“Competindo, eu voei por 12 anos e sempre levava um pouco de cocaína”

Sugerido por Jns

The Lemon Juice King

Marco Archer e Kathryn Bonella

“Usei drogas no Brasil por um longo tempo. Beto, meu amigo, me colocou neste negócio quando eu ainda era um garotinho. Ele me usava para obter cocaína, mas não para o tráfico: ele é usuário. Ele me levava ao fundo da favela, parava o carro longe, e dizia: ‘Vá!’. Então eu caminhava em torno de 20 minutos, para percorrer todo o caminho até o topo do morro com a minha mochila, passando por ​​20 policiais portando armas perigosas. No topo do morro eles chamavam: ‘Menino, o que você quer? Preto ou branco?’ (preto era a maconha e o branco era a cocaína). ‘Eu quero branco!’ ‘Ooh, bom menino…’ Eu dizia: ‘Eu quero cocaína!’. Merda – nunca usei cocaína – eu era um garoto… uma criança… eu só levava a minha lancheira e descia com uma carga de cocaína para o meu parceiro.”

Não demorou muito para que Marco passasse a fazer muito mais do que encher a sua lancheira. Começou a voar em paraglider com apenas 14 anos, e rapidamente percebeu o seu talento natural. Aos 16 anos estava competindo internacionalmente, em Bogotá, fazendo a sua primeira viagem ao exterior, visitando a Colômbia, dominada por Pablo Escobar. Marco venceu a cpmpetição e voltou para casa com um troféu de ouro nas mãos e, em suas calças, a “Branca de Neve”.

“Beto me disse: ‘Marco, leve isso’. Então eu cheguei de volta ao Brasil junto com mais sete pilotos de vôo livre, um troféu de campeão e 100 gramas de cocaína na minha cueca e ninguém verificou qualquer coisa… “

Para Marco a situação era perfeita: traficar drogas deu-lhe os meios para voar e voar deu-lhe o passe livre para o tráfico. Ele foi catapultado para um estilo playboy de vida. A sua carreira no tráfico comercial começou em sua segunda viagem ao exterior, quando foi para a América, aos 17 anos.

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“Acredite em mim, quando eu fui para a Califórnia ‘um Pablo Escobar’ – um chefão, que comanda a venda de drogas no Brasil e ao redor do mundo – veio para mim e disse: ‘Marco, me escute agora: você vai para a América e eu tenho muitos amigos na América, com movimentações internacionais, onde você pode ganhar mais dinheiro’. Eu levei 3 quilos pela primeira vez, de maneira fácil. O outro ‘Pablo Escobar’ usou a minha asa-delta.

Eu competia em todo o mundo e sempre trazia narcoba. Eu levava a cocaína para a América, para a Itália, para a Espanha, para Portugal, Suíça, Alemanha, Austrália; para todos os lugares. Eu sou campeão brasileiro, então quando me viam, eles verificavam, mas realmente não checavam nada.”

Pela primeira vez o tráfico proporcionou a Marco o seu próprio dinheiro e deu-lhe a liberdade para voar – ele costumava subir aos céus do Rio, às vezes até 3.000 pés – tão alto que a famosa estátua do Cristo Redentor desaparecia abaixo dele. Às vezes voava com 10 ou 20 amigos por perto para bater um papo, antes de mergulhar entre as nuvens, como um deus; com muita adrenalina nas veias e muita paz no coração. Antes de saltar, muitas vezes, para curtir a onda e aliviar o medo, ele fumava um baseado. “Ooh, é melhor que você pode imaginar… dá uma sensação muito boa, se você fuma um baseado para voar. Uau! Eu sempre fumava e voava. Fumo e voo, você sabe, é como uma meditação. Você sabe que eu voei em muitos lugares em seu país. Eu voei em todos os lugares por lá: Adelaide, Stanwell Park e Byron Bay na Gold Coast. Eu voei em todos os lugares… competindo, eu voei por 12 anos e sempre levava um pouco de cocaína.”

Excerto do livro ‘Snowing in Bali’ de Kathryn Bonella com imagens da Internet

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13 comentários

  1. Viveu a vida do jeito que

    Viveu a vida do jeito que queria, curtiu a beça, sabia dos riscos que corria, foi pego, julgado e cumpriram sua sentença.

     

    Não é exemplo para nada, nem para ninguém.

     

     

  2. Nevando em Bali

    A Ilha dos Deuses e do Sexo

    O perrengue para traficar em Bali são as penalidades impostas para quem é capturado pela polícia

    O tráfico na Indonésia arrecada o dinheiro bruto com a cocaína atravessada para a Austrália, onde obtem o preço mais alto do planeta, e para o Japão, que também tem um festejado e grande mercado, além de outros locais ao redor da Ásia.

    Um quilo de coca, que custa entre US $ 1.000-2.000 na América do Sul, é vendida por US $ 20,000-90,000 em Bali, na taxa ditada se está ou não “nevando em Bali” – um termo usado informalmente para descrever o quanto de coca está disponível na ilha – e pode atingir até US $ 250.000 na Austrália.

    Bali é um ponto ideal de trânsito, porque os chefões são capazes de alterar os corredores de transporte de drogas, permitindo que os traficantes, que deslocam-se para a Austrália ou outros países asiáticos, não tenham carimbos da América do Sul em seus passaportes, para evitar o controle extra ao qual são submetidos nas fornteiras do país.

    Em janeiro de 2013, a vovó britânica Lindsay Sandiford, com 56 anos, foi condenada à morte depois de ser presa no aeroporto de Bali com 4,7 quilos de cocaína no forro da sua mala.

    Ela está na prisão de Kerobokan, junto a três outros estrangeiros, aguardando no corredor da morte da prisão, em uma porta giratória para ocidentais que percorrem o mesmo caminho, durante anos, por condenações pelo movimentado tráfico de drogas.

  3. Então fez por merecer.
    Sem

    Então fez por merecer.

    Sem contar que o seu amigo disse que você traficava durante 25 anos.

    A pena que alguns sentem desse cidadão é pelo seu perfil.

    Branco, de classe média, morador em Ipanema( bairro nobre do RJ), praticante de um esporte da elite.

    Muitos se identificam com esse perfil.

    Se fosse preto ou branco pobre favelado, duvido que teria essa comoção nacional.

    O Brasil é um país hipócrita.

    A PMRJ RJ fuzilou uma jovem dentro de um carro no bairro de Nilópolis.

    Cadê a comoção nacional ?

    Uma mulher preta favelada foi arrastada pelo carro da PMRJ.

    Cadê a comoção nacional ?

    Bando de hipócritas !!!!

  4. Bali

     

    A Ilha dos Deuses e do Sexo

    Área de cultivo de arroz de Tegalalang, que está localizada a 5 km, na parte norte da Vila de Ubud , em Bali

    Duas modelos australianas desfilando em um dos restaurantes da moda de Bali, para uma galera de surfistas com corpos esculpidos, distribuindo olhares de paquera para um cara em particular. Os sorrisos deslumbrantes e os belos rostos davam-lhes um fascínio brilhante. Naquela noite as modelos buscavam um pouco de diversão, e o “alvo”- o surfista sexy – que elas miravam era um dos maiores traficantes de cocaína de Bali.

    Todos os caras da sua mesa eram chefes internacionais do tráfico, circulando na noite, passeando pelos restaurantes finos, à caça de drogas e garotas. Nenhum deles ficou incomodado, quando perceberam que as modelos estavam insinuando para o parceiro Rafael. Ninguém ficou surpreso, porque eles estavam sempre sendo caçados por belas garotas.

    Rafael era “o cara”: realmente rico, carrão, grandes correntes de ouro, tatuagem nos dois braços, diamantes nos dentes. Ele era um traficante de drogas, que tinha um adesivo de “traficante’ na testa”, comentou Andre, sobre o seu chefe e companheiro no mundo das drogas

    “Vai lá, cara!”, estimularam os amigos de Rafael. “Você é louco se não o fizer”. “Ok, ok!” Ele empurrou a cadeira para trás e atravessou o restaurante.

    Ele era a fantasia de qualquer mulher – uma mistura de doçura e perigo, carismático e bem humorado. Ele era um bad boy gentil e agradável. De perto, era impossível esconder o grande diamante em aço negro, avaliado em € 25.000, incrustado no seu dente, o Rolex de ouro no pulso e as tatuagens no peito, estendidas sob os braços. Ele estava, como de costume, usava o colar de ouro de 1 quilo, que pendia no peito, emoldurado por uma camisa preta Armani, aberta até a cintura. Com um toque de Paco Rabanne XS, a sua roupa para atrair as garotas estava completa. Quando ele entrava nos bares e restaurantes de Bali, as cabeças viravam, as pessoas gritavam “Rafael, Rafael”, e as meninas flertavam como loucas.

    Naquela noite não era diferente

    As duas modelos australianas estavam pedindo para ir para a sua casa de campo. Elas tinham terminado a temporada de quatro dias nas praias de Bali e, antes de partir, queriam curtir a festa até o amanhecer. “Traga-o com você, mas só ele” disse uma das meninas, apontando para Brás, o amigo de Rafael, um brasileiro moreno e bonito que voou muitas vezes para Bali com sacos de maconha de qualidade de Amsterdam.

    As altas paredes de concreto ocultavam, de fora, a beleza exuberante do interior da mansão. Percorrer as grandes portas de madeira da casa de campo era como entrar em outro mundo, com jardins embebidos por luz ambiente e música rítmica suave, bombando sob o luar refletido na grande piscina. 

    Rafael deu um salto para dentro da piscina e dispersou respingos vigorosos na borda da piscina, onde duas pessoas estavam transando. Depois de absorver a cena, por um momento, ele olhou para cima e viu, esgueirando entre as sombras, as garotas seminuas, vindo na sua direção. Era como se ele tivesse entrado em um glamouroso set de filmagem pornô.

    A loiraça do restaurante, com um biquíni, materializou-se na sua frente e estendeu-se, pedindo para ele colocar um estiloso colar havaiano ao redor do pescoço, esfregando os seios contra ele e correndo os dedos ao longo do cordão para puxá-lo para perto. Ela o beijou, na boca, e, em seguida, sussurrou: ‘Olá, baby!”Ele não resistiu e a outra bela garota começou rasgando a sua camisa Armani e acariciando o seu torso, dizendo: ‘que corpo sexy, eu amo suas tatuagens’. Rafael olhou para o seu amigo Bás, que estava recebendo os mesmos mimos.

    Que lugar é este?

    As duas meninas com Rafael eram mais intensas e estavam se tornando agressivas, empurrando-se contra ele e, sob o ritmo da música, beijavam a sua barriga, acariciando a região da virilha e tirando o seu jeans. “Vamos lá, baby, vamos tirar as calças, uma respirava no seu ouvido enquanto a outra tirava o seu jeans: “Venha!”

    O Don Juan estava desconfortável: “Não, por favor, eu não tenho roupa de baixo!”

    Ele não estava se sentindo confortável com a situação e, fora da sua zona de controle, não estava se sentindo “o Fodão”. As duas meninas tiraram os biquínis e eles pularam na piscina – a música alta e a situação muito louca – e elas puxavam e atacavam Rafael.

    Estar nu na piscina com dois pares de seios, mãos, lábios e línguas esfregando contra ele, tornou-se, estranhamente, castrador. A outra modelo chegou à beira da piscina e tentou empurrar uma pílula azul de ecstasy, muito popular em Bali, na boca de Rafael. “Não! Espere! Espere! Eu não posso tomar uma completa”, ele insistiu.

    [video:http://youtu.be/HsnV8T6Q-vs width:600 height:450]

    “Vamos lá, já tomei uma do seu amigo… relaxe, vamos festejar.”

    Rafael pegou o ecstasy, mordeu-o ao meio e colocou a metade na boca, mas ele já estava “ligado” e começou a se sentir um pouco tonto na piscina. ‘Por favor, aguarde!” As duas meninas vieram pra cima dele, chupando o seu pescoço, puxando o seu pau, abraçando, como se fossem estuprá-lo. Ele continuava um pouco desconfortável e apavorado, porque não conseguia nem ficar duro.

    Então ele disse: ‘Esperem! Esperem! Parem! Parem!” e escapou das meninas, dando um salto para fora da piscina. Rafael viu o seu amigo deitado na cadeira de sol, à beira da piscina, com três meninas em cima dele: uma estava beijando-o na boca e a outra estava lhe dando uma chupada. Quando ele viu isso, pensou: ‘Porra, o que eu estou fazendo? Eu estou muito devagar. Eu deveria relaxar e desfrutar. Eu não deveria recusar.”

    Ele foi até a mesa, bebeu um pouco de água, cheirou uma carreira e, em seguida, bum!, sentiu o efeito do ecstasy. Ele estava tipo, ‘Whoa!’ e começou a ficar duro, excitado, animado e então pulou de volta na piscina e começou a brincar com as meninas. Foi bom. Ele estava com as duas meninas, fazendo sexo, e, em seguida, as outras três garotas, que estavam com Brás, vieram, e rolou uma grande orgia.

    Excerto de ‘Nevando em Bali’ de Kathryn Bonella com fotos da Internet

  5. “ Beto, meu amigo, me colocou

    “ Beto, meu amigo, me colocou neste negócio quando eu ainda era um garotinho.” … Ficou onze anos trancafiado, e morreu assassinado com um tiro no coração. ….Hipócritas são os que sempre lucram com o tráfico de drogas, ricos do mundo inteiro e de todos os tipos (principalmente políticos e seus amigos) que posam de honestos frente a sociedade. Hipócritas também os “moralistas da Indonésia”. …Hipócritas os que cavam profundos abismos entre ricos e pobres.

  6. A matéria, se verdadeira,

    A matéria, se verdadeira, somente prova que Archer até poderia ter sido apenas um simples usuário de drogas, enquanto se apresentava às sociedades como um baita profissional em asa delta. O que o fez, e tem feito, outros tantos a ousadias impensáveis foi a ausência dos países por onde ele passou de uma fiscalização mais rigorosa contra o tráfico. 

  7. Há uma tradição em louvar “o bem viver”.

    Na cultura atual deste nosso mundo ocidental criou-se a tradição de louvar o bem viver, a egolatria combinada com o narcisismo toma conta de parte da sociedade e quanto mais rico mais afastado das preocupações e realidades mundanas passou a ser o ideal de muitos. Se não nasce rico sempre tem a chance de traficar, não traficar nos morros vendendo crack, mas traficar junto aos mais ricos e imunes ao assédio da polícia.

    Parece que o criminoso é o pequeno traficante, porém o grande consumidor recreativo, aquele que ensina os outros a consumir, dá o exemplo aos mais fracos, zoa com os que não estão nesta modernidade, nada acontece para ele. Agora pergunto, quem será o maior culpado na disseminação da droga, o pé de chinelo que é pego traficando algumas pedras de drogas ou o rico e invejável consumidor recreativo.

    Muitos vão dizer, ele é viciado, logo a lei o protege. Quando se acende um cigarro normal num ambiente semi aberto, com cobertura e sem paredes em muitos locais tu poderás ser multado, porém quem consome drogas e não trafica, nem multa leva. Alguns vão dizer, mas o fumante passivo é prejudicado. E o assistente passivo do consumo de drogas não sofre nenhum prejuízo? Se for um mendigo na rua acendendo o seu cachimbo com uma pedra de crack, os passantes ou a vizinhança poderá chamar a polícia ou até seguranças privadas para afastar este provável perigo a sociedade, porém se alguém for a alguma festa em que algum lugar haja consumo de cocaína, o máximo que ele poderá fazer é se afastar ou ir embora para casa, pois afinal não são traficantes, são usuários.

    O grande cinismo da sociedade é dividir a circulação da cocaína e outros entorpecentes em dois grandes grupos, os traficantes e os consumidores, este cinismo dá resultado quando o usuário-traficante tem um bom status social e um bom advogado.

    Eu pergunto a qualquer pessoa, alguém na vida começou a consumir drogas por livre e espontânea vontade do tipo, estava dormindo em casa e ao se acordar pensou.

    Vou subir o morro, procurar um traficante e começar a consumir drogas!

    Não o consumo das drogas sempre começa pelo exemplo de “amigos” que mesmo sendo consumidores, no momento que entregaram drogas passaram a ser traficantes.

     

  8. Traficou por que quis. Foi

    Traficou por que quis. Foi uma escolha moral. Não é um  coitadinho, a culpa não é  da sociedade. Sou contra a pena de morte porque erros no processo não podem ser arrumados depois que o projétil saiu do cano da arma, mas a  Indonésia aplica a pena de morte a décadas. Era parte do risco do seu negócio.  O governo deveria obviamente pedir a clemência e tentar a extradição para ele cumprir pena no Brasil,  mas não deveria  transformar o caso em um assunto brasileiro.

     

  9. Que “carater

    Que “carater invejavel”…levou com êle o nome do “OUTRO PABLO ESCOBAR”.

    Jamais diria “teve o que mereceu!” porque acho que ninguém merece.

    Mas ACHOU, O QUE PROCUROU.

  10. Sou contra pena de morte e

    Sou contra pena de morte e outras idiotices.Nas redes sociais uma baboseira como a vida de um traficante ganha incrivel visibilidade. Como positivo, que o fim deste personagem patetico sirva de parametro de reflexão aos jovens envolvidos em atividades semelhantes.

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