Em 1979, 1ª reportagem brasileira sobre Maradona

O site da ABI reproduz  a matéria da época e traz artigo de Mainenti, em homenagem ao craque, morto na quarta-feira, 25.

da ABI – Associação Brasileira de Imprensa

Em 1979, 1ª reportagem brasileira sobre Maradona

A primeira reportagem sobre Diego Maradona na imprensa brasileira foi feita pelo jornalista Geraldo Mainenti, para a Manchete Esportiva – um perfil nas duas páginas centrais. Foi em Montevidéu, no Uruguai, em 1979, durante o Campeonato Sul-Americano de Juniores, que o jornalista cobriu  para a revista. Maradona  estava com 18 anos, mas já era um fenômeno na Argentina. O site da ABI reproduz  a matéria da época e traz artigo de Mainenti, em homenagem ao craque, morto na quarta-feira, 25.

Por Geraldo Mainenti, jornalista e conselheiro da ABI

Lamento muito a morte de Maradona. É um pedaço do meu amor pelo esporte que se vai; parte relevante do período de minha vida, em que trabalhei como jornalista na área de esportes.

A primeira reportagem sobre Maradona na imprensa brasileira fui eu que escrevi, para a Manchete Esportiva – matéria de quatro páginas, duas delas centrais, em uma das edições de fevereiro de 1979.

O encontro foi durante o Campeonato Sul-Americano de Juniores, em Montevideu, que eu cobria para a revista, ao lado do fotógrafo Gil Pinheiro, “el surdo”, como Maradona passou a chama-lo a partir dali, em todas as vezes que nos encontrava. Gil Pinheiro, claro, tinha uma deficiência auditiva e era uma figura cativante: deu a Maradona um álbum inteirinho, com as fotos que fez dele, no campeonato e ao longo de um dia inteiro que passamos na concentração da Argentina, para traçar um perfil do jovem craque.

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Maradona tinha 18 anos – e já era um fenômeno na Argentina.

No Brasil, ainda era pouco conhecido – tanto que a reportagem nem teve chamada na capa, na qual brilhava Rivelino, um dos ídolos de Maradona, assim como Pelé e Nelinho – conforme fez questão de dizer, na conversa comigo.

E disse mais: que queria jogar no Fluminense, ao lado de Doval (o diabo louro argentino), atacante do tricolor, à época. E, atento, já via um craque em Leandro, jovem lateral do Flamengo, a quem enfrentou naquele Sul-Americano. (Leandro foi  o maior lateral-direito de todos os tempos – que me perdoe Carlos Alberto Torres, o segundo, certamente).

Será ele um Pelé argentino? – eu perguntava, no título.

O tempo encarregou-se de responder.

Imagens da matéria publicada na Manchete Esportiva de 13 de fevereiro de 1979

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