Morre Terry Jones, fundador do Monty Python e diretor de A Vida de Brian

Jones se tornou um oponente feroz da guerra do Iraque e publicou uma coletânea de suas colunas de jornais e outros escritos no livro Guerra de Terry Jones na Guerra ao Terror, de 2004.

Foto Graeme Robertson - The Guardian

Jornal GGN – Terry Jones, um dos fundadores do grupo inglês Monty Python e diretor de três dos famosos filmes do grupo, morre aos 77 anos. Jones havia sido diagnosticado com demência e atual como rosto público da doença em várias oportunidades.

Após o fim do grupo Python, Jones trabalho em vários projetos. Fez filmes, documentários de TV, escreveu livros infantis e contribuiu com artigos para os jornais Guardian e Observer, denunciando a ‘guerra ao terror’.

Terry nasceu no País de Gales, em 1942, e se mudou ainda criança para a Inglaterra, crescendo em Surrey. Estudou literatura inglesa em Oxford, onde conheceu Palin. Palin foi seu parceiro de escrita de programas de TV, que incluíram outras estrelas da comédia britânica.

Em 1969, Palin e Jones se juntaram com outros profissionais e fizeram um programa de desenho de comédia da BBC. Inicialmente transmitido sob o título Flying Circus de Monty Python, foi exibido até 1974. O programa se tornou um dos shows mais influentes da história da BBC, revolucionando formatos de comédia e inspirando uma geração inteira de comediantes.

Jones, no entanto, se interessava mais em dirigir. Após alguns projetos, a trupe embarcou em um filme original, Monty Python e o Santo Graal, dirigido por ele em conjunto com Gilliam.

O próximo filme dos Pythons também foi dirigido por ele, A Vida de Brian. Jones dirigiu enquanto Gilliam se concentrou no design do filme. A sátira religiosa provou ser um grande sucesso comercial, além de provocar controvérsia global. Jones trabalhou no filme como mãe de Brian, gritando com os adoradores reunidos: “Ele não é o messias, ele é um garoto muito travesso!”

Depois disso, Jones dirigiu, em 1983, O Sentido da Vida, um filme muito mais elaborado, com musicais e cenas de efeito complexos.

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Logo em seguida a equipe do Python concordou em não fazer mais longa metragens e Jones foi para novos projetos.

Jones se tornou um oponente feroz da guerra do Iraque e publicou uma coletânea de suas colunas de jornais e outros escritos no livro Guerra de Terry Jones na Guerra ao Terror, de 2004.

Seu crédito final como diretor foi a comédia de 2015 Absolutely Anything, na qual todos os quatro membros sobreviventes do Python participaram, mas recebeu uma recepção sem entusiasmo.

Jones foi casado duas vezes: entre 1970 e 2012, com a bioquímica Alison Telfer, com quem teve dois filhos, e em 2012 com Anna Söderström, com quem teve um filho.

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