Jornais pelo mundo celebram vida de Diego Maradona

A arte de Maradona, sua vida intensa, seus posicionamentos pessoais e políticos, tudo foi abordado. Mas sua competência com a bola, sua mágica atuação em campo, ah, esta foi exaltada.

FUSSBALL : WM 1986 in Mexiko Viertelfinale ARG - ENG 2:1 MARADONA / ARG ' HAND GOTTES ' , HANDTOR , HAND TOR FOTO:BONGARTS *** Local Caption *** Diego Maradona

Jornal GGN – A morte de Diego Maradona, aos 60 anos, nesta quarta-feira, chocou o mundo. A morte prematura do craque ganhou manchetes e homenagens em jornais e portais em todos os continentes. A arte de Maradona, sua vida intensa, seus posicionamentos pessoais e políticos, tudo foi abordado. Mas sua competência com a bola, sua mágica atuação em campo, ah, esta foi exaltada.

O The Guardian, inglês, disse que ele possuía habilidades sublimes e levou uma vida pessoal conturbada. E mais: “Maradona inspirou a Argentina à glória na Copa do Mundo de 1986 quando, como capitão, mostrou um nível de habilidade, criatividade, força e desejo jamais visto antes ou depois. Na vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra nas quartas de final, ele também marcou talvez o maior gol de todos os tempos, uma partida em que o atacante também mostrou seu lado mais sombrio e travesso com a infame “Mão de Deus”.”

“Maradona também alcançou sucesso a nível de clubes, principalmente com o Napoli, a quem levou ao primeiro título da Série A em 1987. Um segundo título se seguiu em 1990, ao lado de uma Copa da Itália em 1987 e uma Copa da Uefa em 1989, e tal foi o impacto do jogador em um clube que antes vivia à sombra das potências do norte da Itália, como Juventus, Milan e Internazionale, que o Napoli anunciou em 2000 que estava aposentando sua camisa 10.”, continua o texto do The Guardian.

A BBC, também de Londres, relatou o episódio de sua morte, com o ataque cardíaco, e sua trajetória como jogador. Traz ainda as homenagens feitas por jogadores do mundo todo.

O Euronews trouxe uma homenagem emocionada: “Um grande campeão internacional de futebol, de personalidade extraordinária, acaba de sair brutalmente do campo. Diego Maradona, jogador prodígio da seleção argentina nas décadas de 1980 e 1990, e na época técnico do mesmo time, morreu na quarta-feira de um ataque cardíaco em sua casa, nos subúrbios de Buenos Aires. Ele havia comemorado seu 60º aniversário em 30 de outubro”.

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O Le Monde, além dos relatos e um pouco da controversa vida do jogador, traz trecho em que o famoso gol da “Mão de Deus” foi relatado por Maradona.

“Veio sozinho, como nos campos do bairro. Tenho 1,66 m de altura e Shilton 1,85 m, não tive chance. Então, pulei como um sapo e saltei, tac ‘com o punho esquerdo’, disse “El Pibe de Oro”.

O estádio explodiu de alegria e a mão quase passou despercebida. Mesmo o Guardião Shilton não a viu. Apenas um inglês correu em protesto contra o árbitro, o tunisiano Ali Bennaceur. “Não vi a mão, iria validá-la novamente”, disse o árbitro.

Maradona fez história ao colocar as palavras em ação logo após o jogo. “Esse gol, marquei um pouco com a cabeça e um pouco com a mão de Deus”. Ele confessa que temia que o gol fosse recusado pelo árbitro.”

O português Público relatou a ida de Maradona ao balneário do Sporting, e cantou e dançou. “A dada altura, aparece-nos no balneário o Maradona a cantar e a dançar, todo contente, com 100 dólares numa mão e a camisola dele na outra. Entrou lá a perguntar “dónde está el portero? Dónde está el portero?”.” E é o relato do técnico do Sporting que sustenta a matéria.

O alemão Der Spiegel fez também uma homenagem emocionada, dizendo que o atleta passou pelos altos e baixos mais altos da vida. “Talvez o maior jogador de futebol do mundo esteja morto, mas ele era muito mais do que um atleta. Diego Armando Maradona passou pelos altos e baixos mais altos de uma vida”.

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O francês Libération trouxe as inúmeras manifestações de pesar pela morte de Maradona, de Mélenchon a Pelé, evidenciando o tributo mundial ao craque. “A aura do “garoto de ouro” vai muito além dos campos de futebol:  assim que a morte de Diego Maradona foi anunciada na quarta-feira, clubes nacionais, autoridades francesas e estrangeiras prestaram homenagem à lenda do futebol argentino”.

O italiano La Repubblica focou a homenagem à tristeza causada nos habitantes de Nápoles. “O prefeito de Nápoles, Luigi de Magistris, proclamou a cidade de luto pela morte de Diego Armando Maradona. E pede, em uma postagem, que seja dedicado a ele o estádio São Paulo, onde as luzes ficarão acesas a noite toda em homenagem ao campeão”.

O norte-americano ABC News relata os fatos da morte e faz um apanhado da carreira de Maradona. Em dado momento, diz: “Ousado, rápido e totalmente imprevisível, Maradona era um mestre do ataque, manipulando a bola facilmente de um pé para o outro enquanto corria pelo campo. Esquivando-se e ziguezagueando com seu baixo centro de gravidade, ele superou incontáveis ​​rivais e muitas vezes marcou com um pé esquerdo devastador, sua arma mais poderosa”.

 

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3 comentários

  1. El Pibe de Oro es imortal pois, como diria o Poeta, lo que brilla con luz propia nadie lo puede apagar.
    Su brillo puede alcanzar la oscuridad de otras costas

    Mas, Dieguito, porque não te demoraste mais um pouco?
    Porque não nos pré-avisaste que partirias?

    Muchas gracias, Hermano!

  2. “Às vezes acho que toda a minha vida é filmada, que toda a minha vida está em revistas. E não é assim, não é? Há coisas que estão sozinhas aqui, no meu coração, e que ninguém sabe”
    (diz Diego Armando Maradona em seu livro – Eu SOU O DIEGO)

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