aumento do desmatamento da Amazônia e a investigação que envolve o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

O último encontro ocorreu no começo de maio, quando ocorreu uma teleconferência entre técnicos do Itamaraty e do Ministério do Meio Ambiente com Jonathan Pershing, assessor do enviado especial para o clima, John Kerry.

Poucos dias após a última reunião técnica, a Polícia Federal estourou uma operação para apurar suspeitas de crimes de corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e facilitação de contrabando envolvendo Salles como o presidente afastado do Ibama, Eduardo Bim.

Outros pontos também acenderam o alerta entre os auxiliares do presidente, como a aposentadoria do embaixador americano no Brasil, Todd Chapman, no último dia 10 de junho, depois de pouco mais de um ano no cargo.

A reativação do SGP (Sistema Geral de Preferências), que beneficia países em desenvolvimento com imposto zero de importação sobre determinadas mercadorias, também está em pauta, uma vez que as políticas ambientais e a ausência de violações de direitos humanos estão entre os requisitos para obter o benefício, e o Brasil pode sofrer algum tipo de pressão nesse sentido. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

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