Dia Nacional do Choro

Viva São Pixinguinha e os Chorões de Ontem, Hoje e Sempre!!

Som de Prata” (Moacyr Luz/Paulo César Pinheiro) # Moacyr Luz.

Nasceu no Rio de Janeiro
Dia do santo guerreiro
Naquele tempo que passou
Foi o maior mestre do choro
Tinha um coração de ouro
E que bom compositor
Foi carinhoso e foi ingênuo
E na roda dos boêmios
Sua flauta era rainha
E em samba, choro e serenata
Como era doce o som de prata, doutor
Que a flauta tinha
O embaixador dessa cidade
Meu Deus do céu, mas que saudade que dá
Do velho Pixinguinha
Veio da terra de sangue
Sangue de Malê
De uma falange do rei Nagô
Filho de Ogum, de São Jorge, no Batuquegê
De Benguelê, de Iaô
Rainha Ginga
É que sua avó era africana
A rezadeira de Aruanda, vovó
Vovó Cambinda
Só quem morre dentro de uma igreja
Virá orixá, louvado seja Senhor
Meu santo Pixinguinha

Ele é de Benguelê
Ele é de Iaô
É do Batuquegê
Ele é do Reinado
É sangue de Malê
É santo sim senhor

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Fontes:

– Foto Conjunto Retratos com montagem de Laura Macedo.

– Site YouTube (Canal: “Daniel Lunardelli”).

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40 comentários

  1. Odeon
    [video:http://youtu.be/yfyGYKtsPcA%5D

    Odeon, publicado em 1909 pela Casa Mozart (E. Bevilacqua & Cia.) em edição custeada pelo autor, dedicado “à distinta empresa Zambelli & Cia.”, proprietária do Cinema Odeon. Desde 1909 (Ernesto) Nazareth tocava na sala de espera do referido cinema, o mais luxuoso da cidade. Muitas pessoas frequentavam o Odeon só para ouvir Nazareth tocar, deixando inclusive de assistir aos filmes.Durante a vida de Nazareth, Odeon não foi uma peça de especial destaque, tendo sido gravada apenas em 1912,  pelo próprio compositor juntamente com Pedro de Alcântara ao flautim. Porém algumas décadas após a morte do compositor, Odeon tornou-se seu maior sucesso, especialmente depois que recebeu letra do poeta Vinícius de Moraes na década de 1960. Até 2012, alcançou a impressionante marca de 325 gravações comerciais, feitas em diversos países.

    Hoje Odeon figura no imaginário coletivo sendo um dos choros mais conhecidos do Brasil e do mundo, ao lado de Apanhei-te, cavaquinho e Brejeiro.

    Comemorativo dos 150 anos de Ernesto Nazareth, site do Instituto Moreira Salles

    • Para Anna Dutra

      Grata pelo registro do seu comentário. Sou uma apaixonada pelo violão brasileiro e, especilamente, os violões de Paulinho Nogueira e Toquinho.

      O que os escritores Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello escerveram sobre “Odeon”.

      Ernesto Nazareth ouviu os sons que vinham da rua, tocados por nossos músicos populares, e os levou para piano, dando-lhes roupagem requintada.

      Sua obra se situa, assim, na fronteira do popular com o erudito, transitando à vontade pelas duas áreas. Em nada destoa se interpretada por um concertista, como Arthur Moreira Lima, ou um chorão como Jacob do Bandolim. O espírito do choro estará sempre presente, estilizado nas teclas do primeiro ou voltado às origens nas cordas do segundo. E é esse espírito, essa sítese da própria música de choro, que marca a série de seus quase cem tangos brasileiros, à qual pertence “Odeon”.

      Obra prima do gênero, este tango é apenas mais uma das inúmeras peças de Nazareth em que “melodia, harmonia e ritmo se entrosam de maneira quase espontânea, com refinamento de expressão”, como opina o pianista musicólogo Aloysio de Alencar Pinto.

      “Odeon” é dedicado à empresa Zambelli & Cia., dona do cinema homenageado no título, onde o autor tocou na sala de espera. Localizada na Avenida Rio Branco nº 137, possuía duas salas de projeção e era considerado um dos mais ‘chics cinematógraphos do Rio de Janeiro’.

      Em 1968, a pedido de Nara Leão, Vinicius de Moraes fez uma letra para “Odeon”.

      Abraços.

    • Os convidados tão chegando pra festança

      Amigo Jair,

      Maravilha você ter postado este vídeo. Tenho este DVD e garanto que é uma delícia.

      Os convidados pra festa do nosso querido Pixinguinha estão chegando e vamos aplaudi-los.

      Olha quem chegou primeiro: “Os Chorões dos Primeiros Tempos“. Confiram clicando no títuto .

      Grande abraço.

  2. VI Festival Nacional do Choro

    Sábado e domingo, 25 e 26, vai acontecer no Rio o VI Festival Nacional do Choro.

    Domingo, particularmente, está com uma programação imperdível.

    https://www.facebook.com/events/1563082450646826/

    DOMINGO, 26
    Praça Tiradentes

    11h – Época de Ouro (RJ)
    12h – Nó em Pingo D’água convida Eduardo Silva (RJ)
    13h – Trio Madeira Brasil e Henrique Cazes (RJ)
    14h – Mauricio Carrilho convida Paula Borghi, Pedro Aragão, Dudu Oliveira, Paulo Sérgio Santos, Marcelo Caldi e Henrique Neto (RJ/DF)
    15h – Quarteto Maogani (RJ)
    16h – Luciana Rabello, Cristóvão Bastos, Pedro Amorim convidam Julião Pinheiro, Magno Julio, Marijn Van der Linden (RJ/Holanda)
    17h – Regional Carioca e Amelia Rabello
    18h – Proveta, Toninho Carrasqueira e Pedro Paes 
    19h – Zé da Velha e Silvério Pontes

    20h – Hamilton de Holanda
    20p0 – Yamandu Costa

    • Casa do Choro

      Vania, que bom que você postou a programação do VI Festival do Choro. Tô morrendo de inveja dos cariocas rsrsrsrrs

      Beijos

      Convite para a inauguração da Casa do Choro. Imperdível!!

    • Maravilha de vídeos!

      Amigo Botelho, maravilha de vídeos!

      Olha só quem veio homenagear o nosso “São Pixinguinha” com sua “Ternura”: K-Ximbinho e uma baita Roda de Choro.

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=E5_mikTR4V4%5D

      Grande abraço querido amigo.

      Roda de Choro

      Izaias do Bandolim
      Fábio Peron – Bandolim
      Roberta Valente – Pandeiro
      Israel de Almeida – Cavaquinho
      Gian Correa (Pingo) – Violão 7 Cordas
      Alexandre Moura – Violão de 7 Cordas
      Alexandre Ribeiro – Clarineta
      Giba – Violão 7 Cordas
      Andre Fajersztajn de Almeida – Clarinete
      João Francisco Correa – Clarineta
      Paulo Pascali Jr – Sax
      Dudah Lopes – Teclados
      Cidão – Violão 7 Cordas

    • Amigo Luciano

      O Alexandre Dias além de exímio pianista é um pesquisador de mão cheia. E também um grande colaborador, sempre pronta a nos ajudar, não é mesmo?

      Aqui não tem história de “licencinha”; você manda e desmanda rsrsrrs

      Abraços

  3. Palmas para Pixinguinha

    Palmas para Pixinguinha e todos os Chorões de Ontem, Hoje e Sempre.

    Impossível citar todos… Grata a todos que passaram por aqui e reverenciaram a memória de Pixinguinha.

    Grande abraço!

    O Dia Nacional do Choro é sinônimo de Pixinguinha, mas também dos Chorões de todos os tempos e recantos do Brasil.

    Pesquisar a história do artista Pixinguinha equivale a um mergulho profundo nas raízes da Música Popular Brasileira e, ao emergir, constatar que a tradição do Choro só pode ser verdadeiramente estudada e compreendida se considerada em pelo menos duas grandes fases, ou seja, antes e depois do genial Pixinguinha.

    Show “Outras Pautas: Pixinguinha em Concerto” / “Carinhoso”. (Instituto Moreira Salles).

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=TSsxycFELxw&list=PLC90FSGUmLhTQjvKpOffaZuCa6zITgw9o#t=175%5D

     

  4. Doce de Coco

     

    Césa Faria e Joel Nascimento

    Benedicto César Ramos de Faria, popularmente conhecido como Cesar Faria, violonista, fundador do Conjunto Epoca de Ouro e pai de Paulinho da Viola, é o segundo desta foto do Conjunto Época de Ouro

    [video:https://youtu.be/zzT6X0bd1oY width:600]

    • Amigo JNS

      Que bom que você trouxe a nova geração do Chorinho com o “Choro das Três”, formado pelas três irmãs Corina (flauta e flautim), Lia (violão de 7 cordas) e Elisa (bandolim, clarinete, bajo e piano) e o pai, Eduardo (pandeiro e percussão). O Choro das 3 vêm se destacando no mercado musical ao longo dos 13 anos de carreira.

      Abraços.

      “Santa Morena” (Jacob do Bandolim) # Choro das Três.

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=OCfC7UQFXaM%5D

  5. O Festival está sensacional.
    O Festival está sensacional. Depois da turma de Pernambuco , que encerrou sua participação com frevo em grande estilo, tivemos uma super apresentação de bandolins, com Deo Rian, Reco , presidente do Clube de Choro de Brasília, e os irmãos Isaias e Israel, de Sampa, acompanhados dos garotos do regional Imperial. Vcs precisam ver os videos, na página da Casa do Choro. Os arranjos para Ingenuo e Aquarela do Brasil ficaram espetaculares.

  6. + comentários

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