Ricardo Salles exonera 21 superintendentes do Ibama

Um deles é o de Minas Gerais, que alertou sobre risco de rompimento na barragem em Brumadinho em 2018

Reprodução TV Gazeta

Jornal GGN – Foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta, dia 28, a exoneração de 21 superintendentes regionais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais). O Ministério do Meio Ambiente, sob responsabilidade de Ricardo Salles, ainda não divulgou o motivo das demissões.

Julio Cezar Dutra Grillo, superintendente do Ibama em Minas Gerais, foi um dos exonerados. Ele participou de uma reunião da Câmara de Atividades Minerárias (CMI), em dezembro de 2018, que chegou à aprovação de manutenção da licença para operações da Mina do Córrego de Feijão da Vale.

Dutra Grillo apontou, na reunião, que algumas barragens no estado, como a de Brumadinho, não apresentavam ‘risco zero’. Conforme a ata expressa, ele afirmou: “Em uma negligência qualquer de quem está à frente de um sistema de gestão de risco, aquilo rompe. Se essa barragem ficar abandonada alguns anos, não for descomissionada, ela rompe, e isso são 10 milhões m³, é um quarto do que saiu de Fundão – em Mariana (MG), que rompeu há três anos –, inviabiliza Casa Branca e inviabiliza ao menos uma das captações do Paraopeba”.

O funcionário, em entrevista à Rádio Itatiaia, disse não ser surpresa sua exoneração. “O ministro do Meio Ambiente já tinha se manifestado algumas vezes dizendo que era intenção deles exonerar todos os superintendentes e encaminhar militares reformados para o lugar”, contou na entrevista.

A maioria dos exonerados atuava no Norte e Nordeste. Seis deles no Norte (Tocantins, Roraima, Rondônia, Amapá, Acre e Amazonas), nove no Nordeste (Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Bahia, Ceará e Maranhão), três no Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal), dois no Sudeste (Minas Gerais e Espírito Santo) e um no Sul (Santa Catarina).

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As mudanças dentro do Ibama vão seguindo. Na terça, a Folha divulgou o conteúdo de uma minuta de decreto enviada pelo MMA ao Ibama para análise. No texto, a proposta de criação de um ‘núcleo de conciliação’ com poderes para analisar, mudar o valor e até anular as multas que são aplicadas pelo Ibama por crimes ambientais cometidos no território nacional.

Além disso, pretende afastar da participação no Ibama as entidades públicas e organizações não governamentais em projetos de recuperação ambiental.

E, por fim, o novo presidente do Ibama, Eduardo Bim, tem-se manifestado a favor da flexibilização das regras de regulação ambiental. Ele defendeu, em dezembro último, o ‘licenciamento automático para o agronegócio’.

Com Brasil de Fato

1 comentário

  1. Ah! o ministro modelo.
    Modelo e manequim.
    O ” estudado “, o padrão de elite com a aparência certa.
    O primeirão absoluto na caminhada do privilégio.
    Alguém acha que ele ao menos saiba de onde vem a salada do prato dele?
    O jovem ministro, de biografia ilibada é realmente uma aquisição compatível com a filosofia de um governo que “abomina a corrupção”.
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Ricardo_de_Aquino_Salles

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