OMS: 9 em cada 10 pessoas no mundo respiram ar poluído


Cerca de 3 bilhões de pessoas ainda não têm acesso a combustíveis limpos, alerta OMS – Agência Brasil/Arquivo

Da ABr

Nove em cada dez pessoas em todo o mundo respiram ar poluído, de acordo com alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os níveis de poluição no ar, segundo a entidade, permanecem perigosamente altos em diversas partes do mundo.

Estimativas da OMS indicam que 7 milhões de pessoas morrem todos os anos em razão da exposição a partículas presentes no ar poluído e que comprometem pulmões e sistema cardiovascular, provocando doenças como derrame, câncer de pulmão e infecções respiratórias.

“A poluição do ar ameaça todos nós, mas as pessoas mais pobres e marginalizadas suportam o fardo mais pesado”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “É inaceitável que mais de 3 bilhões de pessoas – a maioria mulheres e crianças – ainda respirem fumaça mortal causada pelo uso de fogões e combustíveis poluidores em suas casas”, completou.

De acordo com a entidade, cerca de 3 bilhões de pessoas – mais de 40% da população global – ainda não têm acesso a combustíveis limpos e tecnologias que mantenham o ar puro dentro de suas próprias casas.

“Se não tomarmos medidas urgentes, nunca chegaremos perto de alcançar o desenvolvimento sustentável”, concluiu o diretor-geral da OMS.

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1 comentário

  1. Respirando ar poluído e de volta à ditadura…
    Nassif, uma notícia como esta não merecer nenhum comentário, um dia depois de publicada, demonstra que a apatia generalizada (que leva os comentaristas ao paroxismo diante da falta de reação pública à prisão do Lula, culpando e insultando a esquerda, que deve ser a somatória de todos que não concordam com os atuais governantes) não termina nem quando a saúde pública corre risco de morte e de enfermidades cruéis. Lançada pela OMS/OPS em todo mundo, a nota em questão foi divulgada apenas por este blog e alguns poucos veículos, não merecendo nenhum destaque nesta RMSP, um dos lugares mais poluídos do mundo, inclusive por parte de órgãos públicos que foram criados para combater essa poluição, como a CETESB, fundada há meio século diante do clamor coletivo despertado pelos riscos que a poluição acarretava à saúde coletiva nesta época do ano, em que as inversões térmicas outonais e invernais aprisionam os poluentes junto à superfície do solo, sufocando quem respira. Como antídoto, era nesta época que a Operação Inverno chegava a paralisar indústrias mais poluentes e a tirar de circulação veículos com fumaça mais espessa, além de exigir o consumo de BTE, óleo diesel com baixo teor de enxofre, mais caro porém menos nocivo à população mais vulnerável, composta por crianças, idosos e portadores de disfunções cardio-respiratórias. Tudo isto para evitar as críticas das Ongues, organizações não-governamentais que amplificavam os alertas dos especialistas em doenças respiratórias, cárdio-vasculares e infanto-geriátricas, promovendo manifestações públicas pioneiras naqueles tempos em que as mesmas eram proibidas pelo regime militar, além de comissões especiais de inquérito nas câmaras municipais e assembléia legislativa. As ongues se multiplicaram e os órgãos públicos cresceram para aplicar leis que previam rodízios e interdições emergenciais que deixavam a Fiesp alucinada, pois não havia como incriminar pulmões, corações e narizes de subversão ou terrorismo, o jeito era cumprir a lei, que com as constituintes nacional e estaduais ganharam a Constituição federal e as de cada estado. De lá para cá, sobretudo na era FHC, tudo mudou, principalmente a mídia, que deixou de ter setoristas e especialistas nessas questões, pois caso contrário não teria passado desapercebido um detalhe significativo: mesmo com a crise e desindustrialização, a qualidade do ar despencou nos últimos dois anos, não que as ongues ou órgãos públicos tenham anunciado, mas, sim, o insuspeito Balanço Energético Nacional do antigo ministério de Minas e Energia, que registra um aumento no consumo residencial de lenha – que havia declinado bastante antes disso, implicando em um significativo aumento da expectativa de vida nacional, deixando para trás o tempo em que as crianças, idosos e enfermos morriam mais depressa, por viverem mais tempo ao redor do fogão à lenha e sua fumaça envenenada. Motivo? O reajuste de 84,31% no preço do botijão de gás apenas em 2017, derrubando a resolução 4 do Conselho de Política Energética, que desde 2005 determinava que o preço do botijão de 13 quilos (P-13) devia ser mais barato que o GLP a granel ou industrial e comercial. Como o Sindigás (Sindicato Nacional de Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) quer a assimetria de preços entre o botijão P-13 e o industrial ou a granel e o Governo federal estuda a incorporação de um subsídio específico no cartão do Bolsa Família, o que deixaria de lado a pequena (porém gigantesca) classe média que não o possui, o que deverá agravar ainda mais a situação. Esse retorno em massa ao fogão à lenha foi tratado como um retorno aos bons tempos pelo PIG, que em dezembro último festejou o “retorno da cozinha à moda antiga” no JN, mas parou por aí. Ninguém sabe o que está acontecendo com os quase 100 milhões de botijões residenciais em circulação, apenas os dados do balanço energético indicam um aumento no fogão doméstico a lenha e a carvão vegetal – que provocou um aumento no preço dos fogões de aço e alumínio no mercado, embora os mais baratos continuem a ser os de alvenaria, de tambores horizontais adaptados ou até os fogões de botijão abandonados ou descartados e adaptados a esse período em que o valor de até 100 reais o botijão o torna proibitivo, aumentando os indicadores de poluição do ar. Numa SP com quatro mil padarias registradas e oito mil pizzarias, que concorriam com outros dois mil restaurantes gourmets com fogões à lenha ou carvão, a multiplicação explosiva dos fogões residenciais pode agravar os dados mensurados pelas estações telemétricas de qualidade do ar, mas só a médio prazo, quando as estatísticas sobre expectativa de vida ao nascer espelharem o que se passa na periferia, é que teremos um retrato sobre a morbidade e mortalidade entre as quatro paredes aonde vivemos. Ou antes, caso a Associação dos Jornalistas Contemplativos resolva reportar o que se passa, uma vez que não podemos mais contar com as ongues – em sua maioria adeptas da direita, com tuíiters e blogs especializados em exaltar Sérgio Moro como antes exaltavam Aécio ou Marina, essa herdeira de Chico Mendes adepta dos latifundiários que exterminam os chamados povos da floresta, como os seringueiros. E muito menos com a opinião pública, sob a guarda de uma mídia vendida e seus institutos de pesquisa mercenários, exceto quando se manifesta neste GGN de todos Brasis.

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