São João rima com devastação

‘Venda de fogueira’ em avenida no Recife (fotos: Celso Calheiros)


Recife – No Nordeste, não existe festa igual ao São João. As brincadeiras, os encontros animados com gastronomia e músicas específicas são únicos. Um espetáculo de cultura só ofuscado pelo hábito de se fazer fogueiras – um costume antigo, embora o mundo tenha mudado tanto. No dia 23, véspera de São João, contam-se as centenas as fogueiras acesas às 18h nas principais cidades em Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Sergipe e muitas do interior baiano. Um atentado contra a Mata Atlântica e a Caatinga e, também, um perigo para o patrimônio público urbano e para a saúde da população.

A tradição de se acender uma fogueira não é fácil de combater. O promotor de Justiça José Eulâmpio Duarte, do Ministério Público da Paraíba, tenta mudar o costume das famílias e dos organizadores das festas em um dos endereços mais disputados do Nordeste em junho, Campina Grande. Eulâmpio argumenta que fogueiras, no espaço urbano, são proibidas por lei desde 1927, quando o texto legal previa multa de 30 mil réis aos infratores. A legislação se tornou letra morta. Anos atrás, Eulâmpio contou na véspera de São João, 103 fogueiras em uma rua.

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