A morte do grande Henrique Annes, por Luis Nassif

Esses tempos atribulados me impediram tomar conhecimento da morte do grande Henrique Annes, uma das figuras fundamentais do violão brasileiro e pernambucano.

Esses tempos atribulados me impediram tomar conhecimento da morte do grande Henrique Annes, uma das figuras fundamentais do violão brasileiro e pernambucano.

Conheci a obra de Annes depois de ter conhecido a do venezuelano Antonio Lauro – um craque, influenciado pelo paraguaio-brasileiro Agustin Barrios. Obras curtas, lógicas, afetivas, em que o sotaque andino não era carregado, mas apenas um tempero lírico.

De Lauro, gravei “El Marabino” em meu CD Roda de Choro.

Logo em seguida, conheci as maravilhosas “Caribeñas” de Annes.

https://open.spotify.com/album/23J8qt4DVU6zJ1Vs1B6QXU?si=2AhKCNDcStqdXpvlJSOmqQ&nd=1

Foi paixão à primeira ouvida. Dali em diante, toda minha ida a Recife tinha um encontro obrigatório com Annes.

Anos atrás, tocamos juntos em um evento para alunos e professores da Universidade Federal de Pernambuco.

Dez anos atrás, organizei um sarau no bar mais antigo de Recife, aproveitando a ida de Eugenia para lá, em um evento sobre crianças com síndrome de Down.

No evento, uma das cenas inesquecíveis de minha vida. Consegui reunir o violão clássico, refinado de Annes com a genialidade de Lalão, o gênio desconhecido de Recife, cuja música me fora apresentada por Yamandu. Dois gigantes de estilos distintos se completando.

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