Manoel de Barros: a poesia morre hoje, viva a poesia!

do blog de Antonio Ateu

MORRE, AOS 97 ANOS, O POETA MANOEL DE BARROS

https://www.youtube.com/watch?v=XCMczEBuII4]

Considerado um dos maiores autores da língua portuguesa, o poeta mato-grossense estava internado desde o último dia 24 no Hospital Proncor, de Campo Grande (MS), devido a uma obstrução intestinal. Segundo a assessoria do hospital, o poeta faleceu às 8h05, devido à falência múltipla dos órgãos

:

 

Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

O poeta Manoel de Barros morreu nesta quinta-feira 13, em Campo Grande (MS). Considerado um dos maiores autores da língua portuguesa, ele estava internado desde o último dia 24, no Hospital Proncor, da capital sul-mato-grossense, devido a uma obstrução intestinal. Segundo a assessoria do hospital, o poeta faleceu às 8h05, devido à falência múltipla dos órgãos.

Conhecido pela linguagem coloquial – à qual chamava de idioleto manoelês archaico – e por buscar inspiração nos temas mais simples e banais, Barros dizia ser possível resumir sua trajetória de vida em poucas linhas. “Nasci em Cuiabá, 1916, dezembro. Me criei no Pantanal de Corumbá [MS]. Só dei trabalho e angústias pra meus pais. Morei de mendigo e pária em todos os lugares da Bolívia e do Peru. Morei nos lugares mais decadentes por gosto de imitar os lagartos e as pedras. Publiquei dez livros até hoje [publicaria mais dois posteriormente. Não acredito em nenhum. Me procurei a vida inteira e não me achei – pelo que fui salvo. Sou fazendeiro e criador de gado. Não fui pra sarjeta porque herdei. Gosto de ler e de ouvir música – especialmente Brahms. Estou na categoria de sofrer do moral, porque só faço poesia”, escreveu o autor.

Leia também:  Prefeito licenciado de Goiânia, Maguito Vilela morre aos 71 anos

Barros começou a esboçar seus primeiros poemas aos 13 anos de idade. Seu primeiro livro, intitulado Poemas, foi publicado em 1937, quando o autor tinha 21 anos. Pouco afeito à política partidária, chegou a integrar o Partido Comunista Brasileiro, mas por pouco tempo. Desde a década de 1950, conciliava a literatura com a gestão da fazenda que herdou dos pais.

Perfeccionista, conquistou os prêmios literários Jabuti (1989 e 2002); Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) (2004); Nestlé (1997 e 2006); Alfonso Guimarães da Biblioteca Nacional (1996) e Nacional de Literatura, concedido pelo Ministério da Cultura ao conjunto de sua obra, em 1998. Em 2000, foi agraciado com o Prêmio Academia Brasileira de Letras, pelo livro Exercício de Ser Criança.

Barros costumava brincar com a importância da poesia: “Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia”. Trechos de seus poemas são frequentemente citados pela perspicácia e bom-humor. Desde que foi internado, dois versos, em particular, estão sendo bastante citados na mídia e em redes sociais: “Não preciso do fim para chegar” e “Do lugar onde estou já fui embora”.

http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/160359/Morre-aos-97-anos-o-poeta-Manoel-de-Barros.htm

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

2 comentários

  1. Como expressar a gratidão por um poeta?

    Manoel, meu véi, seus poemas me borboleteiam.

    Podesser em paz.

    As palavras que estrelaram sua vida

    confortam-me a aflição de exisitr.

    Isso deve ser amor:

    casamento

    de vertigens.

     

  2. “passava os dias ali, quieto,

    “passava os dias ali, quieto, no meio das coisas miúdas.

    e me encantei”.

    manoel de barros.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome