Theotônio dos Santos, presente!

Jornal GGN – O economista Theotônio dos Santos morreu hoje, no Rio de Janeiro. A notícia foi dada por sua filha em redes sociais. Theotônio era mestre em Ciência Política pela UnB, doutor em economia pela Universidade Federal de Minas Gerais, professor emérito da Universidade Federal Fluminense, e coordenador da Cátedra e Rede da Unesco e da UNU (Universidade das Nações Unidas) sobre economia global e desenvolvimento sustentável.
 
Thethônio foi autor de 38 livros, co-autor ou colaborador em outros 78, além de 150 artigos publicados em revistas científicas. Seus trabalhos foram publicados em 16 línguas.

 
Algumas palavras que trazem a vida e o pensar de Theotônio.
 
por Carlos Eduardo Martins
 
 
Prezados acabo de saber da morte de Theotonio dos Santos. Theotonio, que foi meu professor na graduação da PUC nos anos 1980, e com quem trabalhei 20 anos, entre 1991-2011, deixa um legado importante para as ciências sociais e para a esquerda brasileira.
 
Sua obra é referência indispensável para se compreender as grandes tendências e contradições do capitalismo contemporâneo, sua crise civilizatória, assim como as mazelas do capitalismo dependente, que transforma este Brasil, com tanta potencialidade e vocação democrática, num país tão persistentemente desigual e injusto, cuja vida é violada pela reemergência estrutural de tendências fascistas que se entrelaçam com as liberais. Lamentavelmente, a tragédia política brasileira que estamos vivenciando e o parentesis democrático que foi a Nova República, só ressaltam a agudeza crítica e a pertinência de sua obra.
 
Junto com Ruy Mauro Marini e Vânia Bambirra, Theotonio foi fundador e grande expoente da Teoria Marxista da Dependencia e, dos três, o que mais conseguiu ultrapassar o bloqueio que sofreram do pensamento institucionalista – desenvolvimentista ou neoliberal – no Brasil. 
 
Theotonio foi quem mais internacionalizou a teoria marxista da dependência, concebendo-a como uma primeira etapa da construção de uma teoria marxista do sistema mundo, dialogando com Immanuel Wallerstein, Giovanni Arrighi, Samir Amin, Andre Gunder Frank, Beverly Silver e tantos outros que trouxe ao Brasil. 
 
Theotonio, Vania e Ruy não tiveram tempo para viver o que mais queriam: a época em que a teoria da dependência fosse peça de museu. Mas se Theotonio se vai fisicamente deste mundo, o sonho de um socialismo democrático e a continuidade de sua obra permanecem como desafio aberto para as novas gerações e para os muitos que diretamente ou indiretamente influenciou.
 

de Nacho Lemus, da TeleSur

Con la inversión social congelada, con reforma laboral, con Rio de Janeiro así y el lucro de los 4 mayores bancos brasileños creciendo y creciendo, se nos fue Theotonio dos Santos. Ojalá que su teoría de la dependencia no explique por mucho más tiempo los males que rondan por estas tierras.

5 comentários

  1. Réquiem

    É uma perda lamentável. 

    Mas o que mais me entristece é saber de cor o que vai acontecer. Depois de morto, muitos vão se perguntar sobre ele, o que escreveu e, desculpe!, como urubus na carniça, novidadeiros em busca da “tese nova”, irão atrás de seus livros pra lá de esgotados. 

    Não, não estou triste. É pior. Estou revoltado. 

     

  2. EU NAO ESTOU DISPOSTO A SER

    EU NAO ESTOU DISPOSTO A SER TRABALHO ESCRAVO, FILHOS DA PUTA.

    Como eu estava dizendo anteriormente, eu apareco no blog com uma tecnologia Borg, altamente desintegrativa por ser aa frequencia natural (E EU ESPECIFIQUEI ISSO) e uma porrada de complexados corre pros jornais dizendo que ELES ” descobriram” exatamente o que eu descobri except em attoseconds, porque isso os faz se sentirem mais importantes do que sao.

    Nao, nao sao.  Nem vao ser.  Minha seguranca e paz primeiro, motherfuckers.

  3. E Como eu estava falando

    E Como eu estava falando antes, eu passel 8 anos de ma is puro inferno escutando de 120 a 160 pensamentos alheios pro minuto.  Ninguem esteve do meu lado.  Nao ouvi um unico muito obrigado, ninguem pagou minhas contas, ninguem me ofereceu uminha palavra de suporte oh apoio.

    Nada.

    Zero.

  4. Quem pagou pelos meus ultimos

    Quem pagou pelos meus ultimos 12 anos depesquisa, ciencia, e internet, filhos da puta, foi minha heranca.  Ninguem pagou pelo meu diNheiro prrdido.  SE nao tivesse sido por oito anos de puro inferno eu ja poderia her dito tudinho que falei SEIS ANOS ATRAZ.

    NINGUEM ESTEVE DO MEU LADO, ok?  E eu adoooooooro cadaveres.

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