Ex-secretário de Alckmin investigado por fraude é o novo ministro do Meio Ambiente

Foto: Governo de SP

Jornal GGN – Jair Bolsonaro usou o Twitter neste domingo (9) para anunciar o ministro do Meio Ambiente. Depois de dizer que estava “difícil” escolher uma pessoa que pensasse como ele, o presidente eleito anunciou Ricardo de Aquino Salles, ex-secretário do Meio Ambiente de Geraldo Alckmin, para o cargo.

Salles também foi secretário particular do tucano e concorreu ao cargo de deputado federal pelo Novo, mas não se elegeu. De acordo com o G1, Salles é investigado numa ação civil pública por favorecer empresas de mineração na escolha do mapa de zoneamento do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Tietê.

Por Luiza Damé

Da Agência Brasil

Ex-secretário de Alckmin será o ministro do Meio Ambiente

O presidente eleito Jair Bolsonaro definiu hoje (9) o último integrante da Esplanada dos Ministérios, que terá 22 pastas. Em comunicado nas suas redes sociais, Bolsonaro informou que o advogado e administrador Ricardo de Aquino Salles será o ministro do Meio Ambiente. “Comunico a indicação do sr. Ricardo de Aquino Salles para estar à frente do futuro Ministério do Meio Ambiente”, escreveu no Twitter.

Salles é vinculado ao ex-governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, derrotado nas eleições presidenciais deste ano. Entre 2013 e 2014, foi secretário particular de Alckmin. De 2016 a 2017, Salles foi secretário de Meio Ambiente de São Paulo.

Em 2006 participou da fundação do Movimento Endireita Brasil (MEB), juntamente com quatro amigos. A entidade ficou conhecida por criar o Dia da Liberdade de Impostos em São Paulo, em 2010, evento que ocorre no mês de maio.

O futuro ministro  é formado em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cursou pós-graduação nas universidades de Coimbra e de Lisboa, além de ter especialização em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas. Em 2012, juntamente com o advogado Guilherme Campos Abdalla, pediu o impeachment do ministro Dias Toffoli, atual presidente do Supremo Tribunal Federal, por crime de responsabilidade, no julgamento da ação penal do mensalão.
 

3 comentários

  1. I Fioretti ao contrário

    Existe um livro de pequenos contos edificantes, I Fioretti (as florzinhas), atribuídos a São Francisco de Assis. Num deles, um monge, ao ser julgado depois de morrer, é condenado por ter comido um pé de porco em dia de jejum. Colocado na balança, o pé pesou mais que toda uma vida de boas ações. No caso do novo ministro, que, além dos crimes citados, ainda fazia negociações para privatização dos parques estaduais em condições lesivas ao Estado. Mas uma ação sua pesou mais que tudo, para torná-lo o ministro ideal.

    Quando secretário, mandou  remover e dar sumiço a um monumento dedicado a Lamarca, que estava no Nùcleo Capelinha do Parque Estadual Rio do Turvo, em local onde havia sido acampamento do grupo de guerrilha dele.

    Assim, tão meritória ação anula todos os crimes pelos quais estão sendo investigados, que foram tão grandes e mal elaborados que fizeram com que até os tucanos de São Paulo, notórios acobertadores de malandros, o expulsassem.

  2. Boçalnaro está colocando uma

    Boçalnaro está colocando uma raposa em cada galinheiro.

    No caso do COAF colocou o galinheiro nas mãos da raposa.

    A coxinhada pobre já devia estar decepcionada com os primeiros anúncios do futuro presidente sobre o fim do Ministério do Trabalho, que significa o fim dos direitos trabalhistas,  sobre a mudança da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, que significa arranjar sérios problemas internacionais de ódio, dos quais o Brasil NUNCA foi partícipe, etc.

    Agora, acho que começa a cair a ficha do “mito” que “vai acabar com a corrupção”, enquanto os gabinetes dos 2 Bolsonaro são usados para passar e repassar dinheiro ilegal.

    Se arrependimento matasse, hoje estaríamos enterrando miríades de coxinhas.

    Bem, pelo menos aqueles que raciocinam… Já os quadrúpedes certamente continuarão com fé cega no mico.

     

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